revolução emocional nas empresas

Revolução Emocional nas empresas e o papel do RH

Quem trabalha com Recursos Humanos (RH) sabe que a saúde mental é um assunto muito importante. Empresas em todo mundo buscam ferramentas de gerenciamento para movimentar a chamada Revolução Emocional e preservar suas forças de trabalho.

De forma resumida, Revolução Emocional nas empresas é um modelo de negócio que reinventa a relação entre empregador e empregado, por meio da consideração do bem-estar físico e emocional.

Se você quiser saber mais sobre motivação organizacional, recomendamos a leitura deste material especial aqui.

Neste artigo, vamos falar sobre a implementação da Revolução Emocional nas empresas e o papel do setor de RH no processo.

Então, continue acompanhando o post e entenda o seu impacto na motivação dos colaboradores. Boa leitura!

O que significa bem-estar no ambiente de trabalho?

Quando falamos de bem-estar, estamos afirmando que há um equilíbrio entre saúde física e emocional. Isso assegura o desenvolvimento de atividades gerais de maneira prazerosa, sem desgastar o corpo e a mente no processo. 

Trazendo o conceito para o ambiente de trabalho, esse equilíbrio deve considerar a realização de todas operações e processos profissionais para assegurar o qualidade de vida dos trabalhadores.

Seguindo uma lógica simples, a sua oferta é essencial porque além de permitir que a força de trabalho esteja plenamente feliz, a sua falta pode estimular a ocorrência de:

  • mudanças de humor;
  • tristeza;
  • ansiedade;
  • apatia;
  • culpa;
  • descontentamento geral;
  • desesperança;
  • perda de interesse;
  • solidão;
  • sofrimento emocional;
  • automutilação;
  • choro excessivo;
  • irritabilidade;
  • isolamento. 

De acordo com dados de uma pesquisa do Ministério da Saúde, várias situações relacionadas ao trabalho podem acabar funcionando como um gatilho para o desenvolvimento de transtornos mentais graves, tais como a depressão, síndrome do pânico, ansiedade, dentre outros. 

Diante disso, o bem-estar se tornou um dos principais tópicos de investimento do departamento de RH, que vem estruturando uma Revolução Emocional nas empresas.

O que é a Revolução Emocional nas empresas?

O trabalho é uma parte importante da vida das pessoas, que fornece senso de propósito e identidade, e todas as relações vividas nesse ambiente impactam a sua satisfação. 

É fato que essas relações estão se transformando, antes o foco era estritamente econômico e agora se fala em segurança psicológica ao mesmo tempo que indicadores de desempenho são analisados.

Em outras palavras, os relacionamentos interpessoais, o compartilhamento de valores organizacionais, a compatibilidade ideológica, as opção de benefícios, entre outras coisas, passaram a ser grandes influenciadores para o bem-estar no ambiente profissional. 

A Revolução Emocional nas empresas é uma iniciativa que procura assegurar que esses fatores sejam respeitados. 

Liderada pelo RH, o modelo procura validar os aspectos cognitivos e subjetivos de cada colaborador, dentro e fora do expediente, garantindo suas plenas competências emocionais. 

Isso, visando, evidentemente, potencializar a sua motivação, interesse, comprometimento, satisfação, engajamento, felicidade, rendimento, produtividade, e assim por diante.

Qual o impacto da Revolução Emocional nas empresas?

Tradicionalmente, o ambiente de trabalho é guiado pela “cabeça” e não pelo “coração”. Ou seja, as qualidades racionais são priorizadas diante das emocionais; as virtudes de ser, pensar e sentir são omitidas em favor do fazer. Por isso, o trabalho talvez seja um dos piores ofensores de emoções. 

A Revolução Emocional nas empresas surgiu, justamente, como uma oposição à repercussão de séculos de negligência de pensamentos e sentimentos íntimos. É um modelo de trabalho que fortalece a mudança do “que faz sentido” para “o que parece certo”. 

Frente aos desafios do mundo capitalista, as empresas estão investindo cada vez mais nessa revolução para preservar a sua competitividade no mercado.

Os gestores estão reconhecendo a importância da psicologia e passam a aplicar seus conhecimentos para melhorar o bem-estar dos seus colaboradores e, consequentemente, seus resultados.

Além disso, os próprios líderes precisam estar preparados para enfrentar os desafios do mercado, que vem exigindo melhores competências em comunicação, capacidade de escuta, administração de conflitos, influência subjetiva, controle temperamental, manejo do estresse e pressão, direcionamento comportamental, e assim por diante.

Em outras palavras, a Revolução Emocional nas empresas pode desenvolver ou reforçar sentimentos como empatia, sensibilidade, bom humor, consciência, humildade, flexibilidade, ética, solidariedade, e fortalecer as lideranças.

Como a pandemia acelerou a Revolução Emocional nas empresas?

Com a chegada da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), a questão da saúde mental ganhou mais visibilidade no cenário profissional. 

A necessidade de manter o distanciamento social, como alternativa de segurança para impedir a disseminação da doença, levou organizações a adotarem o trabalho remoto.

O mundo corporativo passou a atuar em home office e o isolamento forçado trouxe a tona a necessidade de rever a oferta de benefícios, cuidados e as reais demandas das suas forças de trabalho.

Diante de um cenário incerto, preocupante e assustador, em que a economia está em crise, a demissão em massa se torna uma possibilidade, o estado emocional, certamente, é afetado. 

A depressão e ansiedade, que já eram transtornos mentais bastante comuns na realidade pré-COVID-19, foram intensificados por esse processo.

Por isso, as organizações precisaram, mais do que nunca, adotar medidas e estender cuidados especiais que preservassem a saúde mental da sua equipe profissional.

Os departamentos de Recursos Humanos fortalecem a estruturação de uma Revolução Emocional nas empresas, reforçando a importância desse zelo e assegurando a subsistência comercial do negócio. A seguir, vamos explorar, em detalhes, o papel do RH nesse processo.

Qual é o papel do RH na Revolução Emocional nas empresas?

Agora que você já entendeu o que é essa Revolução Emocional nas empresas e qual o seu impacto no negócio, veja agora como o RH atua na sua implementação.

Grosso modo, existem quatro frentes fundamentais que o departamento explora junto com as lideranças, ao iniciar a Revolução Emocional nas empresas, confira.

1. Comunicação

A primeira frente fundamental explorada pelo RH para implementar uma Revolução Emocional nas empresas é a comunicação. 

É essencial saber se comunicar com qualidade, usando dos conhecimento da inteligência emocional para criar elos eficientes com os colaboradores. 

Ou seja, além de passar a mensagem, o líder deve adotar uma boa comunicação para desenvolver um relacionamento apropriado com o seu funcionário. E assim, permitir que essa relação seja prazerosa, harmoniosa, honesta.

Vale pontuar que agora no ambiente digital, a qualidade dessa interação se torna ainda mais importante porque qualquer colocação está sujeita a interpretações equivocadas.

2. Empatia

A segunda frente que o departamento trabalha é a empatia. Isso porque entender o lugar do outro é fundamental para qualquer atividade que envolva sentimentos.

A Revolução Emocional nas empresas exige um canal de escuta ativa, em que a força de trabalho possa expressar com liberdade as suas opiniões, reclamações, sugestões; explicar suas circunstâncias diante de situações específicas, sem medo; apresentar a sua voz na organização.

E assim, as lideranças podem entender o posicionamento dos colaboradores para traçar medidas de correção ou preservação estratégicas.

O RH deve então, estrutural um canal seguro para esse tipo de interação, preparar as lideranças para esse feedback, orientar a sua postura diante de situações imprevisíveis, e assim por diante.

3. Confiança

Essa talvez seja a frente fundamental mais desafiadora usada na implementação da Revolução Emocional nas empresas: a promoção da confiança. Isso porque é um sentimento lídimo, que exigirá tempo e consistência.

Não há como estimular a saúde mental se não houver confiança entre as partes, por isso o RH deve estruturar estratégias que promovam esse sentimento. 

O foco deve estar em reinventar o relacionamento organizacional, permitindo um grau de intimidade mais expressivo, mais transparência nas operações, mais segurança ao passar e receber informações, e assim por diante.

4. Alinhamento de expectativas

Por fim, a quarta frente fundamental usada pelo RH é o alinhamento de expectativas. Como a incerteza promove a ansiedade, a Revolução Emocional nas empresas deve evitar essa possibilidade.

Para isso, as lideranças devem alinhar as expectativas de suas equipes no começo de qualquer atividade ou no final de qualquer reunião decisiva.

Além disso, é sempre importante definir quem são os responsáveis, quais são os prazos, quais são as metas, quais são os indicadores, dentre outros.

Tendo as informações esclarecidas e expostas com clareza, atritos podem ser evitados por mal entendimentos e os resultados podem ser mais assertivos.

Quais são os prejuízos de não iniciar uma Revolução Emocional nas empresas?

Assim como vimos até aqui, o cuidado com a saúde mental e o bem-estar no local de trabalho podem revolucionar a qualidade operacional e comportamental de um negócio. Mas quais são os prejuízos de negligenciar essas necessidades? Confira os principais a seguir.

Clima organizacional ruim

Um ambiente laboral que conte com um líder temperamental, que tenha um comportamento explosivo e pouco razoável, pode comprometer todo clima organizacional da empresa. 

Prejudicando assim, o andamento de processos, o alcance de metas específicas e a qualidade de vida no trabalho.

Equipe de trabalho sem sintonia

Como dissemos anteriormente, a Revolução Emocional nas empresas permite desenvolver capacidades como a empatia, confiança, comunicação eficiente e alinhamento de expectativas. 

Portanto, a sua falta também está diretamente ligada a essas qualidades, tornando o relacionamento entre os profissionais mais complexa. 

A não implementação desse cuidado faz com que a empresa e os seus colaboradores  não estejam em sintonia, resultando em trabalhos pouco relevantes.

Tomada de decisões dificultada

Outro prejuízo expressivo é a dificuldade na tomada de decisões. A base do trabalho de um gestor é tomar decisões importantes, durante todo o dia, e a Revolução Emocional nas empresas dá mais segurança para essas atividades.

Isso porque com um estado emocional inconsistente, a probabilidade dele fazer escolhas ruins e precipitadas é mais significativa.

Em suma, ter uma liderança que engaja a equipe de trabalho é um reflexo do cuidado emocional aplicado no dia a dia da empresa.

A Revolução Emocional nas empresas é portanto uma iniciativa essencial, que o seu RH deve se atentar, ainda mais considerando o atual cenário trazido pela pandemia do novo coronavírus. 

 

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