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Taxa Referencial: o que é e como funciona a TR mensal

A Taxa Referencial é um tributo mensal definido pelo Banco Central do Brasil que serve como base para os juros no país. Ela é muito importante para a sua vida financeira, pois impacta aplicações como a conta poupança e alguns financiamentos imobiliários.

Entender como funciona a TR é fundamental para ajudar a tomar decisões melhores sobre os investimentos, prevendo qual será a média de rendimento.

Pensando nisso, explicamos neste artigo tudo o que você precisa saber sobre a TR mensal, desde a definição do termo até seu impacto em investimentos e títulos públicos. Se interessou? Continue lendo o post!

O que é Taxa Referencial?

Taxa Referencial é uma taxa mensal definida pelo Banco Central para servir de referência para os juros no Brasil.

Foi criada durante o Plano Collor II, em 1991, como tentativa de controlar a hiperinflação, cujos valores ultrapassaram os 2.400%. Na época, o governo divulgava diariamente o preço da moeda, que por sua vez também sofria grandes variações.

Hoje, a TR mensal ainda existe, mas mudou de foco: é usada como índice de reajuste de aplicações financeiras, servindo como um dos indicadores gerais da economia brasileira.

Na prática, ela é usada na correção monetária de aplicações como a poupança, o FGTS e alguns tipos de financiamentos imobiliários.

Como funciona a TR: fórmula

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O cálculo da taxa referencial de juros é feito com base em duas fórmulas matemáticas. A primeira é a seguinte:

R = a + b x TBF

Nessa fórmula:

  • R = redutor;
  • a = valor fixo igual a 1,005;
  • b = valor variável que depende da TBF (divulgada pelo Banco Central);
  • TBF = Taxa Básica Financeira.

Depois de encontrar o valor de R, é necessário substituir os valores na fórmula abaixo. O resultado será o valor da TR:

TR = 100 x { [(1+TBF)/R] – 1}

Importante: quando o cálculo da taxa referencial resulta em um valor negativo, ele passa a ser considerado zero, devido a uma resolução do Banco Central.

Qual é a diferença entre a Taxa Referencial diária e a TR mensal?

Existem duas variações da Taxa Referencial: a diária e a mensal.

A TR mensal é usada para correção monetária quando a aplicação permanece investida no período do mês cheio, que é calculado com 23 dias.

A taxa referencial diária divulgada pelo Banco Central é a fatia proporcional ao seu valor mensal. Desse modo, se você resgatar o seu investimento antes do mês terminar, o reajuste será feito com base nessa data.

Como a Taxa Referencial influencia cada tipo de investimento

Como dito anteriormente, a taxa referencial tem um impacto importante em algumas aplicações disponíveis no mercado. Mas, afinal, como isso acontece na prática? Contaremos os detalhes a seguir.

Poupança

Desde 2012, quando governo mudou as regras de rendimento das cadernetas de poupança, a Taxa Referencial tem um grande impacto nessa modalidade de investimento.

Se a Taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês somado ao valor da TR.

Se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser de 70% da taxa básica de juros somado à Taxa Referencial.

FGTS

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é um direito trabalhista no qual o empregador deposita mensalmente ao trabalhador um valor correspondente a 8% do seu salário.

O dinheiro fica em uma conta na Caixa Econômica Federal, e só pode ser resgatado de acordo com regras específicas.

Como esse valor fica intocado por muito tempo, o governo estabelece uma rentabilidade para o Fundo que leva em conta a Taxa Referencial. 

Atualmente, o FGTS rende 3% ao ano + TR.

Títulos de Capitalização

Os títulos de capitalização são uma forma de “economia programada” muito comum nos grandes bancos. Todo mês a instituição retira um valor da sua conta para comprar esse título, que oferece a possibilidade de participar de sorteios de diversos prêmios.

Quando a vigência do título termina, você recebe de volta todo o dinheiro que colocou.

O rendimento desse tipo de aplicação segue exatamente a taxa referencial correspondente ao período em que o dinheiro ficou parado, o que nos últimos anos significa um valor muito baixo.

Financiamentos imobiliários

Nem todos os financiamentos são afetados pela taxa referencial, apenas os de imóveis que fazem parte do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), mantido pela Caixa.

Nesse caso, os valores são corrigidos com base em juros fixos, definidos pela instituição bancária, somados à Taxa Referencial.

Qual é a relação da Taxa Referencial com os títulos públicos?

No passado, era possível encontrar títulos públicos que rendiam conforme a variação da Taxa Referencial, como os extintos NTN-H e o NTN-P.  Atualmente, eles estão descontinuados, mas alguns investidores veteranos ainda podem tê-los em suas carteiras à espera da data de vencimento.

Antigamente, com a taxa referencial em alta, esses papéis tinham rendimentos maiores, então eram bem vantajosos. No entanto, nas condições atuais, eles não seriam nada atrativos para o investidor, por isso o Tesouro Nacional passou a oferecer outras modalidades:

  • Tesouro Prefixado (LTN);
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais (NTN-F);
  • IPCA+ (NTN-B principal);
  • IPCA + com juros semestrais (NTN-B);
  • Tesouro Selic (LFT).

Os títulos públicos são uma das melhores maneiras para começar a investir por serem seguros, simples e invariavelmente renderem mais que a poupança. Confira as vantagens desse tipo de aplicação:

  • aporte mínimo de apenas R$ 30;
  • ganho real sobre o IPCA;
  • alta rentabilidade, considerando ser um título de renda fixa;
  • baixo risco;
  • facilidade para investir e acompanhar;
  • liquidez diária;
  • é possível solicitar o resgate a qualquer momento, já que o próprio governo recompra os papéis.

>> Para saber mais sobre títulos públicos, confira este outro post do blog: ‘Tesouro Direto: tudo o que você precisa saber para investir’ <<

Agora que você já sabe tudo sobre a Taxa Referencial, está mais preparado para tomar melhores decisões sobre os seus investimentos.

Lembre-se: para fazer aplicações com inteligência, informação é fundamental. Por isso, continue estudando sobre o mercado financeiro para acumular conhecimento e descobrir as melhores formas de multiplicar o seu dinheiro.

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Gostou do artigo? Conte pra gente nos comentários este post vai te ajudar nos seus investimentos e decisões financeiras. Estamos à disposição para tirar qualquer dúvida que você tenha sobre o assunto!

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