tendência de experiência do funcionário

Aprenda como alinhar-se à tendência de experiência do funcionário

A tendência de experiência do funcionário é uma resposta de décadas de monitoramento dos perfis profissionais, buscando equilíbrio para que o os baby boomers, a geração X, os millennials e a geração Z possam se sentir satisfeitos, engajados e motivados em crescerem com a empresa.

 

Nos últimos anos, percebeu-se uma quantidade maior de oportunidades, no mercado, do que recursos humanos qualificados.

Para tanto, as empresas devem estar alinhadas à tendência de experiência do funcionário para atrair contratações valiosas e, ao mesmo tempo, manter os seus funcionários.

Com isso, uma questão tem permeado o dia a dia dos especialistas de RH: o que faz com que as pessoas queiram trabalhar em determinadas empresas?

Neste post, vamos ver justamente a tendência de experiência do funcionário — e que a promoção de periódicos happy hours não é o suficiente para fazer um colaborador engajar no ambiente de trabalho. Confira!

 

O que é experiência do funcionário?

Quando já inseridos na empresa, a experiência do funcionário é um conjunto de estratégias focadas em fisgar o indivíduo pelo emocional. Fazê-lo sentir-se parte da empresa, para engajar no dia a dia.

Para tanto, as empresas devem compreender o que motiva, de fato, essas pessoas. Um estudo recente da Deloitte University Press, inclusive, mostra que 80% dos entrevistados classificaram a experiência dos funcionários como importante ou muito importante.

 

Qual é o impacto disso em diferentes gerações?

Aquilo que movia e motivava as pessoas, há 20 anos, já não funciona para os millennials, por exemplo. Daí, a importância em definir o perfil da empresa e entender o quadro de funcionários para compreender as necessidades individual e coletivamente. Por exemplo:

 

Baby Boomers

Os baby boomers (aqueles nascidos no pós-Segunda Guerra) ocupam cerca de um terço de todos os empregos no mercado dos EUA. Além disso, mais da metade de todas as posições de liderança é ocupada por essa geração.

À medida que eles se aproximam da idade da aposentadoria, suas prioridades mudam. Focam menos no crescimento individual e mais na sua família. E, com isso, o setor de RH das empresas passou a considerar alternativas para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dessas pessoas.

Entre as principais medidas, identificaram a importância em agregar horários flexíveis a esse grupo.

 

Geração X

A geração seguinte implica o nascimento de pessoas entre as décadas de 1960 e 70 e, acompanhando as mudanças sociais e culturais, isso se traduziu em um perfil focado em autonomia, independência e autoconfiança.

Para eles, o RH oferecia recompensas e benefícios que refletissem mais flexibilidade no dia a dia para eles.

 

Millennials

Geração emergente, os millennials têm desafiado o RH, atualmente, por conta da ampla flexibilidade de características, necessidades e objetivos desse grupo em franca expansão, como:

  • programas de saúde e bem-estar;
  • flexibilidade no local de trabalho;
  • suporte e feedback;
  • coaching — não confundir com micromanaging);
  • consciência social;
  • cultura forte no local de trabalho com colaboração.

Portanto, não se trata da cultura de um ambiente divertido, mas de equilibrar a vida pessoal e a profissional dos funcionários.

 

Geração Z

Mais recente, quem nasceu entre 1994 e 2010 é conhecido como um integrante da Geração Z, com boas similaridades com os millennials, mas com diferenças notáveis.

Embora as duas gerações tenham expressado a necessidade de feedback consistente dos empregadores, a Geração Z se importa menos com o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, e mais com a sua segurança. Entre outros aspectos importantes em sua carreira, como:

  • boa oferta de dinheiro;
  • seguro-desemprego;
  • oportunidade de avançar na carreira.

Essa geração busca, também, a sua própria independência, refletindo-se em um ambiente de trabalho do qual eles não tenham que dividir o espaço, no escritório. Um reconhecimento de sua natureza territorial e competitiva.

 

O que tem a ver entre todas as gerações?

No foco da tendência de experiência do funcionário, o que se vê em comum entre as gerações é a sobrecarga de trabalho e as longas horas de expediente. Com isso, especialistas de RH identificaram a geração de programas para simplificar o trabalho e reduzir o estresse de seus funcionários.

Jacob Morgan, em seu livro The Employee Experience Advantage, destaca a importância de 3 pilares para agregar valor a todas as gerações e promover uma ótima experiência do funcionário:

  • cultura, que é o senso de propósito que os funcionários sentem por meio da estrutura organizacional e das pessoas dentro da organização;
  • tecnologia, que refere-se às ferramentas que os funcionários usam para a realização dos seus trabalhos, facilitando a rotina e inspirando a colaboração;
  • espaço de trabalho físico, promovendo o bem-estar, a comodidade e o conforto — e não a visão rígida e estrutural de produtividade funcional, apenas.

Para o autor, esses são os primeiros elementos a serem considerados para que a sua empresa seja um atrativo para quem trabalha nela, e para quem encaminha os seus respectivos currículos para o RH.

 

O que significa a tendência de experiência do funcionário?

Mais do que um apelo às emoções e sentimentos, trata-se de, melhorar a retenção de colaboradores, encurtar o processo de recrutamento e impactar verdadeiramente as pessoas.

É inegável, inclusive, que um ambiente propício ao bem-estar e satisfação dos colaboradores tem mais chances de obter engajamento, produtividade e motivação no dia a dia.

Para tanto, abaixo você pode conferir as alternativas que sugerimos para agregar a tendência de experiência do funcionário — e para reter os seus talentos. Confira!

 

Implemente o feedback

Avaliações de desempenho e feedbacks são cruciais para entender o que cada colaborador pensa a respeito da empresa, sua rotina, e associa-os às suas necessidades e objetivos.

 

Concentre-se na autonomia

Você pode não ser capaz de remodelar seu escritório inteiramente, mas pequenos ajustes podem ser feitos para criar uma sensação de flexibilidade e autonomia.

Por exemplo: que tal implementar um programa de horários flexíveis ou, ainda, implementar tecnologias que permitam aos colaboradores trabalharem de onde quiserem?

 

Invista em gamificação

Desafios com recompensas, metas disfarçadas em um cenário lúdico… Isso tudo estimula a competitividade, a colaboração e estimula a equipe a buscar resultados constantemente.

Algo diferenciado para reter e atrair novos talentos para a sua organização — e com efeitos reais para o desenvolvimento da sua marca.

 

Aproveite o mercado de tecnologia de RH

Hoje em dia, o RH pode mensurar o desempenho coletivo, avaliar índices diversos e focar no bem-estar dos funcionários com uma série de soluções e estratégias, como:

Pense em equilibrar a integração, o resgate de benefícios e o alinhamento ao perfil dos colaboradores. Quanto mais fácil, melhor será a aproximação com uma boa tendência de experiência do funcionário.

 

Invista em endomarketing

Experiência do funcionário se mistura à tendência de experiência do candidato porque, se você compõe um ambiente de trabalho rico, focado no bem-estar coletivo, mais a sua percepção de marca cresce.

Assim, os funcionários demonstram orgulho de trabalhar aí, servindo como instrumento de divulgação dos seus diferenciais. Consequentemente, mais pessoas vão bater à sua porta, interessadas em fazer parte dessa cultura rica.

 

Mantenha um olhar atento aos índices

Sabendo quais índices mensurar, e monitorando-os com o auxílio de ferramentas automatizadas de gestão, você consegue entender tudo aquilo que tem rendido e o que merece ser ajustado na empresa.

Como benefícios disso, a sua empresa passa a contar com funcionários engajados, unidos e focados no compartilhamento dos seus conhecimentos com os outros colaboradores.

Além disso, você passa a gastar menos com recrutamento, obtendo um elevado nível de retenção. E, não menos importante, qualifica os recursos humanos, traduzindo-se em um nível de excelência superior para lidar com o seu público-alvo.

 

E aí, o que achou dessa do conteúdo? Você já aplica algo assim na rotina da sua empresa? Compartilhe os resultados conosco, no campo de comentários!

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