Tesouro Direto

Tesouro direto: tudo o que você precisa saber para investir

O Tesouro Direto é bastante conhecido por ser um tipo de investimento que atrai especialmente quem está começando a lidar com finanças e investimento. A explicação é a facilidade para entender o seu funcionamento, assim como a uma boa rentabilidade e os riscos mais baixos.

Essa é uma espécie de empréstimo que o investidor faz ao Governo Federal — que, por sua vez, devolve o valor com uma rentabilidade atrativa. Só que, assim como qualquer tipo de investimento, é importante conhecer todas as condições, especificações e vantagens de optar por esse modelo em detrimento a outros com riscos menores ainda no país.

Para quem está pensando em investir pequenas quantias, essa modalidade também é interessante, afinal, é possível começar investindo valores menores e ir aumentando com o passar do tempo.

Neste artigo, vamos explicar tudo o que você precisa saber a respeito do Tesouro Direto — de sua origem à maneira ideal para você iniciar o seu perfil de investidor nessa popular e rentável modalidade de investimento. 

Boa leitura!

O que é o Tesouro Direto?

Resumidamente: o Tesouro Direto é um título que o próprio Governo Federal emite aos investidores. Isso é feito como uma espécie de empréstimo, ao governo, que pode usá-lo para diversas finalidades. 

Vale ressaltar que, mesmo sendo um empréstimo feito ao governo, o risco é baixo para o investidor. 

A rentabilidade do Tesouro Direto está atrelada aos juros dados a esse empréstimo. Assim, o investidor é quem ganha por ter cedido parte de seus recursos para o governo, além de inseri-lo em um dos mais populares investimentos de renda fixa do país.

Por que o Tesouro Direto existe?

O Tesouro Direto foi criado em 2002 após uma parceria efetuada entre a BM&FBovespa e o Tesouro Nacional, que é o emissor dos títulos.

Um relatório emitido pelo Tesouro Nacional, em junho de 2019, mostra que a modalidade de investimento tem crescido cada vez mais entre aqueles que ficam em dúvida entre investir na previdência privada ou o Tesouro Direto. De acordo com o relatório, mais de 4,2 milhões de pessoas fazem uso do TD.

Com isso, compreendemos que objetivo principal desse investimento tem sido atingido, que é tornar a disciplina financeira, e o hábito de poupar, mais acessíveis à população.

Vale mencionar também, outro motivo para o crescimento em investimentos do Tesouro Direto no Brasil: antigamente, o TD servia apenas para os fundos de renda fixa administrados por instituições financeiras. No entanto, agora ele é facilmente acessado por pessoas físicas — através dos mais variados meios, como veremos adiante.

Assim, o Tesouro Direto segue como uma opção rentável para que o Governo Federal administre melhor os seus recursos (também por meio do intermédio de novos investidores, independentemente do seu perfil) e consiga crescer com a ajuda do próprio povo brasileiro, enquanto este poupa em curto, médio e longo prazo.

Quais são as vantagens de investir no Tesouro Direto?

Como qualquer outro tipo de investimento, o Tesouro Direto tem uma série de vantagens que podem atrair os investidores, entre elas:

  • Boa rentabilidade (desde que esteja de acordo com os seus objetivos financeiros);
  • Facilidade para o investimento, sendo necessário apenas uma conta bancária e acesso à internet;
  • Risco baixo, pois o emissor dos títulos é o próprio governo;
  • Versatilidade na opção de títulos, o que gera mais amplitude para investir de acordo com os seus interesses;
  • Liquidez diária, significando que o investidor pode resgatar o valor aplicado a qualquer momento;
  • Possibilidade de investir pequenos valores, o que torna-o uma opção bem acessível.

Com base na versatilidade citada acima, vamos entender como você pode investir de maneira mais precisa e alinhada aos seus objetivos?

Quais são os tipos de investimentos no Tesouro Direto?

Existem três tipos de ativos que podem ser aplicados ao optar por um bom investimento no Tesouro Direto. São eles:

Tesouro Prefixado

Dois títulos fazem parte dessa modalidade:

  • tesouro prefixado;
  • tesouro prefixado com juros semestrais.

Como o nome diz, nessa modalidade os juros são constantes até o vencimento, existindo uma taxa fixa de rentabilidade ao ano, já acertada no momento da contratação já estipulada uma taxa de 7% ao ano. Dessa maneira, o investidor vai ter um rendimento anual de 7% até que se finalize a data do vencimento do seu investimento.

Para quem não confia muito na situação econômica do país, essa pode ser uma boa opção para o investidor manter a rentabilidade média, independentemente de como o mercado reaja ao longo dos próximos meses.

Sem falar que, você sabe exatamente quanto vai obter ao final do investimento, já que o rendimento vai ser imutável por todo o período. Por isso mesmo, não é vantajoso fazer retiradas antes da data estipulada.

Tesouro atrelado à inflação

Também chamado de Tesouro IPCA+, nesta modalidade a taxa de rentabilidade está ligada a dois índices: um fixo e, o outro, variável. Em outras palavras, esse título paga uma taxa pré-fixada acrescida da inflação no período.

Em um exemplo prático: se o valor fixo foi de 5,0%, o investidor receberá 5,0% + o variável, que seria o IPCA. 

Para o investidor, essa opção é interessante porque a rentabilidade vai sempre estar acima da inflação, sendo assim, mais uma alternativa para contar com aumentos contínuos mesmo que o mercado esteja em um momento mais delicado.

Tesouro indexado à taxa Selic

No caso deste título, o valor investido, rende diariamente conforme a variação da Taxa Selic, que nada mais é que a taxa básica de juros no Brasil. 

Essa é a modalidade mais utilizada pelos investidores iniciantes, especialmente por sua flexibilidade. Pois, como já mencionado, você pode solicitar o resgate do valor investido a qualquer momento, e sem perder o dinheiro aplicado.

Mesmo em caso de resgates antecipados, esse título não traz prejuízos. Por isso mesmo, ele também é bastante indicado para ser usado como uma reserva de emergência.

Qual a rentabilidade do Tesouro Direto?

Por ser um investimento cujos títulos estão atrelados à inflação e à Taxa Selic, pode-se dizer que o Tesouro Direto já foi mais rentável há alguns anos atrás, uma vez que a Selic está menor e a inflação um tanto mais controlada.

Atualmente, a Taxa Selic está em 2,25%, o que prevê um rendimento próximo disso para o Tesouro Selic, por exemplo. Já a inflação beira os 3,25%, de acordo com o quê prevê o mercado pelos próximos 12 meses.

Ainda assim, o investimento no Tesouro Direto ainda é mais vantajoso que em outras opções de renda fixa, como a poupança, que tem um rendimento de 1,43% no mesmo período.

Vale ressaltar que há no Tesouro Direto há duas taxas existentes. Uma é cobrada pela sua instituição financeira, livremente acordada com o investidor. Ela pode ser anual (mais comum), ou por operação.

O outro encargo é cobrado pela B3, e trata-se de uma taxa de custódia de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, e está ligada ao serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Ela é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título.

Como Investir no Tesouro Direto?

A seguir, selecionamos um passo a passo simplificado para você aprender como investir, por conta própria, no Tesouro Direto. Aqui vai:

  • Cadastre-se no site do Tesouro Direto;
  • Você pode optar pelo auxílio de uma corretora de valores nesse processo. Para tanto, faça uma boa pesquisa para identificar todas as taxas praticadas por essas empresas, a fim de proteger o seu investimento e lucratividade;
  • Avalie os prazos para ter total alinhamento com os seus objetivos;
  • monitore a rentabilidade continuamente, pois você pode fazer novos investimentos de acordo com a oscilação econômica do país.

Lembre-se apenas de conhecer antecipadamente o seu perfil de investidor e conhecer os seus objetivos antes de escolher qualquer título do Tesouro Direto.

Assim, você vai ter lucros maiores, e mais rápidos, garantindo que as suas metas sejam alcançadas facilmente.

Como saber o meu perfil de investidor?

Seja investir para a sua aposentadoria ou para objetivos mais imediatos, como a compra de um imóvel ou automóvel, por exemplo, o Tesouro Direto pode ser uma opção para lá de atraente.

Mas, como destacamos ao longo deste artigo, é importante que você tenha algo em mente para investir. E isso não apenas para o Tesouro Direto, mas para qualquer tipo de investimento.

 

Por isso, é fundamental que você conheça o seu tipo de investidor. Aproveite para conferir nosso material que explica tudo sobre os diferentes perfiis de investidor. Dê uma olhada, e fique um passo mais próximo de investir no Tesouro Direto ou na modalidade mais alinhada aos seus objetivos!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.