relacionamento no trabalho

Relacionamento no trabalho: como o RH deve lidar com a situação?

Apesar de ser algo comum, o envolvimento amoroso entre colegas de escritório é um assunto delicado. Afinal, até que ponto esse tipo de relação pode prejudicar o desempenho dos profissionais? Proibir o relacionamento no trabalho não é a solução, mas o RH pode e deve estabelecer algumas regras de conduta.

Pensando nisso, listamos neste artigo algumas dicas para lidar com os casais formados na empresa da melhor forma possível. Pode parecer complicado à primeira vista, mas é tudo uma questão de agir com transparência e bom senso. Ficou interessado? Saiba mais a seguir!

Trate a situação com naturalidade

O relacionamento no trabalho é mais frequente do que muita gente pensa. E há uma explicação científica para isso: segundo especialistas, é bem mais fácil se apaixonar por alguém que convive com você e tem pontos de vista semelhantes aos seus.

A professora e escritora Terri Orbuch, do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan, nos EUA, afirma que pessoas que se vêem diariamente tendem a gostar mais umas das outras. Visto que grande parte dos profissionais passa pelo menos 8 horas por dia no ambiente de trabalho, não é surpresa que namoros e até casamentos surjam dentro das empresas.

Colegas de equipe compartilham problemas, frustrações, alegrias e conversas nos happy hours. Tudo isso favorece a criação de laços emocionais, que em muitos casos se transformam em relacionamentos longos e duradouros.

Por isso, sempre que houver um novo casal na organização, trate a situação com naturalidade. Apenas exija um comportamento adequado ao ambiente profissional, colocando as normas da empresa em primeiro lugar.

Não tente proibir o relacionamento

Proibir o relacionamento no trabalho está fora de cogitação. Além de causar um conflito desnecessário com os envolvidos, a atitude está em desacordo com a lei brasileira.

A Justiça do Trabalho é muito clara neste aspecto: nenhuma empresa pode proibir que seus funcionários namorem ou se casem. Também é contra a lei recusar a contratação de cônjuges alegando normas da organização.

Tentar proibir também pode ser visto como uma interferência da empresa na vida pessoal dos colaboradores. Em uma época em que os profissionais buscam cada vez mais autonomia em suas carreiras, isso é péssimo para a marca empregadora da organização, o que aumenta o turnover e dificulta novas contratações.

Essas regras, é claro, são válidas apenas para relacionamentos consensuais. Não estamos tratando aqui de casos de assédio, que precisam ser devidamente prevenidos e punidos. É essencial saber diferenciar as duas situações para lidar com ambas da maneira mais adequada.

Estabeleça limites de conduta

Tratar o relacionamento no trabalho com naturalidade não significa ser permissivo demais em relação ao comportamento do casal.

Algumas atitudes aceitáveis na maioria dos lugares não são adequadas para o ambiente de trabalho. Já imaginou presenciar um beijo apaixonado no caminho da máquina de xerox? Ou ir a uma reunião e dividir a mesa com uma esposa sentada no colo do marido? Esse tipo cena causaria constrangimento mesmo em empresas mais despojadas.

Por isso, estabeleça regras de conduta para parceiros ou cônjuges no dia a dia profissional. É preciso agir dentro dos limites do decoro, com discrição e bom senso.

Exageros devem ser repreendidos e, dependendo do caso, podem culminar em demissão por justa causa. Deixe isso claro para os colaboradores e previna episódios desagradáveis.

Preste atenção à hierarquia

Um problema comum em relacionamentos no trabalho ocorre quando uma das partes do casal ocupa um cargo diretamente superior à outra.

No geral, isso não é bem visto pelos colegas e pode gerar suspeitas de favorecimento, causando ao clima organizacional danos difíceis de reverter.

Como agir nesses casos? Uma das alternativas é avaliar a possibilidade de trocar um dos profissionais de departamento, caso haja interesse por parte deles. É a maneira mais segura de evitar conflitos de interesse e acalmar os ânimos dos demais colaboradores.

Se não for possível, procure contornar o problema conversando com a equipe e pedindo o máximo de discrição ao casal. Transparência por parte do funcionário que ocupa a posição de liderança é fundamental, para afastar qualquer comentário sobre protecionismo ou favoritismo.

Considere as necessidades do casal

Atender às necessidades dos funcionários é a chave para uma boa gestão de pessoas em qualquer empresa. Quando falamos sobre relacionamento no trabalho, isso não é diferente. Ao lidar com casais na organização, procure observar o que o RH pode fazer para facilitar a vida a dois dos profissionais.

Por exemplo: quando a partes desejarem tirar férias no mesmo período, faça o possível para que eles consigam. O mesmo vale para outras aspectos, como flexibilidade de horários e logística de transporte.

Quanto mais comodidade a empresa puder oferecer aos funcionários, melhor. Isso se reflete na qualidade de vida, satisfação com a companhia e melhor desempenho profissional, aumentando a produtividade no dia a dia.

Cuidado com os conflitos

Casais que trabalham juntos podem ter uma ótima sinergia e conquistar resultados excepcionais. No entanto, quando há algum conflito no relacionamento, isso pode ruir. Caso os profissionais levem os problemas de dentro de casa para o ambiente de trabalho, há um sério risco de isso afetar a produtividade e o clima na equipe inteira.

Ao identificar esse cenário, o RH deve agir rapidamente, já que isso representa um enorme prejuízo para a organização. Converse com o casal, evoque o bom senso e diga que as desavenças pessoais devem ser deixadas de lado durante o expediente.

Por mais que não seja possível separar 100% a vida profissional da pessoal, é necessário que haja esforço de ambas as partes para não deixar a performance do time cair. Caso contrário, medidas mais drásticas deverão ser tomadas, sob justificativa de baixo rendimento.

 

Agora que você já sabe como lidar com o relacionamento no trabalho, que tal colocar o que aprendeu em prática?

Como dito anteriormente, proibir é a pior atitude que a organização pode ter nessa situação. Basta estabelecer algumas regras e contar com o comprometimento dos profissionais. Assim, os casais são tratados com naturalidade e clima interno permanece intacto!

Gostou do artigo? Não se esqueça de deixar um comentário com suas dúvidas e opiniões. Estamos ansiosos para saber como você lida com relacionamentos amorosos na sua empresa!

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