Primeiras despesas do ano: como se programar para os gastos extras?

primeiras despesas do ano

Todo mês de janeiro é cercado pela preocupação com as contas esporádicas a pagar. As primeiras despesas do ano são pontuais e, se não houver programação, um ou outro boleto pode ser esquecido.

Para que isso não aconteça e resulte em juros desnecessários, o ideal é se preparar para organizar todos os compromissos financeiros do início de 2021.

Dependendo da sua realidade, a lista das primeiras despesas do ano pode ser grande. Entre os gastos mais comuns estão o pagamento de impostos como IPVA e IPTU, seguro do carro, matrícula dos filhos na escola ou universidade e material didático.

Além disso, as compras para o Natal e Réveillon podem comprometer ainda mais o orçamento das famílias brasileiras.

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre os principais gastos no início do ano, como se programar e dicas para começar o novo ciclo com a saúde financeira em dia. Você saber:

  • Quais são as primeiras despesas do ano?;
  • Dicas para controlar as primeiras despesas do ano.

Siga em frente e boa leitura! 

Quais são as primeiras despesas do ano?

Os gastos de cada família são diferentes, por isso, é importante ficar atento às particularidades da sua realidade. Entretanto, alguns custos são os mesmos para muitos brasileiros. Abaixo, listamos alguns principais.

IPTU

Umas das primeiras despesas do ano é um imposto anual, cobrado de todos os cidadãos que possuem um imóvel próprio na área urbana do país, esteja ele quitado ou financiado. 

O chamado Imposto Predial e Territorial Urbana (IPTU) é de responsabilidade da administração municipal. Desta forma, as prefeituras é que determinam seu valor final. 

Porém, existe um cálculo base para se chegar à quantia referente a cada imóvel, que é realizado da seguinte maneira:

  • A base é o valor de venda do imóvel, ou seja, o quanto valerá se for colocado à venda no momento do cálculo. Esse valor é mutável e vários fatores podem interferir como localização, tipo de propriedade, condição e até a idade do imóvel.
  • Em cima deste número, incide uma taxa que determinará o total do imposto de cada unidade. Esta porcentagem é definida pela prefeitura, por isso, há distinção entre os municípios.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, a taxa varia entre 0,7% e 1,5%, de acordo com o valor de venda do imóvel. Uma propriedade avaliada em R$400.000 tem taxa de 1%, sendo assim, o IPTU cobrado será de R$4.000.

  • Valor de venda do imóvel (400.000) x a taxa (0,01) = R$4.000

A taxa de IPTU é anual, porém, normalmente, as prefeituras permitem um parcelamento que pode chegar até dez meses.

IPVA

Assim como o IPTU, o IPVA é outra taxa que incide sobre indivíduos que possuem uma propriedade, neste caso, um veículo e é uma das primeiras despesas do ano. 

O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é de responsabilidade do estado em que o veículo foi registrado.

Ele também incide sobre o valor de venda do automóvel, que é definido pela administração estadual. Sendo assim, haverá diferenciação de valor na cobrança em cada região do país.

Outros critérios, como a categoria do veículo, também impactam no valor final do IPVA e o valor pode ser verificado no site do Detran no seu estado. Em São Paulo, basta clicar neste link, acessar IPVA e consultar débitos.

Abaixo, veja um exemplo de cálculo simples para entender como funciona a cobrança do IPVA. Se o valor do seu veículo na Tabela FIPE for R$40.000 e ele for movido apenas à gasolina, a porcentagem do imposto será de 4% do total.

  • Valor de venda do carro (40.000) x a taxa (0,04) = R$1.600

Sendo assim, quanto mais cara for a avaliação do automóvel, maior será o valor do IPVA. O imposto pode ser pago em até três parcelas (de janeiro a março) ou à vista. Além disso, a data de vencimento varia de acordo com o número final da placa do veículo.

É possível conferir qual é a data do seu carro no site da Secretaria da Fazenda de seu Estado. Esta é a lista de São Paulo.

Vale a pena parcelar o IPTU e o IPVA?

Tanto o IPVA quanto o IPTU podem ser parcelados, porém, há uma porcentagem de desconto para quem realiza o pagamento à vista. Este abatimento no valor varia de acordo com a cidade ou o estado responsável pelo imposto.

Antes de optar pelo pagamento em parcela única, é necessário entender se o desconto realmente vale a pena. Para isso, calcule se a rentabilidade do desconto é maior do que poderia ter se deixasse o dinheiro investido, por exemplo.

Para entender melhor, vamos a um exemplo simples de parcela única no IPVA:

Se você morar na cidade de São Paulo e seu imposto for R$1.000, o desconto será de 3% do valor total, ou seja:

  • Imposto (1.000) x Desconto (0,03) = R$30.

Desta forma, caso você pague à vista, o valor do seu IPVA será R$970. Para saber se é vantajoso, a questão é: entre fevereiro e março (meses em que pagaria a segunda e terceira parcela), é possível arranjar algum investimento de baixo risco, que pague 3% neste período?

Se analisarmos os tipos de investimentos mais seguros, como a poupança, a resposta provavelmente será não. O Tesouro Selic, um dos mais seguros, paga 2% ao ano, por exemplo, bem menos que 3% de desconto em dois meses.

Diante desta análise, a resposta é de que sim, vale a pena pagar à vista se você tiver o valor total. Entretanto, se não possuir a quantia necessária, não vale a pena pegar um empréstimo, pois, certamente os juros serão muito maiores que o desconto.

Na parcela única do IPTU, o raciocínio deve ser o mesmo: em todos os meses que poderia parcelar o imposto (dez na cidade de São Paulo), a rentabilidade seria maior em algum investimento se pagasse à vista?

Utilizando novamente o Tesouro Selic como exemplo, ao ano, o valor irá render 2%, desta forma, o desconto de 3% ainda é superior e o pagamento em parcela única continua valendo a pena.

Seguros

Normalmente, a renovação da contratação dos seguros (sejam eles de vida, do automóvel, dos celulares, da residência, etc.) acontecem no início do ano. Fique atento se é o seu caso e planeje-se para contar com o dinheiro necessário para arcar com essa despesa.

Matrículas e material didático

Uma das primeiras despesas do ano que tira o sono de pais e estudantes em geral é a rematrícula nas escolas e universidades. Além disso, ainda tem a compra do material escolar e didático.

O valor da matrícula, geralmente, é adicionado já a tradicional parcela do mês e quase não há negociação de desconto, por isso, é essencial já ter essa quantia separada para esta despesa.

Entretanto, quando falamos do material escolar, é possível sim fazer uma boa economia na compra dos itens. Algumas dicas para encontrar produtos com melhor preço são:

  • Pesquisar em várias lojas diferentes, pois costuma haver diferenciação entre as concorrentes;
  • Reunir-se com outros pais para comprar em maior quantidade e conseguir descontos;
  • Comprar materiais que sempre constam na lista com antecedência, evitando o aumento de preço habitual quando há maior procura pelos itens;
  • Verifique a possibilidade de aproveitar materiais dos anos anteriores ou fazer troca com outros pais;

Além disso, preste atenção na lista de material preparada pela escola do seu filho. Segundo a Lei 12.886/2013, a cobrança de produtos de uso coletivo como higiene e limpeza ou ainda de taxas para suprir despesas com água, luz, telefone, impressão e cópias é proibida.

A instituição também não pode exigir que o material seja comprado no próprio estabelecimento ou determinar marcas e locais de compra, com exceção das apostilas.

Dicas para controlar as primeiras despesas do ano

Algumas atitudes podem comprometer o seu orçamento e fazer com que o início do ano seja um verdadeiro pesadelo do ponto de vista financeiro. 

Por isso, fique atento às dicas abaixo sobre como controlar as primeiras despesas do ano e começar o novo ciclo com a saúde financeira em dia.

Planeje-se

Como falamos anteriormente, gastos esporádicos podem cair no esquecimento, então, dedique um tempo para planejar as finanças do primeiro trimestre ou semestre do ano. Elenque todas as despesas fixas em uma tabela e acrescente estes custos extras.

Veja o quanto irá precisar para pagar todas as contas e, se for preciso, utilize parte do 13º salário recebido no fim do ano para quitar as primeiras despesas do ano e não iniciar 2021 no vermelho.

Avalia as opções de pagamento (à vista ou parcelado) 

Muitas pessoas acabam desequilibrando o orçamento ao pagar as primeiras despesas do ano. Isso porque não sabem se parcelam as dívidas ou se pagam à vista. É claro que quitar tudo à vista alivia o seu orçamento nos próximos meses. 

Contudo, isso não quer dizer que você deve pedir empréstimos, tirar o dinheiro dos seus rendimentos e de aplicação para quitar tudo na hora. O segredo é adaptar tudo à sua realidade e avaliar os juros de cada conta. 

Se o pagamento à vista tiver um desconto considerável opte por ele. Porém, se você irá parcelar alguma dívida, priorize parcelar aquelas que tem um juros menor nessa opção de pagamento.

Controle os gastos no cartão de crédito

O uso do cartão de crédito em excesso pode ser um verdadeiro vilão. Sendo assim, determine um valor máximo que pode gastar e anote tudo que for comprando para ter controle e saber quando atingir o valor. 

Se for o caso, dê umas férias para o seu cartão de crédito e opte por pagar tudo no débito para não impactar diretamente na quitação das primeiras despesas do ano. 

Poupe para as primeiras despesas do ano seguinte

Se em 2021 você passará por algum aperto para conseguir quitar todas as parcelas do início do ano, planeje-se durante todos os meses para que isso não ocorra em 2022. Uma vez que, as primeiras despesas do ano sempre teremos (IPVA, IPTU e etc.). 

Desta forma, uma dica importante é poupar durante todo o ano para não sofrer com as primeiras despesas do ano. Some tudo que irá gastar em 2021 e veja o quanto precisa poupar por mês para juntar a quantia.

Se a somatória de todas as contas é R$7.000, significa que nos 12 meses de 2021, você precisará poupar R$584 ao mês. Conseguir juntar esse valor ao longo do ano significa que você terá até mesmo a quantia para pagar tudo à vista, podendo fugir dos parcelamentos.

Este artigo do nosso blog fala mais sobre como economizar dinheiro no dia a dia.

Ajude seus colaboradores com o Xerpay

Você como empresa também pode ajudar seus colaboradores ao longo do ano adotando o Xerpay na sua empresa. 

A plataforma financeira da Xerpa oferece o serviço de pagamento sob demanda. Nele, os funcionários têm a possibilidade de antecipar parte do salário e do décimo terceiro, quando disponível, quando quiser. 

Isto é, os funcionários podem sacar parte de seus salários a qualquer hora, conforme os dias trabalhados. 

Com isso você aumenta a autonomia dos colaboradores em relação a gestão do próprio salário e até contribui para que o estresse financeiro e a falta de dinheiro sejam reduzidos. Ajudando assim seus profissionais no pagamento das primeiras despesas do início do ano. 

Se você não conhece o Xerpay, planeje a implementação dele em 2021 e mude a rotina de pagamentos da sua empresa, aumentando inclusive a produtividade, fidelidade e gratidão dos seus colaboradores. Saiba mais clicando aqui

Como pudemos perceber, para não passar dificuldade financeira com as primeiras despesas do ano, a palavra é: organização. Por isso, busque ter controle sobre todos os seus gastos e adapte sua realidade ao seu estilo de vida.

 

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