O senso de propósito pode ser considerado um conceito de identidade para as empresas. Isso significa a consciência do legado que ela pretende deixar e, especialmente, o caminho que ela vai percorrer para isso. Como resultado, as organizações podem se aproximar dos seus profissionais, engajá-los nas ações e, assim, obter uma identidade reconhecível por todos por meio de sua atuação destacada no mercado.

 

O senso de propósito não acomete apenas a pessoa física, que sonha acordada em alçar voos maiores. Esse é o objetivo de toda organização também.

E, assim como acontece com você e qualquer um que você conheça, essa meta deve ser trabalhada continuamente. A diferença é que a empresa deve ter essa clareza de imediato.

Afinal de contas, é o senso de propósito que vai nortear a contratação de profissionais com o mesmo perfil, estabelecer o planejamento de metas e a consolidação de estratégias para se aproximar do público-alvo.

Entre uma infinidade de outras decisões, grandes ou pequenas, mas que começam pela consciência de quem é a empresa, e onde ela pretende chegar.

Por isso, vamos falar bastante sobre o assunto ao longo deste post. Confira, e saiba tudo sobre essa estratégia mundialmente usada para motivar os novos profissionais!

O que é o senso de propósito?

Nas últimas décadas, a gestão de pessoas mostrou que era possível manter — e aumentar — a lucratividade sem desgastar o físico e o emocional dos colaboradores.

Sem falar que o investimento nesse tipo de ação se mostrou de alto retorno: você não está “gastando” com a qualidade de vida das pessoas e saúde corporativa. Você está investindo nelas, justamente.

E o senso de propósito é só um passo adiante nessa mesma estrada. Sem ele, os pilares institucionais se transformam em palavras enfeitadas, mas sem objetivo.

Quer um exemplo disso? Uma empresa se autointitula jovem, contemporânea e alinhada às tendências do mercado, mas, na prática, sequer digitalizou os seus processos ainda. 

Pode parecer besteira, mas quando isso se torna um dos pontos de referência para os millennials e a geração Z decidirem pelo local de trabalho que preferem, as organizações arcaicas saem atrás na disputa.

Fica, por fim, aquela velha impressão do falar é fácil: todos podem dizer que têm um senso de propósito, mas chega um momento em que as atitudes vão falar por si só, e aí as palavras ditas pouco significam.

 

Quais grandes empresas fazem uso desse conceito?

Saber o legado que pretende deixar é uma das principais características do senso de propósito. A Apple, por exemplo, nasceu da idealização de Steve Jobs, que foi incansável na sua batalha por revolucionar a nossa relação com a tecnologia — e, até hoje, a empresa dita muito das tendências do setor.

Mark Zuckerberg, por sua vez, dava um senso de propósito aos seus dias corporativos a partir do desejo inflexível de empreender. E isso ganhou um apelo global nas suas redes sociais, mas ele mesmo defende que o senso de propósito não seja um planejamento individual.

Quer dizer, não bastam as pessoas desejarem: as empresas têm que seguir na mesma direção e buscar, todos os dias, uma maneira nova de ser bem-sucedida e deixar a sua marca. A marca que ela deseja.

Por que criar um senso de propósito?

Esperamos que, até aqui, você tenha entendido que o senso de propósito é a construção de algo que vai fixar-se, perpetuamente, em todas as gerações de colaboradores. E nos seus consumidores também.

Como consequência direta disso, a organização pode se beneficiar de diversas maneiras. A seguir, destacamos algumas das principais!

 

Senso de pertencimento

O senso de pertencimento é uma sensação que se constrói e sustenta por meio de ações de valorização dos funcionários. E, também agrega autonomia e flexibilidade à realização de suas atividades.

Assim, eles não se sentem, simplesmente, engrenagens de uma máquina maior: eles são, todos, elementos intrínsecos ao crescimento da organização. Todos se beneficiam dos resultados positivos da organização e, com isso, todos lutam por isso como se fossem os donos da empresa.

É fácil de imaginar o quanto o senso de propósito, então, pode ser determinante para unir todos os funcionários em prol dos mesmos objetivos e metas, e nos mesmos prazos, não é mesmo?

 

Produtividade

Ter mais engajamento e motivação se traduz, basicamente, em mais produtividade. Dessa maneira, o senso de propósito mostra aos profissionais que eles têm muito a se beneficiar desse tipo de postura interna.

Sem falar que, para as novas gerações, esse tipo de postura tende a atrair novos talentos e contribuir com a retenção dos seus profissionais. Redução no turnover (e também no absenteísmo), portanto, e menos custos associados a isso.

Não à toa, destacamos que as ações focadas na construção do senso de propósito são investimentos — e que podem ser facilmente assimilados no orçamento em decorrência da redução de custos com demissões, novas contratações e integrações, entre outros gastos associados aos elevados índices de rotatividade.

 

Novos líderes

Por meio do senso de propósito é possível desenvolver os seus profissionais e, com isso, estabelecer um novo nível de excelência no quadro de funcionários. Ou seja: líderes atuais e outros em constante lapidação.

Para a sua empresa, isso se mostra fundamentalmente benéfico, já que qualifica mais e mais o seu quadro de funcionários — e isso tudo sem investir elevadas cifras em profissionais gabaritados do mercado de trabalho.

Como iniciar o projeto de senso de propósito?

Para encerrarmos o artigo, reunimos algumas boas práticas que podem ser consideradas, internamente, para que o RH e a gestão de cada setor implementem o senso de propósito. Confira quais são!

 

Quem é a empresa?

Faça algumas perguntas antes de buscar um impacto nos seus funcionários e no público-alvo da sua marca, como:

  • qual é o legado que a sua empresa vai deixar;
  • quais são os diferenciais (dos produtos e/ou serviços) da empresa;
  • qual é o tipo de impacto gerado nas pessoas (clientes e colaboradores);
  • como os setores e atividades da empresa contribuem (positiva ou negativamente) para esses objetivos.

Com essas questões estabelecidas, você vai entender como a etapa seguinte se torna muito mais fácil de ser elaborada.

 

Estabeleça os seus pilares institucionais

Crie a sua missão, os valores e a visão de toda a organização. Lembre-se: mais do que bons adjetivos, os pilares institucionais da empresa devem estar presentes em todas as ações de cada colaborador.

Até para a contratação de novos profissionais, por exemplo, esses valores são determinantes. Se a pessoa não se encaixa nesse perfil, ela não vai se adequar à rotina e aos processos. O que ajuda a minimizar todo tipo de problema em decorrência disso.

 

Valorize a igualdade

O senso de propósito não se leva pelas aparências. As diversidades são celebradas, bem-vindas e acomodadas igualmente. Com isso, um só valor é monitorado: aquele que tem a ver com a missão e os objetivos da organização.

 

Celebre as conquistas

Se você pretende criar um senso de pertencimento entre os colaboradores, comece por incentivar o intra empreendedorismo, que é justamente a aproximação de mais autonomia no trabalho dos profissionais.

Para isso, incentive as novas ideias, ouça os problemas trazidos e busque, constantemente, inovação nos processos e no crescimento individual e coletivo dos colaboradores. Com o tempo, você vai ter o retorno deles em gratificação, engajamento e motivação cada vez maiores.

Viu como é possível construir um senso de propósito para a empresa, e que tem a capacidade de influenciar todo o seu quadro de funcionários? Agora, para ficar por dentro de outras dicas que podem ajudar a consolidar de vez esses diferenciais de marca para a sua empresa, aproveite para curtir a nossa página no Facebook e a seguir-nos no Instagram, Twitter e LinkedIn. Assim, você vai ficar por dentro de todas as nossas novidades em primeiríssima mão!