Para saber se a previdência privada vale a pena, é importante conhecer tudo a respeito dessa modalidade de investimento e alinhá-la aos seus objetivos em longo prazo. Para tanto, entende quais são as taxas praticadas, o perfil de investidor e quais são os prós e contras de depositar a sua renda nesse modelo de negócio para quem se preocupa com a estabilidade financeira em seu futuro

Quando falamos em investimentos para o futuro, poucos brasileiros sabem na ponta da língua qual é a melhor opção — especialmente, porque toda modalidade tem seus prós e contras. E, aí, convém analisar em decorrência do perfil de cada pessoa.

E, uma das modalidades de investimento mais populares do país também pode levantar uma série de questões. Afinal de contas, a previdência privada vale a pena?

Neste post, vamos esmiuçar o assunto, e deixá-lo inteirinho à sua disposição para descobrir se esse tipo de investimento está bem alinhado aos seus objetivos em longo prazo. Confira, e descubra conosco se a previdência privada vale a pena!

O que é a previdência privada?

Embora seja uma modalidade popular de investimento, a previdência privada pode ser considerada uma forma de seguro para os seus usuários.

Afinal, esse tipo de fundo é gerido de uma maneira na qual você seleciona o plano mais adequado para você e investe com a frequência e os valores mais adaptáveis à sua realidade, necessidades e objetivos.

Antes de sabermos se a previdência privada vale a pena, portanto, convém saber que se trata de um produto seguro — foi regulamentado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Sua criação ocorreu no ano de 1977 por meio da Lei nº 6.435.

Originalmente, a ideia era transformá-la em um complemento de seguro para a previdência social — a mesma que, hoje em dia, margeia uma das principais crises e motivos de embates no Congresso — e auxiliar financeiramente quem não contribui com o INSS (o Instituto Nacional de Seguro Social).

Acontece que nem todo brasileiro convive harmoniosamente com as finanças. Seja em decorrência de crises do país, a taxa de desemprego ou mesmo pela ausência de um planejamento financeiro, a renda nem sempre é maior do que os gastos.

E, como se sabe, isso inviabiliza o uso consciente dos recursos a fim de economizar periodicamente. 

Para se ter uma ideia da dificuldade de muitas pessoas em investir no seu futuro dessa maneira, é só olhar o quanto o setor acumulou ao longo do terceiro trimestre de 2017 — de acordo com o PREVIC:

  • R$ 837 milhões gerenciados;
  • R$ 788 bilhões;
  • em um total de 1.105 planos.

Longe de ser a modalidade de investimento mais popular do país, mas com ativos elevados, a previdência privada vale a pena, sim, se você tiver objetivos claros que possam se alinhar à flexibilidade dos seus planos.

Como funciona a previdência privada?

O primeiro aspecto a ser considerado é o tipo de plano que você vai adquirir. E, na previdência privada, isso se resume em:

  • acumulação, que são as aplicações de acordo com as regras da seguradora, e de acordo com o principal objetivo de aumentar o capital;
  • resgate, que tem um período pré-definido e assinado em contrato para resgatar o valor integralmente.

Para planos de longo prazo, portanto, a previdência privada vale a pena mais, desde que você considere a primeira alternativa. Mas, em comum, ambas as propostas são mantidas com aportes regulares feitos pelo investidor. Assim, os rendimentos não param de crescer.

Vale entender que essa movimentação financeira tem destinações específicas que contribuem para a sua elevação contínua. Por exemplo, dependendo da instituição que você investe, a aplicação do dinheiro pode ir em até 70% para o varejo e em até 100% para outros investidores. 

Isso acontece por meio da resolução 4.444, de 2015, que permite tal liberdade a esse tipo de fundo ser aplicado em outros setores e, assim, manter os rendimentos em movimentação.

Quais são os tipos de planos?

Para entender também se a previdência privada vale a pena, você precisa compreender o que cada um dos seus produtos tem a oferecer. 

Comecemos pelas suas divisões, que podem ser oriundas de planos abertos e fechados. Os planos abertos são, por consequência, acessíveis por pessoas físicas e jurídicas. Já o plano fechado, somente aberto a grupos específicos.

Detalhe interessante: muitas empresas oferecem, como benefício corporativo, a aplicação conjunta em planos de previdência. São os planos abertos, que elas têm acesso.

 

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)?

Ambas as siglas referem-se a duas modalidades distintas de planos de previdência. Vamos entendê-las:

  • PGBL (ou Plano Gerador de Benefício Livre) é a modalidade que permite o abatimento da base de cálculo do Imposto de Renda em até 12% da sua renda bruta — havendo, portanto, a incidência do IR em algum momento;
  • VGBL (ou Vida Gerador Benefício Livre) é a modalidade que não permite o mesmo abatimento (o IR só vai incidir sobre os rendimentos.

Importante conversar com o corretor de valores ou, ainda, com o gerente do seu banco para identificar a melhor alternativa para os seus objetivos.

 

Tabelas regressivas e progressivas?

Além das siglas acima, você deve se atentar ao tipo de tabela que o seu plano faz uso. Assim, fica mais fácil entender se a previdência privada vale a pena para adaptar-se ao seu perfil de investidor. 

Temos, então, a tabela regressiva, ideal para os investidores de longo prazo, pois a alíquota cobrada vai ser menor de acordo com o tempo que você vai manter o seu dinheiro investido. E também a progressiva, cujo valor de IR a ser recolhido é dimensionalmente igual ao praticado pela tabela salarial.

Caso não se lembre, usamos a seguinte base para isso:

  • valores de até R$ 1.903,98 são isentos;
  • valores entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65, alíquota de 7,5%;
  • valores entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05, alíquota de 15%
  • valores entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68, alíquota de 22,5%
  • valores acima de R$ 4.664,68, alíquota de 27,5%.

E isso nos leva ao último ponto a ser observado, para certificar-se se a previdência privada vale a pena!

 

Taxas e cobranças?

Vamos observar que, como qualquer outro tipo de produto ou serviço financeiro, a previdência privada vai movimentar o seu dinheiro de acordo com o que está previsto em contrato. E isso normalmente se associa aos seguintes custos:

  • taxa de administração, que é o percentual incidido sobre o patrimônio do fundo;
  • taxa de carregamento, que é praticada a cada aplicação para cobrir os custos de quem administra o seu plano;
  • taxa de saída, que coincide com um percentual de cada saque realizado.

Essas taxas variam de cada instituição. Por isso, avalie com calma antes de assinar a primeira oferta.

Quais são as vantagens e desvantagens dos planos da previdência privada?

Para finalizarmos e ajudar você a entender se, de fato, a previdência privada vale a pena, fique com as nossas considerações positivas e de melhoria a respeito desse tipo de investimento!

 

Vantagens

Não existem as populares “come-cotas”, que são recolhimentos semestrais, efetuados pela Receita Federal para antecipar o Imposto de Renda. Em geral, elas ocorrem no último dia útil dos meses de maio e novembro — mas inexistem na previdência privada.

 

Portabilidade

Em vez de aceitar o seu destino e amargar resultados ruins seguidamente, a previdência privada vale a pena por facilitar a sua mudança de plano. E isso é uma grande vantagem para rentabilizar os seus investimentos.

 

Sucessão patrimonial

Muitas aplicações não permitem que um beneficiário seja escolhido, caso o titular venha a óbito. Aqui, além de ter essa possibilidade, o investidor pode repassá-la sem a necessidade dos custos e burocráticos inventários (além do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação — ITCMD).

 

Desvantagens

Por sua vez, é importante ver que a previdência vale a pena apenas com base nos itens acima, porque algumas questões tendem a espantar novos investidores, como:

  • a rentabilidade é menos atrativa em decorrência dos custos que o investidor enfrenta periodicamente;
  • a liquidez da previdência privada costuma ser atrativa, apenas, se o resgate tende a ser superior a dez anos;
  • sem garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — se a instituição financeira falir, por exemplo, você perde também todo o dinheiro investido. É um risco baixo, é verdade. Mesmo assim…

Com isso, a previdência privada vale a pena se você considera algumas questões específicas, como os planos fechados oferecidos pelas empresas. Ou, ainda, em casos de sucessão patrimonial.

Do contrário, você pode encontrar outras modalidades de investimento com menos custos e mais rentabilidade.

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