Workaholic é o profissional que não consegue se afastar do trabalho — literalmente. Ele passa muito tempo, após o expediente, realizando as suas atividades e, muitas vezes, se gaba disso. Só que esse excesso de trabalho é prejudicial para o indivíduo e também para a empresa, que está nutrindo um ambiente de baixo bem-estar pessoal.

 

Ter um senso de pertencimento, gostar do trabalho e defender a sua marca com unhas e dentes são qualidades desejadas em qualquer colaborador. Importante, no entanto, não confundi-las com as características de um workaholic, que só prejudica o seu profissional.

Acontece que muitas empresas tendem a se encantar com esse colaborador acostumado a passar horas e mais horas, após o expediente, na sua baia de trabalho — sem saber que isso também é prejudicial para os resultados desejados.

Vamos ver, então, porque o seu RH deveria aprender a identificar o colaborador workaholic e a prevenir o aumento desse tipo de situação internamente? Basta seguir com esta leitura!

O que é workaholic?

O termo não é tão recente quanto parece. Ele foi cunhado, pela primeira, vez, em 1971 por Wayne Oates, psicólogo que se ocupou em compreender os impactos negativos da exaustão que o workaholic pode sentir — e o quanto isso cria a ilusão de que ele trabalha mais, e melhor, do que os colegas.

Afinal de contas, que gestor não se inspira ao ver o seu funcionário horas e mais horas, noite adentro, trabalhando em busca de mais resultados para a organização?

Esse fator, entretanto, implica em cuidados múltiplos dentro da empresa. O principal deles é o desgaste que pode gerar ao profissional — sintoma, inclusive, que ele tenta ignorar porque o workaholic carrega uma patologia em seus comportamentos. E, abaixo, podemos identificar os principais deles:

  • pressão interna e contínua por resultados;
  • o trabalho é o foco de suas conversas e interações com os colegas — mesmo em momentos de descontração;
  • sua carga horária é evidentemente maior do que a de outros colaboradores.

Isso já ajuda a nortear o RH e a gestão a diagnosticarem o colaborador workaholic na empresa. Já conseguiu identificar algum profissional daí, só com base nessas informações?

Quais são os impactos em ter um ou mais colaboradores workaholics?

É de senso comum que todo tipo de exagero é prejudicial à saúde — física, emocional ou ambas.

E o workaholic não é uma exceção nessa lista. Confira, a seguir, alguns fatores que podem limitar a eficiência e performance desse tipo de profissional em curto, médio e longo prazo, se ninguém oferece um auxílio para ele:

  • níveis elevados de estresse;
  • absenteísmo, em decorrência desse desgaste físico e psicológico;
  • baixa performance, já que o estresse e a alta pressão se traduzem em dificuldades de concentração e da elaboração de novas soluções frente a um novo problema;
  • problemas de relacionamento interno, já que esse profissional pode cobrar os colegas a mesma postura que ele assume, no dia a dia;
  • baixo engajamento e satisfação com o trabalho, com o tempo. Especialmente, se o workaholic não consegue obter os resultados desejados.

Com base nesses impactos tão prejudiciais — qualitativa e quantitativamente nos índices dos seus relatórios de RH —, vamos entender a fundo como identificar um workaholic na empresa?

>> Uma das propostas do bem-estar no trabalho é promover a qualidade de vida na empresa! Para isso, criamos um e-Book recheado de dicas para criar um programa de qualidade de vida na sua empresa. Clique aqui e acesse agora mesmo!

Como reconhecer um workaholic na empresa?

Existem, sim, sintomas óbvios e evidentes de um workaholic, como a predileção por ficar até altas horas da noite no expediente.

Mas, muitas vezes, poucas pessoas ficam cientes desse tipo de comportamento. Afinal de contas, o RH só vai saber quando analisar o controle de ponto desse colaborador, e o gestor pode assumir essa atitude como algo benéfico para o alcance de metas.

Por isso, convém observar alguns aspectos específicos que ajudam no diagnóstico antecipado, evitando que essas ações sejam recorrentes e, principalmente, pouco frutíferas para o desenvolvimento do profissional e o crescimento da empresa:

  • eles evitam socializações, pois constantemente estão “presos no trabalho”;
  • suas cargas horárias são, repetidamente, maiores do que as de seus colegas de equipe;
  • ansiedade, depressão e insônia são características comuns, no semblante desse tipo de profissional — vale destacar, entretanto, que essas causas podem ter outro tipo de origem, o que convém a conversa franca para entender se o RH e/ou a gestão pode fazer algo para auxiliar o colaborador;
  • dificuldade em conciliar a vida pessoal da profissional — o que também se manifesta na problemática em distinguir a paixão pelo trabalho e o vício em trabalhar.

Se esses comportamentos estiverem presentes, no seu funcionário workaholic, saiba que é importante ter um planejamento prévio para lidar com a situação.

Do contrário, as consequências negativas que apontamos anteriormente podem se estabelecer na rotina. Algo impactante tanto no colaborador quanto para a empresa.

Como criar um plano de ação para ajudar o workaholic?

Vamos ver, então, qual é o papel combinado entre a gestão e o RH para auxiliar qualquer comportamento exagerado dos profissionais de sua empresa?

 

Lide com cautela

De nada adianta a proibição por horas extras ou as medidas extremas de desligar o computador pós-expediente: um colaborador que está, deliberadamente, trabalhando além da conta deve ser, acima de tudo, compreendido.

Quando se entende os motivos pelos quais ele está descontando mais horas ao trabalho, o RH consegue orientá-lo de maneira precisa. Não adianta, afinal de contas, cortas os sintomas se não sabemos o problema.

 

Capacite a gestão e o seu setor de RH

Os profissionais envolvidos têm que saber, também, como lidar com o profissional workaholic. Negligenciar a importância do assunto é prejudicial, assim como as ações desmedidas, como vimos acima.

Portanto, todos devem compreender o seu papel, nessa equação, para desempenhá-lo de acordo com o roteiro de ações planejadas para contornar a situação e ajudar o funcionário efetivamente.

 

Explore o tema com todos os colaboradores

Faça campanhas nos canais de comunicação da empresa, estabeleça reuniões sobre o assunto e reforce o peso desse assunto nas avaliações de desempenho.

Com o tempo, todos os profissionais vão absorver a ideia de que o workaholic pouco tem a se beneficiar disso, dentro da cultura organizacional da empresa.

Sem falar que a própria organização tem uma responsabilidade grande nisso: é fundamental saber como dividir todo o fluxo de trabalho, para que nenhuma área fique sobrecarregada.

Se o trabalho em si é otimizado, existe menos necessidade de estender as horas trabalhadas. Com isso, os colaboradores também não vão dar por falta dessa necessidade de ficar horas e mais horas no expediente.

 

Existem, ainda, outras opções que você e os seus especialistas de recursos humanos podem adotar para limitar o comportamento abusivo de um workaholic e qualificar os serviços da sua empresa, sabia?

Para isso, convidamos você a assinar a nossa newsletter (é só preencher o seu nome e endereço de e-mail no canto inferior direito de nosso blog) para receber todas as nossas novidades em primeira mão!