programa de bem-estar financeiro

Como criar um programa de bem-estar financeiro na sua empresa

Você já percebeu que a inovação não tem aparecido apenas no desenvolvimento de novas tecnologias, mas em absolutamente todas as áreas de uma empresa? É inevitável, para os resultados mudarem, a cultura organizacional também tem que mudar.

Entender as necessidades e os problemas dos times, também fora do ambiente de trabalho, é essencial para que os colaboradores se sintam parte de uma empresa segura e empática. E quer um problema mais comum em nossa sociedade do que o estresse financeiro?

Por isso, criar um programa de bem-estar financeiro é super importante para garantir a segurança, o bem-estar e a produtividade na sua empresa. Auxiliar os colaboradores com as suas finanças aumenta a confiança deles na empresa e evita complicações como baixo rendimento, alto turnover e problemas de saúde como ansiedade e depressão.

A partir de agora, vamos entender melhor o que é um programa de bem-estar financeiro, as suas vantagens e o passo a passo para criá-lo e implementá-lo em sua empresa. Não perca!

O que é programa de bem-estar financeiro

Um programa de bem-estar financeiro é um conjunto de iniciativas e projetos que uma empresa desenvolve para auxiliar os seus colaboradores com as suas finanças e também com as suas contas e pagamentos em atraso.

Lidar com o dinheiro não é fácil e é por isso que, atualmente, o estresse financeiro é uma realidade para a maioria das pessoas. Assim, quando as empresas passam a oferecer este programa estruturado com o propósito de auxiliar, logo é percebido um impacto muito positivo na satisfação e na eficiência dos colaboradores. 

Para criar um programa de bem-estar financeiro, é importante levar em conta a diversidade. Mas o que isso significa? Significa que dentro de uma empresa, existem pessoas com os mais diversos perfis e estilos de vida. 

Reconhecê-los, a priori, é essencial para que um programa de bem-estar financeiro seja criado e implementado com sucesso.

Isso porque, analisando bem os perfis e os estilos de vida, o entendimento dos problemas financeiros passa a ser mais profundo e, consequentemente, mais relevante. Levar em conta as crenças e os contextos os quais os colaboradores vivem, dentro e fora da empresa, faz com que você os entenda melhor. Assim sendo, o relacionamento e o sentimento de pertencimento à empresa melhoram significativamente. 

De maneira efetiva, portanto, um bom programa de bem-estar financeiro deve levar em conta todas essas questões e oferecer aos colaboradores iniciativas e projetos como: 

  • palestras;
  • treinamentos;
  • dinâmicas em grupo;
  • gamificação;
  • consultorias especializadas em educação financeira.

Para saber como oferecer estas iniciativas e projetos de maneira estratégica, dentro de um programa de bem-estar financeiro, continue conosco!

Vantagens de ter um programa de bem-estar financeiro na empresa

Sabendo o que é esse programa e como ele pode ser desenvolvido, fica mais simples entender o quão grande pode ser a sua importância dentro de uma empresa. No entanto, a ajuda desta ferramenta vai muito além do aumento de bem-estar nas companhias e gera diversos impactos positivos.

Segundo um estudo realizado pela PwC, 53% dos funcionários de empresas dos Estados Unidos, afirmam que não conseguem se concentrar em seus trabalhos quando estão passando por problemas de âmbito financeiro.

Além disso, 76% dos participantes da pesquisa ressaltaram que, caso estivessem passando por dificuldades econômicas, gostariam de deixar a empresa e trocá-la por outra que demonstrasse preocupação e auxílio com a sua área econômica. 

Com base nesses números fica evidente que a empresa que investe em criar um programa de bem-estar financeiro ganha em diversos aspectos:

Aumento do lucro da companhia

O primeiro está diretamente ligado com o lucro real da companhia. Funcionários livres de problemas com suas contas trabalharão mais, melhor e em menos tempo. Desse modo, terão sua capacidade produtiva aumentada, o que automaticamente resulta em uma maior receita para a corporação. 

Aumento da produtividade 

Um segundo benefício de criar um programa de bem-estar financeiro é a melhora na eficiência dos colaboradores. De acordo com um estudo da Linking Workplace Best Practices and Organizational Financial Performance, criar um programa de bem-estar financeiro pode garantir até 235% mais eficiência a empresa.

Isso porque, ao terem suas contas controladas, os níveis de estresse e ansiedade dos funcionários diminuem consideravelmente. E claro, como consequência, a produtividade aumenta em níveis surpreendentes, assim como a confiança e satisfação em trabalhar em uma empresa que proporciona valores tão importantes como estes. 

Não é à toa. Viver todos os dias com a certeza de que o dinheiro está sendo bem gasto e bem investido traz segurança a todos. 

Além disso, o engajamento e a retenção dos colaboradores também passa a ser estável na empresa, que se transforma em um ambiente próspero e agradável a todos. 

Aumento da credibilidade da empresa

Por fim, a criação de um programa de bem-estar financeiro gera um maior engajamento dos funcionários e melhora a visão da empresa no mercado, com a apresentação de um diferencial competitivo perante outras companhias.

Ao construir uma imagem positiva com seu público interno e externo, a empresa “ganha” com um marketing feito sem grandes esforços e investimentos, apenas pelo “boca a boca” dos colaboradores e dos demais profissionais que passam a desejar fazer parte do quadro de funcionários.

Sendo assim, torna-se evidente que criar um programa de bem-estar financeiro é um ato que pode revolucionar o modo como a sua empresa trabalha e é vista no mercado. 

Portanto, confira abaixo mais sobre como adotar essa ferramenta e torná-la uma parte integrante do seu quadro de benefícios!

Quer saber como criar as melhores estratégias competitivas para o seu negócio: Confira aqui! Estratégia Competitiva: o que é e como implementar

Como criar um programa de bem-estar financeiro: 5 passos para implementação

Que criar um programa de bem-estar financeiro é uma ótima ideia, não há dúvida alguma. No entanto, esse se trata de um projeto ambicioso, o qual precisa ser realizado com bastante cautela para que tenha os efeitos desejados. Caso contrário, o engajamento dos funcionários pode ser insuficiente para produzir bons resultados.

Sabendo disso, é preciso trabalhar com base nos seguintes passos:

  • Entenda quais são as necessidades dos seus funcionários;
  • Entenda o papel da empresa dentro do cenário financeiro dos colaboradores;
  • Defina o melhor formato para oferecer educação financeira;
  • Busque o engajamento dos funcionários no programa;
  • Torne o programa inclusivo para todos os colaboradores.

Seguindo esses 5 passos se torna muito mais simples criar um programa de bem-estar financeiro efetivo e que trará bons resultados para os colaboradores. Sendo assim, acompanhe mais sobre cada um deles abaixo e entenda tudo que precisa fazer! 

Passo 1. Entenda o cenário financeiro dos seus colaboradores

Como citamos anteriormente, é quase impossível encontrar alguém que nunca tenha passado por problemas financeiros. 

Eles são bem comuns na geração atual, principalmente para quem trabalha dentro dos regimes tradicionais, recebendo o salário uma vez ao mês e pagando todas as suas contas de uma só vez.

No entanto, dentro do cenário de dificuldades econômicas podem existir diversos motivos paralelos para o surgimento desse problema.

Sendo assim, para que o programa criado seja realmente efetivo é preciso entender quais são os principais fatores que levaram os colaboradores a chegar nas situações de crise. Apenas desse modo será possível oferecer treinamento e capacitação adequadas, focando no entendimento da situação e no aprendizado para solucioná-la. 

Alguns dos motivos e problemas financeiros mais recorrentes são:

  • Situação patrimonial (gastos muito altos com aluguel);
  • Ausência de renda para suprir as necessidades primárias (alimentação, moradia, vestimentas);
  • Responsabilidade financeira por outros indivíduos (filhos, pais, avós, irmãos);
  • Excesso de gastos com necessidades secundárias e terciárias (roupas, calçados, dispositivos eletrônicos);
  • Necessidade de gastos com medicamentos para uso pessoal ou terceiro;
  • Relação ruim com cartões de crédito e empréstimos bancários;
  • Dificuldade de administração do orçamento doméstico. 

Realizado esse mapeamento se torna muito mais simples criar um programa de bem-estar financeiro fundamentado na resolução desses problemas. Desse modo, garante-se não apenas um maior interesse e engajamento dos colaboradores, mas um resultado realmente efetivo nas vidas financeiras individuais de cada um dos funcionários.

Passo 2. Descubra o papel da companhia dentro da situação de seus colaboradores

Tendo em vista os problemas financeiros dos colaboradores e o desejo da empresa de trabalhar de modo a ajudar é resolvê-los, é fundamental entender o papel que a companhia tem dentro desse cenário. 

Afinal, para grande parte dos colaboradores ela é a única fonte de renda mensal, responsável por suprir com as contas e adquirir os produtos de necessidade básica. 

Sendo assim, é essencial que a companhia, com base nas problemáticas constatadas anteriormente, tenha consciência plena dos modos pelos quais pode ajudar a resolver o problema e, principalmente, qual foi o seu papel para que ele tenha surgido. 

Nesses casos muitas vezes não tratamos apenas do pagamento de salários muito pequenos, mas também da ausência de outros benefícios que podem ser importantíssimos para os colaboradores. Alguns exemplos são:

  • Falta de um plano de saúde ou auxílio com medicamentos;
  • Ausência de um auxílio creche para colaboradores com filhos pequenos;
  • Não fornecimento de vale refeição;
  • Não entrega de uniformes adequados para trabalho;
  • Falta de auxílio com gasolina ou vale transporte;
  • Nenhuma ajuda com planos de previdência e aposentadoria.

Esses são fatores que podem parecer pequenos para a empresa, mas que produzem grande diferença no dia a dia dos colaboradores. Afinal, cada ausência de auxílio representa um gasto a mais de seus salários e uma possibilidade a menos de quitar possíveis contas.

A partir de uma conscientização macro da empresa, ela deve começar a incentivar a conscientização também do colaborador. Esse processo pode ser iniciado com palestras e treinamentos para identificação do estilo de vida financeiro de cada um e de quais os sonhos que querem realizar nos próximos anos.  

Passo 3. Entenda como oferecer a educação financeira aos colaboradores 

Após a conscientização da realidade financeira dos colaboradores, tanto da empresa, quanto deles próprios, o passo seguinte é o mais importante de um programa de bem-estar financeiro: oferecer educação financeira. 

A educação financeira, por definição, tem como propósito auxiliar as pessoas na administração do dinheiro de forma geral. Conhecimentos sobre poupança, investimentos, consumo consciente e prevenção a fraudes são parte de um projeto de educação financeira bem elaborado.

Para educar financeiramente os colaboradores, então, seguem duas dicas valiosas:

  • Ensine os colaboradores a usarem planilhas que os ajudem a controlar gastos e quitação de dívidas, preparar orçamentos pessoais, determinar o patrimônio líquido, estimar as necessidades de aposentadoria etc.

Realize dinâmicas em grupo e use a gamificação para ensinar conceitos financeiros e assuntos relacionados que sejam do interesse dos colaboradores.

Estas iniciativas, além de ensinar sobre processos financeiros essenciais, também aumentam o engajamento dos colaboradores de uma forma útil e produtiva.

No entanto, esses não são os únicos formatos que podem ser adotado para a educação financeira  na empresa. Algumas outras opções bem comuns e eficazes são:

  • Workshops;
  • Convenções;
  • Reuniões informais;
  • Dinâmicas;
  • Criação de cursos online (os quais poderão ser acompanhados dentro ou fora do horário de trabalho);
  • Elaboração de conteúdo em redes sociais;

Além disso, vale ressaltar que quanto mais ferramentas diferentes a empresa utilizar, mais chances ela tem de passar conteúdos realmente efetivos com seu plano. 

Sendo assim, testar diferentes abordagens até encontrar a ideal é uma boa ideia para assegurar o sucesso do projeto. 

Passo 4. Gere engajamento dos colaboradores com o projeto 

Com toda a certeza uma das etapas mais difíceis de criar um programa de bem-estar financeiro está em fazer com que os colaboradores topem a ideia e se identifiquem com ela. Afinal, a vida econômica individual costuma ser um assunto delicado, aos quais os funcionários podem ter dificuldade de abrir com os demais colegas. 

Por esse motivo é muito importante encontrar um método onde todos se sintam seguros para aprender a administrar suas finanças, sem preocupações externas. Para isso é essencial que a empresa assegure a confiabilidade de todas as palestras e dinâmicas, sem expor nenhum colaborador. 

Além disso, para que os funcionários vistam a camisa do projeto é muito importante que entendam o conceito do novo plano. Sendo assim, explicar o objetivo antes de iniciar as aulas ou palestras é bem bacana para contar com a colaboração dos demais profissionais da empresa. 

Passo 5. Sempre trabalhe visando a inclusão de todos os funcionários 

Como citamos no primeiro passo, os problemas financeiros de seus colaboradores podem ser advindos de diversos motivos diferentes. Nesse cenário, ao apresentar conteúdos sobre administração econômica é essencial que eles sejam abrangentes e correspondam a todas as realidades presentes dentro da sua empresa. 

Por exemplo, de nada adianta criar um programa de bem-estar financeiro que trate sobre investimentos caso os funcionários estejam devendo centenas de reais em seus cartões de crédito. 

Porém, apresentar apenas conteúdos relacionados ao pagamento de dívidas quando existem colaboradores que sofrem com compulsividade em compras também não será útil. 

Por esse motivo, elaborar temas que abranjam todas essas realidades é a melhor opção para ajudar o quadro de funcionários de maneira geral, criando resultados realmente efetivos a curto, médio e longo prazo. 

Passo extra: ofereça produtos financeiros

Disponibilizar produtos financeiros na empresa também é um passo interessante no desenvolvimento e na implementação de um programa de bem-estar financeiro.

Esse, podemos dizer que é um passo adicional. Isso porque, dependendo do tamanho da empresa, alguns produtos financeiros são mais ou menos viáveis de serem oferecidos.

Dois bons exemplos destes produtos são: serviços de monitoramento de crédito, seguro contra acidentes ou seguro contra doenças graves.

Caso a empresa ainda não possa oferecer tais produtos, firmar parcerias com fintechs e apresentá-las como soluções aos colaboradores também é uma ótima opção.

Processo contínuo

Após entendermos com detalhes o passo a passo de como criar um programa de bem-estar financeiro, é importante ressaltar que cada um dos passos devem ser processos contínuos na empresa. Tanto para os gestores, quanto para os colaboradores. 

A conscientização, a educação e a mudança modificam-se de acordo com o tempo e com as necessidades específicas de cada pessoa. 

Isso porque gastos emergenciais, alta ou baixa nos investimentos, negociação de dívidas e mudança de prioridades são fatores que influenciam diariamente na organização financeira. Entre diversos outros que podem ocorrer.

É importante também sempre deixar clara a relação entre saúde financeira e saúde física, para que o programa se desenvolva e seja realmente útil e transformador. 

A ideia é que um bom programa de bem-estar financeiro não seja apenas sobre dinheiro, mas também sobre a segurança e a tranquilidade dos colaboradores.

 

Agora que você já sabe tudo sobre como criar um programa de bem-estar financeiro, não será difícil implementar esse processo em sua empresa e a contar com os benefícios dele. Sendo assim, deixe aqui nos comentários a sua experiência e comece hoje mesmo a mudar a vida dos seus funcionários!