A questão sobre os telefones celulares no trabalho tira o sono de muitos especialistas de RH. Vale observar, primeiramente, que não existem leis que proíbam o uso, mas é possível empreender algumas campanhas de conscientização para que o hábito de usá-lo não interfira na produtividade e nos resultados da empresa.

 

Até pouco tempo atrás, os telefones celulares no trabalho eram considerados elementos envoltos em distrações para os colaboradores.

Só que o cenário mudou absolutamente, já que muitas soluções digitais podem ser acessadas por meio de dispositivos móveis, hoje em dia, tornando o uso de smartphones quase uma necessidade constante.

Vale observar, ainda, que o Brasil ocupa, hoje em dia, a terceira posição entre os países que mais passam seus dias na internet — com a média de nove horas e 14 minutos por dia conectados.

Por isso, é importante rediscutir a questão dos telefones celulares no trabalho. Algo que trataremos a respeito nos tópicos abaixo. Acompanhe-nos ao longo desta leitura!

Proibir o uso de telefones celulares no trabalho é algo defasado

Como destacamos acima, proibir o uso desse tipo de tecnologia de comunicação durante o expediente, é uma questão datada. Isso porque os funcionários precisam de seus telefones para trabalhar com mais eficácia, atualmente.

Não permitir que eles façam uso dessa ferramenta pode trazer mais malefícios do que benefícios. Afinal, existem aplicativos diversos que podem ajudar o colaborador, na sua rotina, além de mantê-los informados com relação a tudo, praticamente, e em tempo real.

Na Era da Informação, isso faz toda a diferença. O que nos leva à questão: por que alguns empregadores ainda insistem em proibir o uso de telefones celulares no trabalho?

Em geral, a questão está associada ao elemento de distração causado pelos aparelhos. No Brasil, as pessoas têm a tendência de checar os seus aparelhos 78 vezes ao dia, por exemplo.

Só que a decisão precipitada em proibi-los pode ser ainda mais prejudicial do que alguns minutos de distração, sabia?

 

Os malefícios em criar políticas proibitivas

Quando a gestão decide por separar o profissional do seu aparelho, pode-se criar e nutrir uma espécie de fobia alarmante na produtividade do profissional. Alguns sintomas relacionados a ela:

  • ansiedade;
  • irritabilidade;
  • pressão arterial elevada;
  • disritmia.

Afinal de contas, não é de hoje a ideia de que consideramos os nossos telefones como extensões de nós mesmos. Algo importante de perceber, especialmente, com a geração Z dominando mais e mais a força de trabalho global.

Os benefícios da liberdade

Portanto, ao considerar a questão dos telefones celulares no trabalho, pense menos em restringir as pessoas, e mais no comportamento dos colaboradores.

A liberdade está atrelada ao senso de responsabilidade de cada um. Se a performance está sendo impactada pelo uso excessivo do aparelho, e o colaborador não se importa com isso, a questão a ser feita é: precisamos de funcionários assim na empresa?

Por isso, é de se considerar uma política mais flexível, que leve em consideração a segurança da propriedade intelectual da empresa (caso os colaboradores tirem fotos no local de trabalho), a flexibilidade em usar os aparelhos e manter a produtividade e o engajamento da equipe. Confira algumas dicas:

  • os sons de ligações só devem ser usados quando se trata de uma emergência;
  • para todos os outros tipos de notificações, sons e vibrações devem ser desligados.

Além disso, pregue o bom senso e conscientize, por meio de treinamentos, as boas práticas que são incentivadas e/ou toleradas pela organização. Avalie que a performance do colaborador é que está sendo observada, e não o que ele faz com o tempo que julga ter livre.

 

Só que agora queremos ouvir um pouquinho mais de você também. Como tem funcionado a questão de telefones celulares no trabalho? Compartilhe conosco as suas experiências, sucessos e frustrações, sobre o assunto, no campo de comentários deste post!