tipos de gestão de pessoas

8 tipos de gestão de pessoas que todo RH precisa conhecer

A cada dia que passa o mercado de trabalho vem buscando alternativas para que o gerenciamento das pessoas seja eficaz. E nessa luta diária os tipos de gestão de pessoas aparecem como um fator crítico do sucesso.

Optar pelo modelo certo dá o poder ao gestor de conduzir seus colaboradores pelo caminho dos resultados. E isso se dá principalmente porque dentre os tipos de gestão de pessoas, alguns deles, evidenciam fatores positivos capazes de engajar e motivar os colaboradores.

Mas qual será o modelo ideal? A resposta para essa pergunta é que tudo depende da rotina da sua empresa.

Entretanto, numa seleção dos tipos de gestão de pessoas é recomendável priorizar aquele que permite uma flexibilidade de decisão e que seja adaptável a mudanças.

Você sabe quais são os principais tipos de gestão de pessoas no mercado? Neste artigo listamos 8 modelos e explicamos quais os impactos que eles podem ter no dia a dia da sua empresa. Veja!

Os 8 tipos de gestão de pessoas

Bons e maus gestores, sem dúvida todos os profissionais já tiveram que lidar com tipos de gestão de pessoas distintos ao longo da carreira.

O grande segredo, entretanto, para quem quer ser um grande gestor, é não ser rígido na escolha e variar os tipos de gestão conforme as exigências do momento. Conheça 8 dos principais tipos de gestão de pessoas:

  1. Gestão democrática;
  2. Gestão inspiradora;
  3. Gestão autoritária;
  4. Gestão com foco em resultados;
  5. Gestão colaborativa;
  6. Gestão carismática;
  7. Gestão por competência;
  8. Gestão centralizadora.

É importante ressaltar que para optar por qualquer um dos tipos de gestão de pessoas é necessário primeiro avaliar o perfil da sua equipe. Se atentando também ao tipo que melhor se adequa a realidade dos colaboradores e da empresa.

Uma escolha errada de gestão pode comprometer o engajamento e a produtividade da equipe.

1.Gestão democrática

“Nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós juntos.” (Warren Bennis).

A gestão democrática honra o nome que tem e é um modelo de gerenciamento onde os colaboradores têm voz nas decisões.

Nesse caso o líder tem total apreço pelas opiniões de seus membros e leva todas em consideração.

Não só isso, nesse caso há uma demonstração de confiança no que os profissionais podem lhe oferecer e no autogerenciamento.

Considerando todos os tipos de gestão de pessoas esse é um estilo mais lento de gestão e que permite discussões mais longas para uma tomada de decisão. Mas que também abre grandes variações de possibilidade para alcançar os resultados.

2. Gestão inspiradora

“Liderar é a arte de motivar alguém a fazer algo que você quer feito, porque essa pessoa que fazê-lo.” (Dwight D. Eisenhower).

O ditado que diz “a palavra convence, mas o exemplo arrasta” cabe perfeitamente no modelo de gestão inspiradora.

Inspirar alguém não é tarefa fácil, porém, quando se alcança esse objetivo os resultados são extremamente efetivos.

A gestão inspiradora tem por característica exigir uma grande dedicação do líder em adotar bons hábitos dentro da empresa. Não só no sentido de execução das tarefas e conquista de resultados, mas também na questão ética e do respeito profissional com todos.

O líder que consegue colocar em prática esse modelo dentro de tantos tipos de gestão de pessoas deixa um legado. As pessoas vão sem dúvida querer segui-lo e até imitá-lo como referência.

Esse gestor é confiável, está disposto a enfrentar desafios ao lado da equipe e principalmente é autêntico e verdadeiro.

Ser fonte de inspiração é um desafio, mas quem encontra esse caminho está à beira do sucesso, já que a tendência é potencializar as habilidades de quem está a seu redor.

3. Gestão autoritária

“Há uma diferença entre ser um líder e ser um chefe. Os dois são baseados em autoridade. Um chefe demanda obediência cega; um líder conquista sua autoridade por meio da compreensão e confiança.” (Klaus Balkenhol).

A gestão autoritária ainda é comum na realidade de muitas empresas. Porém com um mercado que evoluiu e se mostra em transição o “ser autoritário” se mostra quase ineficiente.

Empresas que ainda apostam na autoridade possuem uma alta taxa de turnover.

Isso porque entre os tipos de gestão de pessoas esse é o que menos permite a participação dos colaboradores. A opinião deles pouco vale ao gestor, que costuma comandar tudo no “faça o que eu digo”, o “meu jeito é o certo” e usando o medo como combustível.

O “manda quem pode e obedece quem tem juízo” é o cerne desse modelo de gestão.

Devido ao seu microgerenciamento, o gestor está focado apenas nos resultados e pouco importa para ele se há motivação ou engajamento da equipe nesse sentido. Criando muitas vezes um ambiente pesado e hostil.

Muitas empresas adotam esse modelo apenas em casos de crise. Para em casos específicos reorganizar a organização pela necessidade de decisões rápidas, mas com uma duração mínima, para evitar a alta rotatividade de funcionários.

4. Gestão com foco em resultados

“Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados.” (Mahatma Gandhi).

A gestão com foco em resultados têm uma visão distinta dos outros tipos de gestão de pessoas.

Enquanto a maioria prioriza um método de processo a ser seguido, nesse caso, o foco é o resultado, independente do procedimento usado para alcançá-lo.

Nesse modelo de gestão há uma participação maior dos profissionais, já que as responsabilidades são divididas e consequentemente os fracassos e vitórias.

Por isso que se torna tão necessário a construção de objetivos claros a serem alcançados, assim nenhum colaborador se perde ao longo do caminho. A transparência do gestor nas ações, em feedbacks sobre os resultados, é um ponto fundamental nesse modelo.

Além disso, é essencial que haja um engajamento de toda a equipe com esse tipo de gestão, onde todos se comprometem a atingir um mesmo objetivo e lutam por isso.

5. Gestão colaborativa

“O que une uma equipe é quando um cobre as fraquezas do outro.” (Phil Jackson).

A gestão colaborativa é a que mais se parece com a democrática entre os tipos de gestão de pessoas, só que ela vai além na tomada de decisão com a participação da equipe.

Na gestão colaborativa a equipe não só contribui em decisões rotineiras, mas em decisões políticas da empresa como um todo. Nesse modelo todos os profissionais têm voz independente do assunto a ser discutido.

Com isso há um compartilhamento maior de ideias entre profissionais distintos, onde o maior objetivo é o sucesso do negócio. Criando-se assim um cenário na qual todos poderão crescer juntos, falando a mesma língua.

Por meio da gestão colaborativa é possível também desenvolver novos conhecimentos e habilidades nos profissionais até pelo aumento de brainstorming entre as equipes. Com esse tipo de gestão fica mais fácil compartilhar objetivos e dividir os lucros entre a equipe.

6. Gestão carismática

“Uma boa liderança é sobre experiências humanas. Não é uma fórmula ou programa, é uma atividade humana que vem do coração e leva em consideração os corações de outras pessoas. É uma atitude, não uma rotina.” (Lance Secretan).

A gestão carismática é um reflexo da personalidade do gestor. O foco principal desse modelo é o relacionamento interpessoal e o carisma do líder, que assim consegue inspirar todos que estão ao seu redor.

A criação de um ambiente amistoso e prazeroso é um dos objetivos do gestor, que valoriza e muito o lado emocional da equipe. É muito comum que na gestão carismática a relação da equipe ultrapasse os níveis de “colegas de trabalho” para “amizades pessoais”.

Com essa relação mais próxima do gestor com a sua equipe a tendência é que o ambiente de trabalho seja muito agradável e a equipe consequentemente trabalhe mais motivada.

Isso porque suas palavras são muito bem quistas e aceitas por quem está ao seu redor. Uma vez que há uma admiração dos liderados com o líder, e principalmente um grande poder de influência do gestor.

7. Gestão por competência

“A pessoa que percebe como conduzir o talento coletivo de sua organização irá arrasar seus concorrentes.” (Walter Wriston).

Um dos tipos de gestão de pessoas que mais preza pelas habilidades de seus colaboradores é a gestão de pessoas por competência.

O gestor nesse cenário coloca como prioridade definir a função certa para cada um de seus colaboradores. Uma busca incessante para acertar até no processo admissional e na escolha do perfil ideal para o cargo.

E não só isso, o gestor está a todo tempo monitorando se o colaborador está feliz em sua função e desempenhando o trabalho que o deixa motivado.

Aliás, o monitoramento é um dos pilares desse tipo de gestão. Caminho lado a lado com o mapeamento dos processos, avaliação do trabalho e desenvolvimento e potencialização dos talentos.

Os resultados na visão desse gestor só podem ser alcançados se houver uma avaliação completa sobre as competências de cada membro da equipe.

Habilidades que podem ser trabalhadas individualmente ou em equipe e que devem impactar diretamente nos resultados se bem trabalhadas.

8. Gestão centralizadora

“Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu apenas quem vence. De certa forma termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas!” (Ayrton Senna).

Se há inúmeros tipos de gestão de pessoas controversos, o modelo centralizador é um dos principais.

Um modelo que ainda é bastante utilizado, mas que tende a gerar desconfiança e principalmente um acúmulo de funções do gestor, que está sempre sobrecarregado.

A centralização é sempre um empecilho na distribuição de tarefas já que o gestor acredita piamente que só ele sabe fazer bem feito, sem sequer ter provas disso.

A consequência desse tipo de gestão quando levado por muito tempo é a insatisfação dos colaboradores. Comprometendo assim os resultados, ofuscando os talentos e aumentando consideravelmente a taxa de turnover.

Assim como na gestão autoritária, a centralizadora deve ser usada apenas em casos de crise ou em que os resultados precisam ser imediatos. Já que nesses casos o gestor não tem tempo para delegar determinadas funções e tarefas, exigindo dele um desdobramento para executar os trabalhos.

Avalie o melhor tipo de gestão para a sua empresa

Avaliar os tipos de gestão de pessoas disponíveis no mercado é fundamental para conduzir a equipe conforme suas necessidades.

Cada realidade, cada rotina, cada empresa é diferente e possui uma infinidade de pessoas com perfis distintos.

Portanto, quando se fala dos melhores tipos de gestão de pessoas, não é possível identificar o modelo ideal para as organizações em geral. É essencial que haja uma avaliação do gestor sobre o que realmente a empresa precisa naquele momento.

No entanto, no cenário atual, é fundamental que a flexibilidade seja um ponto crucial a ser levado em conta pelos gestores. Atualmente os colaboradores querem ser ouvidos. E não só isso, precisam se sentir úteis a empresa, para se manterem motivados e engajados.

E o gestor que consegue desenvolver a competência de se dispor a caminhar lado a lado com a empresa se destaca e tem grandes chances de sucesso nesse desafio.

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