Renegociei e não paguei o acordo

Renegociei e não paguei o acordo: o que fazer?

Quando uma pessoa renegocia uma dívida, ela demonstra estar ciente da importância de quitar os débitos para levar um vida sem preocupações e manter o nome limpo. Mas e se eu renegociei e não paguei o acordo, o que devo fazer?

Infelizmente, essa situação é muito comum e pode trazer consequências sérias para o devedor. Porém, não há motivo para se desesperar. Caso isso tenha acontecido com você, saiba que há formas de reverter a situação e colocar as finanças em ordem.

Pensando nisso, explicamos neste artigo tudo o que você precisa saber para se recuperar caso quebre o acordo de uma dívida renegociada. Quer saber mais? Confira a seguir!

O que é renegociação de dívida e como ela funciona?

Renegociação de dívida é um acordo feito com o credor para melhorar as condições de pagamento de um débito, reduzindo o valor das parcelas, a taxa de juros e estendendo o prazo de pagamento.

Ela é necessária quando uma pessoa faz uma compra à prazo ou pega um empréstimo, mas em dado momento não consegue mais arcar com as parcelas. Isso pode acontecer por diversos motivos: uma demissão inesperada, perda de poder aquisitivo ou alguma emergência que comprometa o orçamento da pessoa.

Quando os pagamentos atrasam, o devedor se expõe a diversos riscos financeiros. O principal deles é ficar com o nome sujo: devido à inadimplência, o credor coloca o nome da pessoa no cadastro negativo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Isso gera empecilhos financeiros significativos, como alta dificuldade para fazer compras grandes (como um sofá ou uma geladeira), obter crédito ou alugar um imóvel. Sem falar, é claro, das cobranças incessantes por carta, e-mail e telefone, que acabam com o bem-estar de qualquer um.

A renegociação da dívida é uma excelente forma de evitar esses problemas, pois coloca tudo de volta nos eixos, ajustando a dívida à realidade da pessoa. Confira alguns benefícios dessa prática:

Melhores condições de pagamento

A renegociação de dívidas é a melhor maneira de aumentar o prazo, reduzir os juros ou até diminuir o valor principal de um débito. Basta negociar com a instituição para conseguir condições que caibam no seu orçamento, definindo um caminho viável para que os valores devidos sejam pagos adequadamente.

Pagamento integral ou parcelado

Você pode renegociar uma dívida para pagá-la de forma integral ou parcelada, o que for melhor para você. O ideal, caso você consiga o dinheiro, é efetuar o pagamento em uma parcela única. Nessas condições, os agentes financeiros costumam conseguir custos menores sem juros, reduzindo expressivamente o impacto da dívida sobre as suas finanças.

Nome limpo

Ao renegociar uma dívida, uma pessoa consegue tirar o nome do cadastro de inadimplentes rapidamente. Basta quitar a primeira parcela do acordo para ter o nome limpo novamente, aumentando o seu score e facilitando o seu acesso a compras e serviços..

>> Quer descobrir como sair das dívidas? Confira este outro post do blog: Como sair das dívidas: conheça os tipos mais comuns e como quitá-las <<

O que acontece se eu renegociei e não paguei o acordo?

Quando uma pessoa renegocia uma dívida e não consegue pagar, ela volta à estaca zero: todas as vantagens concedidas acordo são perdidas, e a cobrança é retomada nas condições anteriores, com todas as multas e juros iniciais.

Juridicamente falando, ao deixar de pagar, o devedor quebra o contrato, fazendo com que ele perca a validade.

Outra consequência é a volta do nome da pessoa ao cadastro de inadimplentes. Estando no SPC, voltam à tona todas as dificuldades de acesso a bens, serviços e crédito comentadas anteriormente.

A quebra de confiança com o banco ou agente financeiro também é um ponto a ser considerado. Em renegociações, muitas empresas estão dispostas até a eliminar totalmente os juros da dívida, para garantir o recebimento e facilitar a vida do cliente.

Quando você não paga, além de ter de arcar com um valor enorme em multas e juros, pode ser difícil convencer a instituição de que você cumprirá um novo acordo.

Em geral, os principais motivos para a quebra de um acordo de renegociação são:

  • o devedor só faz o acordo para se livrar das cobranças, mas não se prontifica a pagar as parcelas;
  • a pessoa não se planeja e se compromete com parcelas que não cabem no orçamento;
  • o devedor atrasa o pagamento — se a primeira parcela não for paga no prazo, o acordo já não é mais válido.

Como evitar a quebra de um contrato de renegociação?

Para fugir desse tipo de problema, a palavra-chave é planejamento. Como ele, as chances de você renegociar e não pagar o acordo reduzem drasticamente. Veja algumas dicas práticas para manter a disciplina e conseguir quitar suas dívidas nas melhores condições possíveis.

Não renegocie apenas para limpar seu nome

Não adianta renegociar uma dívida só para sair do SPC e depois não conseguir pagar. Na verdade, essa isso só trará problemas em dobro. Afinal, além da primeira dívida, esse contrato será mais um que você deixou de pagar.

A reincidência em dívidas derruba vertiginosamente a sua reputação como pagador, fazendo com que as dificuldades de acesso ao crédito se intensifiquem ainda mais.

Portanto, só feche um acordo depois de analisar o seu orçamento com cuidado e tiver certeza de que as parcelas negociadas caberão no seu bolso.

Planeje o pagamento

Como dito acima, apenas aceita uma renegociação que ofereça parcelas que você consiga quitar sem sufoco. Para saber o seu limite, será preciso montar um orçamento pessoal e levar em consideração todos os seus gastos, sobretudo os fixos, como água, luz e aluguel. Caso contrário, você estará apenas pagando uma conta e atrasando outras.

Fique atento à data de vencimento

Negocie para que as parcelas da renegociação vençam em uma data em que você tenha dinheiro na conta. Escolher um dia próximo à data de pagamento do seu emprego é uma boa opção, para que você quite o débito assim que receber o salário.

Outra boa dica é colocar lembretes no celular, na agenda e onde mais for necessário para que você se lembre do compromisso.

Conheça suas possibilidades de acordo

É importante ter certeza de que a instituição financeira está de fato oferecendo as melhores condições para que você efetue o pagamento. Para isso, peça simulações dos valores à vista e à prazo e entenda todas as possibilidades que envolvem o acordo.

Veja se dá para fazer com ou sem entrada, perguntando se há alguma diferença no valor final. Ou então questione se é possível reduzir o número de parcelas pagando uma quantia maior, caso isso seja interessante para você.

Todas essas variáveis influenciam muito nos descontos e nas chances de quitação, por isso pense muito bem antes de fechar um acordo.

Renegociei e não paguei o acordo: e agora?

Caso você tenha chegado ao ponto de renegociar e não pagar o acordo, não entre em pânico: para tudo tem uma solução. É perfeitamente possível buscar um novo contrato que atenda às suas necessidades. Confira algumas dicas para ter sucesso nessa situação.

Busque um novo acordo

Para o credor, é mais interessante receber o valor devido com alguma redução do que não receber valor nenhum. Por isso, há grandes chances de que ele aceite fazer um novo acordo.

Se na primeira tentativa houve algum problema que impediu o acerto, procure desta vez avaliar bem as condições para que você possa cumpri-las com tranquilidade.

Caso tenha ocorrido apenas um atraso pontual, é muito comum que as instituições permitam o pagamento do boleto mesmo após o vencimento. Por isso, antes de tentar renegociar mais uma vez, sempre verifique essa possibilidade.

Entenda o que aconteceu

Após renegociar e não pagar o acordo, reflita sobre o que deu errado. Foi o prazo? O valor das parcelas era muito alto? O que aconteceu? Entender os motivos do problema será fundamental para você evitar que ele aconteça mais uma vez.

Depois, faça uma projeção das condições que você considera possíveis de cumprir. Por exemplo: se a antiga parcela era de R$ 400, mas você só tinha R$ 200, saiba que este é o valor máximo que você poderá pagar por mês.

Cuide do seu orçamento

Para que isso não aconteça de novo, cuide com carinho do seu orçamento pessoal. Anote tudo o que entra e o que sai da sua conta, dividindo suas despesas em categorias e atualizando todos os dias.

Você pode fazer isso em um app de celular, uma planilha ou um caderno, como preferir. O importante é ter uma ferramenta com a qual você se sinta confortável para visualizar suas finanças e começar a ter mais controle sobre o seu dinheiro.

Comprometa-se com o pagamento

Agora que você conseguiu uma nova chance de quitar sua dívida, tenha disciplina e comprometa-se com o pagamento das parcelas. Se necessário, procure alguma fonte de renda extra ou corte gastos supérfluos para garantir que terá dinheiro para arcar com o compromisso.

Apesar de “renegociei e não paguei o acordo” parecer uma frase desesperadora, não se sinta envergonhado se estiver nessa situação, mas também não se acostume a ter dívidas. Organize-se para quitar seus débitos, controlar seu orçamento e deixar o caminho livre para conquistar a sua liberdade financeira.

 

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