psicologia dos hábitos financeiros

Entenda a psicologia dos hábitos financeiros

Viu uma liquidação — aparentemente — imperdível e não resistiu à tentação, mas depois percebeu o impacto financeiro de sua decisão impulsiva?

Não se preocupe, pois você tem companhia nisso. No Brasil, atualmente, pouco mais de 61 milhões de pessoas estão inadimplentes e a baixa disciplina financeira está entre os motivos para isso.

Acontece que existe a psicologia dos hábitos financeiros, cuja teoria e metodologia aplicada são elementares para que você passe a contornar esses hábitos ruins e, gradualmente, ter mais controle sobre o equilíbrio entre a sua renda, despesas e seus objetivos financeiros.

Para que você saiba tudo sobre o assunto, confira antes o que veremos ao longo deste post:

  • O conceito de psicologia dos hábitos financeiros;
  • Os motivos que nutrem nossos hábitos financeiros;
  • O método para usar a psicologia dos hábitos financeiros em seu benefício;
  • A importância da educação financeira.

Vamos mudar de vez os hábitos que prejudicam o seu orçamento e metas financeiras? Boa leitura em aprender tudo sobre a psicologia dos hábitos financeiros!

O conceito de psicologia dos hábitos financeiros

Pode parecer que não, a princípio, mas muitos dos impulsos que nos levam a comprar algo têm relação com o nosso próprio psicológico. Não à toa, ao longo dos séculos 19 e 20 alguns especialistas dedicaram-se em avaliar a integração entre a psicologia e economia.

Eles identificaram um comportamento em comum entre as pessoas, o que levou à elaboração de um conceito conhecido como psicologia econômica.

Essa disciplina científica avalia as decisões econômicas que tomamos, mas a partir do comportamento humano sobre elas. Pois é interessante pensarmos que, nem sempre, nossas escolhas são lógicas.

Pelo contrário: a emoção costuma sobressair-se (muitas vezes, de maneira inconsciente) em nossas decisões e atitudes. O mesmo se aplica, então, com a psicologia dos hábitos financeiros.

E, acredite: o seu endividamento, a dificuldade em conciliar a renda, as suas despesas, e até mesmo os obstáculos impostos para um planejamento eficiente podem ter uma explicação emocional por trás.

Os motivos que nutrem nossos hábitos financeiros

Nossa relação com o dinheiro pode ser trabalhada a partir de uma série de fatores que, com o tempo, sequer relacionamos aos hábitos que praticamos durante a vida inteira!

Veja só quais são esses elementos!

Padrões familiares

Os valores financeiros que observamos os parentes adquirirem, tendem a moldar — em parte — a maneira com a qual vamos nos relacionar com o dinheiro quando chegada a hora.

Nem sempre essa é uma questão abertamente discutida. A psicologia dos hábitos financeiros pode surgir do silêncio entre os parentes, formulado apenas a partir da observação. Assim, se o consumo compulsivo estiver presente nas decisões financeiras dos seus pais e/ou avós, pode ser que o mesmo se aplique inconscientemente nas suas escolhas.

Aspectos culturais

O mesmo podemos dizer a respeito da influência cultural de nossa sociedade. Aqui, estamos falando de um espectro amplo, marcado pela maneira como os brasileiros (neste caso) agem coletivamente com as finanças.

Um exemplo singelo disso é que 67% dos brasileiros não conseguem poupar dinheiro. E isso é influenciado por muitos fatores, é claro, mas o aspecto cultural também está entre eles.

Inclusive, essa pode ser uma boa maneira de começar a analisar os seus próprios comportamentos e modificá-los gradualmente. Para dar um primeiro empurrãozinho nessa direção, convidamos você para deixar aberto este artigo sobre como economizar no dia a dia e lê-lo assim que finalizar este post!

Nele, os pesquisadores de Stanford pediram às crianças que escolhessem um doce, apenas, para comer. Mas, se esperassem alguns minutos e resistissem ao impulso imediato de deliciar-se rapidamente com o docinho, elas receberiam mais unidades da guloseima.

Após anos de estudo, os cientistas perceberam que, em sua maioria, aquelas que esperaram para obter uma recompensa melhor dos pesquisadores tiveram mais sucesso na vida. Aquelas que não resistiram e sucumbiram ao prazer imediato apontaram mais problemas para lidar com as finanças.

Todos temos os nossos “doces” na vida e, independentemente dos fatores que nos impulsionem, devemos aprender a ouvi-los e usar mais a razão ao tomarmos uma decisão.

O método para usar a psicologia dos hábitos financeiros em seu benefício

Para que você consiga analisar eficientemente a maneira com a qual você tem assumido (bons ou maus) hábitos financeiros, é necessário uma boa dose de autoconhecimento.

Ou seja: avaliando cada uma de suas decisões associadas ao uso ou economia de recursos. Confira, a seguir, algumas dicas que separamos sobre o assunto!

Analise seus padrões

Se existe uma psicologia dos hábitos financeiros do seu dia a dia, ela aparece nas suas decisões. Por isso, comece a refletir sempre que o desejo por uma compra surja com intensidade.

É importante avaliar a importância daquela aquisição em potencial, como a necessidade da compra, a relevância dela para você e até mesmo a utilidade dela no cotidiano. Convém, ainda, compará-la com uma planilha que você pode fazer de planejamento financeiro, a fim de estabelecer um limite de gastos ao longo do mês, para evitar contas em atraso e, consequentemente, o acúmulo de dívidas.

Identifique os maus hábitos

Quais hábitos financeiros você considera prejudiciais ao atual momento de sua vida? São as compras de mantimentos? As roupas e acessórios? As aquisições em nome de um status financeiro?

Identifique tudo aquilo que você está fazendo em desacordo com os seus valores e passe a ter consciência deles. Esse é o primeiro passo para assumir que a psicologia dos hábitos financeiros em suas decisões, está atrelada a um fator limitante que você sequer havia percebido até então.

A melhor parte é que, uma vez percebido esse mau hábito, você consegue percebê-lo assim que o mesmo surgir na forma de um impulso incontrolável — e você vai ter mais elementos para conter esse impulso.

Defina metas de mudança

Conhecida a psicologia dos hábitos financeiros e os maus hábitos que rondam as suas decisões, fica mais fácil anotar um planejamento de autocontrole e de comportamentos distintos aos atuais.

E as metas são fundamentais para agregar mais disciplina. Por exemplo: o teto de gastos a partir de uma análise de suas despesas e renda é uma maneira interessante de manter o seu orçamento sob controle.

Metas de poupança mensais também são ótimas para isso. Identifique um valor mínimo para poupar e não gaste esse valor por nada. Desconsidere-o de sua renda, inclusive, passando a considerá-lo como uma fração inutilizável para compras e qualquer outro custo não previsto no mês.

Além disso, é importante anotar os gastos para que você permaneça de olho nos gastos excessivos, para entender para onde vai a sua renda. Não esqueça de anotar os gastos e, em seguida, avaliá-los. Isso vai garantir muito mais precisão para identificar seus maus hábitos e até mesmo reconhecer a psicologia dos hábitos financeiros que você nutre corriqueiramente.

Faça o seu dinheiro render mais

Vale a pena considerar as melhores opções de investimento para colocar o seu patrimônio em um lugar seguro e que, complementarmente, ainda melhore a sua renda gradualmente.

Dependendo da opção escolhida, você pode compor metas em longo prazo, conferindo mais proteção à sua renda e oferecendo um meio eficiente de poupar para o futuro — independentemente do seu objetivo.

Fique de olho nas melhores alternativas do mercado financeiro, e procure saber a respeito dos diferentes tipos de investimentos do país. Assim, você identifica a melhor opção e começa a poupar em curtíssimo prazo, mudando os maus hábitos definitivamente de sua rotina.

A importância da educação financeira

Como deve ter dado para perceber, a psicologia dos hábitos financeiros não é uma corrente da qual estamos presos e impedidos de mudá-los: ela é, sim, um feixe de luz que ajuda a explicar as decisões equivocadas que tomamos em plena consciência ou inconscientemente.

A partir desse conhecimento, você consegue desfazer-se (ou, pelo menos, reconhecer) os hábitos prejudiciais à composição de uma renda menos abalada e passível de inadimplências perigosas e que podem gerar sintomas comuns do estresse financeiro ao longo do tempo.

Com o tempo, a mudança é perceptível, bem como a economia. Por mais que seja um valor mínimo poupado mês após mês, só a resistência contra um mau hábito é uma vitória significativa e que vai ser percebida em médio e longo prazo.

Nesse contexto, a educação financeira é uma poderosa aliada para as etapas posteriores à identificação da sua psicologia dos hábitos financeiros. A partir dela, você tem mais consciência das melhores formas de reter e utilizar a sua renda, evitando ciladas financeiras que são difíceis de desvencilhar-se uma vez que nos deixamos cair nelas.

 

Agora, que tal mostrar que você vai mudar os próprios hábitos e dar início a um novo capítulo em sua vida? Para isso, aproveite para compartilhar este post nas suas redes sociais e marque os amigos que, assim como você, vão fazer bom uso das dicas contidas neste post!