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Tipos de cultura organizacional: saiba identificar o da empresa!
Cultura da Empresa

Tipos de cultura organizacional: saiba identificar o da empresa!

Você sabe dizer em qual dos tipos de cultura organizacional sua empresa está inserida? Essa resposta ajuda a compreender como é o relacionamento entre liderança e colaboradores, assim como orienta as práticas de todos os profissionais para que caminhem em prol de um objetivo comum.

No entanto, a cultura corporativa ainda interfere em outros aspectos, como o processo de recrutamento e seleção, retenção de talentos, índice de turnover e mais. Por isso, é imprescindível atentar a esse critério e saber defini-lo com precisão, porque, assim, você conseguirá obter o máximo de benefícios com essa prática.

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Neste post, você verá a importância de ter uma cultura na empresa, os 4 tipos existentes e como fazer um mapeamento para seu negócio. Vamos lá?

 

A importância de ter uma cultura na empresa

As organizações são formadas por pessoas e são elas que ajudam a consolidar a cultura corporativa. Responsável por apresentar crenças, hábitos, valores éticos e morais, além de comportamentos e políticas da companhia, esse quesito também contribui para alcançar o sucesso, a satisfação dos clientes e melhores resultados, inclusive financeiros.

Por essas características, a cultura organizacional impacta todos os colaboradores e se torna um direcionador para seus comportamentos. Ela independe de ser formalmente instituída, mas, quando isso não ocorre, a empresa pode ter prejuízos ou deixar de aproveitar as oportunidades existentes.

Por meio dela, os colaboradores também se sentem parte do negócio e valorizados, o que aumenta o engajamento. A influência da liderança em relação ao comportamento dos colaboradores é positiva.

Desse modo, fica evidente que uma cultura organizacional eficiente oferece aumento da produtividade e da objetividade, além de assegurar que o trabalho de todos seja mais sinérgico e alinhado.

Em suma, todos os setores dependem da boa definição desse critério, porque ele ajuda a definir os perfis mais adequados a cada função e determina como clientes, fornecedores e outros stakeholders serão atendidos. O resultado é mais facilidade no alcance do sucesso, bem como a garantia de que todos atuem de maneira homogênea diante de diferentes situações.

 

Os 4 tipos de cultura organizacional

A expressão “cultura organizacional” surgiu ainda na metade do século XX. A partir da definição de Charles Handy, escritor e filósofo especializado em comportamento corporativo, ficou delimitado que existem 4 categorias, apresentadas a seguir.

 

1. Cultura do poder

As empresas que atuam conforme esse viés focam sua liderança em apenas uma pessoa, que costuma ser o próprio empreendedor ou um gerente. O foco são os resultados e, por isso, é comum haver competição entre os profissionais.

É uma cultura mais frequente em pequenas empresas devido ao poder centralizado. A desvantagem é a alta possibilidade de conflitos internos, que podem limitar o crescimento do negócio.

Os colaboradores também podem ter dificuldades para desenvolver habilidades e competências, especialmente porque há barreiras para a implantação de atitudes inovadoras, seja em processos, seja em produtos ou serviços. Já a liderança tende a ser carismática, patriarcal e impulsiva. Há uma tentativa de inspiração, mas as recompensas são fornecidas conforme o nível de interação com o líder.

Nesse caso, cada um pensa em si e o coletivo nem sempre é considerado. Por isso, é normal haver ausência de princípios éticos e profissionalismo. A empresa até pode crescer, mas tende a ser algo momentâneo, já que os conflitos existentes impedem o alcance do êxito.

 

2. Cultura de papéis

O principal aqui é o desempenho dos colaboradores. Os processos são bem estruturados e devem ser seguidos. Porém, são engessados, pouco flexíveis e inexiste espaço para sugerir novas ideias e aprimorar atividades. A consequência tende a ser a lentidão na execução do trabalho.

Os profissionais costumam ficar acomodados e dão pouca importância a um possível crescimento na hierarquia organizacional. Essa situação origina a falta de interação e comunicação entre profissionais e setores, o que traz problemas para a solução rápida dos imprevistos.

A liderança oferece pouco espaço para os colaboradores sugerirem novas ideias. É o caso de muitos empreendimentos de grande porte, que optam por esse modelo para trazer clareza aos fluxos de trabalho a fim de evitar acidentes e erros.

 

3. Cultura de tarefas

O objetivo é ter profissionais específicos para a execução de algumas atividades para agregar conhecimento. Os colaboradores estão voltados à solução dos problemas e são aptos a lidarem com diferentes tipos de situação.

A organização é bastante flexível e o ritmo da corporação depende dos acontecimentos. Os profissionais têm mais liberdade e tendem a se sentir motivados. Portanto, há mais satisfação nas atividades diárias. A criatividade é bastante valorizada, inclusive mais que as regras, que podem sumir dependendo do caso. Afinal, o importante são os resultados.

 

4. Cultura de pessoas

Os colaboradores são bastante valorizados, porque são o ponto-chave dessa cultura. Há uma integração maior entre as equipes, e os talentos têm possibilidade de crescerem profissionalmente.

Os profissionais costumam sugerir ideias e podem contar com um bom plano de carreira. Os gestores atuam em prol da retenção de talentos e buscam formar líderes a fim de continuar seu legado. O cuidado necessário é com o possível esquecimento de outros aspectos importantes, como a infraestrutura e o relacionamento com os parceiros.

Essa cultura é bastante verificada em empresas novas, especialmente startups. Há pouca hierarquia e o trabalho é mais autogerenciado.

 

A identificação e o mapeamento do negócio

A descrição anterior deve ter fornecido uma ideia de qual patamar sua empresa se encaixa. Porém, para ter certeza, é necessário fazer um estudo específico que permita identificar e mapear o negócio. Veja o que fazer, a seguir.

 

Defina missão, visão e valores

A cultura organizacional é delimitada por esses 3 aspectos. A missão representa o motivo da existência do negócio. A visão, aonde se deseja chegar em determinado intervalo de tempo. E os valores, as características que orientam as relações de trabalho.

Esse tripé é o que oferece o suporte necessário ao negócio e permite que ele se posicione estrategicamente perante o mercado. Por isso, colaboradores e clientes devem ser informados desses aspectos para que todos tenham um comportamento compatível e alinhado.

 

Analise objetivos

Os propósitos a serem alcançados em curto e longo prazos ajudam a definir a cultura organizacional porque apresentam a aderência dos colaboradores aos valores traçados. Identifique como os processos internos são realizados, de que forma os profissionais reagem às mudanças e o que eles fazem para atingir as metas.

Da mesma forma, avalie se os objetivos são condizentes com o posicionamento da empresa no mercado e se eles ajudarão a chegar ao ponto em que se espera. Caso contrário, é preciso revisá-los.

 

Conheça os diferentes níveis de cultura

A cultura organizacional pode apresentar várias camadas. Geralmente, há três níveis:

  • artefatos: são os fatores perceptíveis, como o modo de se vestir, falar e cumprimentar os profissionais. Por meio desse aspecto, é possível perceber se o ambiente interno é mais inovador ou hierárquico, por exemplo;
  • normas e valores: são os princípios que norteiam o trabalho, mas não estão escritos. São repassados com o tempo;
  • pressupostos básicos: são as crenças profundas e que impactam as atividades, apesar de nem sempre serem percebidas.

Para identificar esses quesitos, o ideal é fazer um levantamento dos níveis de cultura. Desse modo, é possível ter um ponto de vista sistêmico e amplo.

 

Faça pesquisas internas

Essa atividade deve integrar o mapeamento estratégico da cultura organizacional. Pode ser empregada por meio de avaliações de desempenho, que ajudarão a verificar o alinhamento e as lacunas existentes entre os objetivos estabelecidos e as competências profissionais.

As pesquisas ainda permitirão saber se o ambiente é competitivo e qual é o engajamento dos colaboradores e o foco nas tarefas. Desse modo, fica fácil saber se a cultura tem alta aderência.

Aproveite para saber por que os profissionais executam suas funções. Caso perceba que o ambiente é rodeado de incertezas e conflitos, reveja a própria cultura para evitar problemas.

 

Assim, os tipos de cultura organizacional evidenciam o cenário interno da empresa. Ele pode ser mudado, mas depende de estratégia e emprego de esforços por parte do RH. Por isso, o ideal é usar uma plataforma de gestão, como a da Xerpa, que reduzirá o tempo das atividades e trará eficiência à sua execução.

O resultado é a conformidade das práticas e a possibilidade de atuar estrategicamente visando ao desenvolvimento dos profissionais e o aprimoramento dos resultados. Gostou? Assine a nossa newsletter e tenha acesso a outros conteúdos relevantes.

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