Programas de incentivo: um guia para motivar seus colaboradores

programas de incentivo

A motivação interna é um dos fatores-chave para o crescimento de uma empresa. Quando o empregador oferece ao seu colaborador uma oportunidade de crescimento pessoal, ele gera um sentimento de participação e realização, estimulando o empenho e a produtividade. Neste post, você vai saber tudo sobre os programas de incentivo, uma excelente estratégia de aumento da produtividade e participação ativa dos seus funcionários.

Estimular a motivação não é uma tarefa fácil, já que cada indivíduo é estimulado por elementos totalmente diferentes, ou seja, o que pode ser interessante para um colaborador, pode ser totalmente desinteressante para outro.

Entretanto, há um consenso quando se trata de incentivos financeiros, já que eles são vistos como motivadores universais, uma vez que representam um sinal evidente de valorização do trabalho desenvolvido pelo colaborador.

Neste artigo, criamos um guia completo para que você conheça todos os princípios que devem nortear a implementação de programas de incentivo, desde a sua criação até os tipos de premiação, o papel dos CFOs e todas orientações para que você consiga otimizar os resultados ao apostar nesse tipo de estratégia. Acompanhe!

Princípios fundamentais dos programas de incentivo

O gestor é responsável por pensar e elaborar estratégias que visem a melhora do desempenho do negócio, planejando e implementando ações capazes de potencializar a produtividade dos funcionários, gerando engajamento e incentivando as equipes.

Quando se fala na questão de produtividade e engajamento, uma das estratégias que traz mais resultados é a criação de campanhas de incentivo. Esse tipo de campanha se baseia em três conceitos básicos: motivação individual, reconhecimento organizacional e recompensa.

Muitas empresas têm adotado essas estratégias, enxergando nelas uma maneira de incentivar a melhora no desempenho e o aumento da produtividade dos seus colaboradores. O que gera, como consequência, uma melhora geral no desempenho da organização.

Para começar a compreender o assunto, é importante entender alguns princípios básicos que norteiam o tema. O mais importante deles é o sistema de bonificação, que se subdivide em dois tipos principais: eventual e estruturado.

No sistema eventual, a bonificação não está ligada a uma medida de desempenho específica, trata-se de um prêmio eventualmente oferecido pela empresa. Ou seja, nos casos em que este sistema é adotado, o gestor bonifica o colaborador por uma ação específica.

Em contrapartida, o sistema de bonificação estruturado é condicionado ao desempenho e o cumprimento de metas estabelecidas com antecedência. Isso significa que, nesses casos, o profissional recebe o benefício em razão do seu desempenho e do atingimento de metas. Trata-se de um sistema mais frequente e com implementação e duração de médio a longo prazo.

Enquanto sistema eventual costuma abordar uma estratégia única e específica, o sistema estruturado é elaborado visando uma continuidade. A escolha do melhor sistema está atrelada a diversos fatores, por isso é importante elaborar um bom planejamento estratégico, avaliando qual dessas medidas melhor se adapta aos objetivos do negócio.

Nessa etapa de estudo e definição do programa de incentivo, é necessária a participação de setores estratégicos importantes para a empresa, entre eles o setor jurídico, setor de recursos humanos e o setor financeiro.

Os tipos de prêmios para os colaboradores

Ao pensar em programas de incentivo, muitas pessoas imaginam, imediatamente, bonificações em dinheiro. Entretanto, essas não são as únicas formas de premiação que podem ser utilizadas. Preparamos uma lista com os principais tipos de prêmio utilizados pelas empresas e que podem ser adotados no seu programa de incentivo:

  • Prêmios físicos: nesse grupo, são incluídos todos os prêmios “físicos”, tais como computadores, tabletssmartphones etc. São bens que devem ser escolhidos de acordo com o perfil dos colaboradores beneficiados e as suas necessidades mais específicas.
  • Viagens: a empresa pode montar uma estratégia de bonificação que inclua prêmios em viagens para os colaboradores que alcançarem determinada meta. Esse é um tipo de bonificação interessante pois, em muitos casos, tem um custo relativamente baixa para a empresa mas gera um grande engajamento dos colaboradores, trazendo resultados impactantes para o negócio.
  • Pontos: a modalidade de pontuação é outra excelente estratégia de bonificação. Por meio dela, a empresa cria um sistema de pontuação que pode ser convertida em prêmios, como prêmios físicos, viagens etc.

Além das formas de bonificação acima mencionadas, há outras maneirs de criar programas de incentivo, sempre partindo de alguns pressupostos básicos. Confira algumas perguntas que devem ser respondidas durante a elaboração de um programa de incentivo:

  • Quanto a empresa está disposta a gastar com o programa?;
  • Qual é o objetivo que a empresa deseja alcançar com o programa?;
  • Que tipo de problemas o seu colaborador enfrenta no dia a dia?;
  • Como o programa de incentivo oferecido pela empresa pode ajudá-lo?;
  • O programa de incentivo escolhido pode trazer algum problema sob a perspectiva da legislação trabalhista?;
  • O valor a ser investido com o programa de incentivo trará retorno financeiro para a organização?

Ao responder a essas perguntas, fica mais fácil compreender o perfil dos seus colaboradores, qual programa de incentivo melhor se adapta às suas necessidades, como esse programa pode beneficiar a empresa e como adequá-lo à sua realidade.

Vale destacar que as questões trabalhistas sempre devem ser consideradas, principalmente em razão da possibilidade de que a bonificação venha a ser integrada ao salário, o que pode gerar uma despesa futura superior à imaginada.

Para que isso não aconteça e não venha a causar problemas maiores para a empresa, é necessário planejar com muito cuidado o plano de bonificação e sempre optar pela alternativa mais interessante, tanto para o empresário quanto para o colaborador.

É por isso que o apoio do departamento jurídico e financeiro são imprescindíveis para garantir o sucesso do programa de incentivo. No próximo tópico, falaremos mais a respeito da importância do apoio do CFO na estratégia e implementação de programas de incentivo.

A importância de CFOs nos programas de incentivo

Em uma estratégia de elaboração de programas de incentivo, o Chief Financial Officer (CFO), ou simplesmente Diretor Financeiro, ocupa uma posição estratégica importante tanto na implementação como no retorno financeiro que deve ser alcançado.

O mercado ainda tem uma imagem limitada do profissional que atua no setor de finanças. Em geral, ele é visto como o responsável por cortes em gastos e benefícios. Entretanto, essa visão é totalmente incompatível com a realidade e com as possibilidades que esses profissionais oferecem frente às estratégias de crescimento de uma organização.

O CFO tem muitas informações disponíveis e que podem ser utilizadas a fim de ajudar a empresa a atingir a atingir as suas metas. Se para isso é necessário investir na implementação de um programa de incentivo, certamente eles serão apoiados e defendidos pelo Diretor Financeiro.

Veja que o CFO tem a função de visualizar como aproveitar melhor o dinheiro da empresa e quais estratégias podem trazer maior retorno para o negócio. Na maioria das vezes, “gastar” dinheiro faz parte do processo de investimento.

departamento financeiro, assim como a maioria dos setores internos de uma empresa, está focado sempre em resultado. Os programas de incentivo são alternativas que focam na produtividade, o que impacta diretamente no objetivo da organização: alcançar metas.

Dessa forma, a eficiência, ponto-chave dos programas de incentivo, é o mesmo objetivo buscado pelo setor de finanças. Para entender se um programa de incentivo é compatível com os objetivos do negócio e aos resultados alcançados pelo CFO da empresa, algumas questões importantes devem ser respondidas:

  • A estratégia vai gerar uma economia para o negócio? É possível demonstrar de que maneira o programa de incentivo vai gerar economia? Reduzirá o tempo em tarefas? Aumentará o desempenho dos colaboradores?
  • O projeto de implantação do programa de incentivo está alinhado aos objetivos da empresa? Foram analisadas as vantagens e desvantagens da sua implementação?
  • É possível visualizar um retorno sobre o investimento? Como e quando esse investimento será recuperado?

Analisando esses fatores, é possível avaliar de maneira econômica e estratégica como o programa de incentivo pode ser implementado na empresa sem causar um impacto negativo para o departamento financeiro.

Como o CFO possui um perfil mais objetivo, é necessário que ele lance seu olhar pragmático sobre o programa e avalie de forma crua se essa opção é realmente um bom caminho para a organização, calculando a viabilidade e rentabilidade da sua implementação.

Sem esse olhar técnico financeiro, a estratégia não estará completa e dificilmente o gestor vai ter condições de alcançar os objetivos traçados.

Os segredos para criar programas de incentivos nas empresas

Após compreender os conceitos e a importância de contar com o apoio do CFO na adoção do seu programa de incentivo, agora vamos compartilhar alguns segredos importantes para a criação de um programa na sua empresa.

Vale destacar que a elaboração dessa estratégia deve estar alinhada aos objetivos da empresa a curto, médio e longo prazos. Além disso, deve prezar pela consistência, sendo imprescindível que o empresário conte com o apoio técnico dos setores jurídico, financeiro e de recursos humanos.

Agora, confira quais são os segredos para criar um programa de incentivo na sua empresa e comece a traçar um modelo para o seu negócio:

Estabeleça objetivos

O primeiro passo é avaliar o negócio e entender de que forma você pode melhorar o desempenho dos seus colaboradores. Para isso, estabeleça objetivos claros e realistas.

Muitas empresas erram ao estabelecer metas e objetivos que estão além de suas capacidades econômicas ou até mesmo técnicas. Objetivos fora do contexto acabam gerando insatisfação e causando o efeito contrário: a desmotivação dos colaboradores.

Dessa forma, trace objetivos reais e alinhados às expectativas da organização. Lembre-se de que esses objetivos podem ser revisitados a qualquer momento, sendo que eles podem ser adaptados sempre que houver necessidade.

Defina metas individuais

Após estabelecer os objetivos, é necessário definir metas. Esse passo é mais específico e deve considerar algumas questões como: até onde eu quero chegar? De que forma posso alcançar o objetivo final? Quanto tempo será necessário para alcançar esse resultado?

Com base nas respostas obtidas por meio dessas perguntas, é possível definir metas individuais que podem ser direcionadas para setores ou para colaboradores individualmente.

Por exemplo: o setor de vendas deve alcançar R$ 100.000,00 em vendas no mês de março, R$ 150.000,00 no mês de abril e assim sucessivamente. O setor conta com 5 colaboradores, dessa forma, cada colaborador deverá alcançar o mínimo de R$ 20.000,00 em metas. Quem alcançar a meta individual será premiado com um tablet. Se o setor alcançar a meta coletiva, receberá uma bonificação em dinheiro.

Fixe as metas coletivas

As metas coletivas, como já abordamos brevemente, são as metas de um grupo ou departamento. Elas são mais ousadas, mas sempre devem ser pensadas com o foco na realidade, ou seja, devem ser passíveis de serem alcançadas.

As metas coletivas engajam todos os colaboradores e estimulam a participação e cooperação entre os colegas de trabalho. Além disso, elas são um excelente termômetro para medir a participação coletiva e o engajamento dos profissionais.

Deixe a comunicação clara e objetiva

Outro ponto importante da implantação de um programa de incentivo está na necessidade de manter uma comunicação clara e objetiva.

Os colaboradores devem estar cientes de como vai funcionar o programa, quais serão as metas almejadas e de que forma ocorrerá a bonificação. Tudo isso é muito importante para que não haja dúvidas ou problemas futuros em relação à premiação ou atingimento de metas.

Uma boa dica é manter os colaboradores sempre atualizados acerca dos resultados. Por exemplo: se você estipulou uma meta semestral, envie relatórios mensais aos colaboradores informando como está o desempenho e quanto falta para chegar até a meta.

Mensure os resultados

Avalie como está o desempenho dos colaboradores e mensure os seus resultados. A mensuração vai permitir avaliar a necessidade de mudanças na sua estratégia de incentivo e os resultados alcançados vão representar a eficiência do seu programa de incentivo.

Na etapa de mensuração, a participação do CFO também é imprescindível. Nesse momento, ele poderá trazer informações importantes sobre o desempenho financeiro da estratégia e os resultados alcançados até aquele momento.

Dê feedbacks constantemente

Os feedbacks são tão importantes para os gestores quanto para os colaboradores. Isso significa que você deve manter os seus funcionários a par do desempenho, sempre visando estimulá-los e atrair o interesse deles para a melhora do desempenho do negócio.

Nos dias de hoje, as relações de trabalho são niveladas com base no grau de comunicação mantido entre gestores e colaboradores. Quanto mais eficiente e clara for essa comunicação, maiores são as chances de obter bons desempenhos no negócio.

Incluir as equipes nos processos de decisão a respeito do programa de incentivo é uma excelente estratégia. Se você já traçou um bom planejamento mas não definiu qual será a bonificação, uma excelente dica é chamar os colaboradores para que eles opinem sobre o prêmio que gostariam de receber.

Nesse sentido, o feedback é uma ferramenta imprescindível, já que investe no diálogo e na importância que a empresa dá à satisfação dos seus colaboradores.

Documente os resultados

Outra prática importante na implementação e avaliação dos resultados de uma estratégia de incentivo é a prática de documentar os resultados obtidos.

Realizar cerimônias e fotografar o evento de premiação são formas de valorizar o programa de incentivo e demonstrar que os resultados são importantes tanto para a empresa quanto para o colaborador.

O capital humano deve ser a principal preocupação de uma empresa, por isso, investir em pessoas só agrega pontos positivos.

Considere as necessidades do colaborador

Por fim, é muito importante ter em mente que nem sempre a bonificação mais cara é a melhor. Na verdade, o melhor prêmio é aquele que o seu colaborador precisa.

Procure entender o que o seu colaborador gostaria de ganhar e invista em bonificações que representem os desejos dele. Isso vai depender muito do perfil da empresa e do capital humano, por isso, conheça o seu negócio e as pessoas que integram as suas equipes.

Conhecer as pessoas e o negócio é o ponto de partida para qualquer estratégia de programa de incentivo que realmente traga resultados.

Capital humano versus desempenho da empresa

Para finalizar, vamos falar um pouco sobre a importância do capital humano para os resultados buscados por uma empresa. As pessoas que integram uma organização são peça-chave para o bom desempenho da empresa e o seu consequente crescimento.

As modificações no mercado e na forma como as pessoas têm lidado com o trabalho exige das empresas uma mudança de atitude, visando adaptar os processos e enfrentar as interferências externas.

O mercado exige uma abordagem muito mais estratégica, visando um trabalho ativo de setores como os Recursos Humanos, que foque em questões como:

  • melhora da relação mantida com os colaboradores por meio de ações específicas que visam a facilitação da comunicação;
  • desenvolvimento de competências, focando não só no interesse da organização mas no crescimento individual do colaborador;
  • engajamento e retenção de talentos mediante promoção de ações de reconhecimento e bonificação, como programas de incentivo, por exemplo; e,
  • alinhamento das metas e objetivos da empresa com as metas individuais dos colaboradores.

Os funcionários enxergam a organização como uma possibilidade, mas não como a única possibilidade. Por isso, não basta estar em um ambiente de trabalho que lhe ofereça um salário no final do mês. As pessoas procuram bem mais que isso: elas procuram identificação, reconhecimento, experiências e aprendizado.

Dessa forma, se você quer investir em pessoas, precisa investir também nas experiências que os seus colaboradores vão ter dentro da organização, no conhecimento que você vai agregar a eles e na identificação dos seus objetivos com os objetivos pessoais de cada colaborador.

Confira algumas dicas que vão ajudar na gestão do seu capital humano e agregar informações importantes para o seu programa de incentivo:

Trace o perfil dos colaboradores

Conheça o perfil dos seus colaboradores, entenda quais são os seus objetivos, o que eles prezam e como eles se identificam com a empresa. Aliás, ao traçar esse perfil, você vai identificar se os seus funcionários realmente estão alinhados aos objetivos da organização.

Conhecendo as características das equipes, fica muito mais fácil entender quais são os seus pontos fracos e fortes, quais são seus interesses e em quais aspectos você deve investir.

Invista em tecnologia

Para agregar valor ao seu capital humano, você deve investir em conhecimento. Hoje, a melhor forma de investir em conhecimento é por meio de soluções criativas e baseadas em recursos tecnológicos.

O mercado oferece diversas soluções que podem ser implementadas tanto no investimento em conhecimento e aprendizagem quanto em outros mecanismos internos da gestão empresarial.

Inclusive, quando se fala em programas de incentivo, é possível encontrar ferramentas tecnológicas que ajudam na gestão e gerenciamento de benefícios.

Avalie o desempenho

A empresa deve estar atenta ao desempenho dos seus funcionários. Para isso, é necessário criar um histórico do atingimento de metas e elaborar relatórios específicos que permitam visualizar os profissionais individualmente.

Isso ajuda a compreender se o perfil do colaborador está alinhado aos seus objetivos e se a empresa está oferecendo programas de incentivo realmente úteis para as suas equipes.

Como você viu, os programas de incentivo são ferramentas altamente eficientes para as organizações. Entretanto, antes da sua implementação, é necessário estar atento a diversos outros aspectos da gestão.

Mediante um planejamento alinhado e organizado, é possível melhorar o desempenho e produtividade dos colaboradores. Além disso, contar com o apoio da tecnologia é uma opção eficaz tanto na gestão quanto na mensuração dos resultados.

Invista nos programas de incentivo, engaje os seus colaboradores e ajude no crescimento do seu negócio!

Esse texto ajudou você a entender a importância dos programas de incentivo para o aumento da produtividade dos seus colaboradores? Então assine a nossa newsletter e fique por dentro de outros conteúdos relevantes para a gestão estratégica do seu negócio!

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