Fazer portabilidade de crédito vale a pena?

portabilidade de crédito

Existem muitos motivos que podem encorajar uma pessoa a solicitar a portabilidade de crédito.

A questão é: vale a pena solicitá-la e levar a sua dívida, feita com uma instituição financeira, para outra?

No geral, pode ser uma boa maneira de trocar o atual endividamento — que tenha multas e juros elevadíssimos, por exemplo — por um débito com taxas mais atrativas. E isso pode se converter em menos gastos para você, em longo prazo.

O planejamento é mais do que fundamental para considerar o impacto positivo que a portabilidade de crédito pode trazer para a sua rotina. Por isso, neste post vamos falar sobre tudo o que você precisa saber a respeito do assunto. Confira, logo a seguir!

O que é a portabilidade de crédito?

De maneira resumida, a portabilidade de crédito é a flexibilidade que as pessoas encontraram para levar as condições do seu empréstimo realizado com uma instituição, para outra empresa.

Uma simples transferência de credores, portanto, mas que pode trazer benefícios se o novo local tiver condições melhores de pagamento. 

Inclusive, a portabilidade de crédito é um direito do consumidor. Por mais que a atual instituição com a qual você tem um débito tente convencer do contrário, você pode solicitar a mudança a qualquer momento. Não à toa, muitos brasileiros se endividam e veem essa pendência aumentar gradativamente porque não têm essa informação bem esclarecida.

Trocar uma dívida por outra, só que mais barata, é uma boa maneira de planejar-se financeiramente. Afinal, você pode obter um novo negócio com taxas de juros menores ou mesmo com melhores condições de pagamento do atual empréstimo.

Quando foi criada?

A portabilidade de crédito foi criada em 2013 e é de autoria do Banco Central. A ideia básica era fazer com que as instituições financeiras tivessem mais competitividade, no mercado, o que também se converte em propostas vantajosas para o consumidor.

Como funciona a portabilidade de crédito?

Quem tiver interesse nesse serviço deve entrar em contato com a instituição financeira com a qual possui a dívida em aberto e solicitar o extrato do saldo ainda pendente. O prazo para o cálculo desse valor é de um dia útil — caso não seja respeitado, você pode reclamar junto à Ouvidoria da instituição ou do 

É importante que conste nesse documento alguns dados:

  • o número do contrato;
  • a quantia devedora atualizada;
  • o demonstrativo do saldo devedor em sua evolução;
  • a modalidade de crédito concedida;
  • a atual taxa de juros anual — tanto a nominal quanto a efetiva;
  • o valor de cada parcela do crédito;
  • o prazo total do acordo e também o remanescente.

Em seguida, você leva essas informações para o local onde pretende solicitar a portabilidade de crédito de acordo com os seus interesses. Caso ocorra a aprovação do crédito, o pagamento da dívida é realizado pela nova instituição e assume as condições do novo empréstimo.

Quando é permitido solicitar a portabilidade de crédito?

Pessoas físicas podem solicitar a portabilidade de crédito de acordo com algumas linhas de crédito específicas, como:

  • cheque especial;
  • cartão de crédito;
  • crédito imobiliário;
  • crédito pessoal;
  • crédito consignado;
  • financiamento de veículo.

Inclusive, o cheque especial tem uma das taxas mais elevadas do mercado financeiro. Para saber mais a respeito disso e aprender como evitá-lo, veja o nosso post completo sobre o assunto!

Bom destacar, também, que a portabilidade de crédito só pode ser exigida pelo consumidor se ao menos uma parcela do contrato tenha sido quitada. A média varia entre instituições financeiras, mas gira em torno de 15% e 20% do total de parcelas do contrato firmado.

Outro ponto de atenção: geralmente, transferência da dívida é gratuita — com exceções a algumas linhas de crédito, como a imobiliária —, mas é sempre importante verificar se existe a cobrança de tarifas, como o cadastro do novo empréstimo. Tenha tudo devidamente esclarecido para não ter surpresas desagradáveis.

Quais são as vantagens em realizar a portabilidade de crédito?

A maior vantagem já foi esclarecida: com a portabilidade de crédito, você pode substituir os juros elevados por um empréstimo que tenha taxas mais atrativas — reduzindo, assim, o valor final do crédito solicitado.

Mas, justamente por ser um direito do consumidor, o serviço pode ser requisitado por outros motivos. Digamos, por exemplo, que o atendimento da atual instituição seja rude ou mesmo difícil de lidar.

Existem, contudo, mais benefícios nessa prática. E um deles é a facilidade com a qual você pode transferir a dívida para outro banco, por exemplo, sem ter que abrir uma conta bancária na nova instituição. Algo que agrega ainda mais flexibilidade para o consumidor.

Quando não vale a pena solicitar a portabilidade?

Embora seja um processo relativamente rápido simples e (em torno de 20 dias úteis) para ser concluído, nem sempre a portabilidade é recomendada ao consumidor. Algumas situações em que isso ocorre:

  • quando o contrato está próximo do fim. Às vezes, a própria negociação da dívida com a atual instituição pode ser mais em conta;
  • quando as taxas praticadas entre as instituições são, basicamente, as mesmas, não influenciando na mudança de valores com a transferência da dívida.

Por isso, basta ficar de olho nas condições que cada estabelecimento oferece para garantir que a portabilidade de crédito vai ser uma solução verdadeiramente atrativa para você.

Como se organizar financeiramente?

Então, você encontrou uma instituição cujas condições de pagamento são mais atrativas e solicitou a portabilidade de crédito. Ótima notícia!

No entanto, é necessário elaborar ou ajustar o seu planejamento financeiro para garantir que você não enfrente um novo período de inadimplências e acúmulo de dívidas com base em seu novo contrato.

É aí que entram as dicas que vamos listar a seguir, garantindo que você abandone a situação financeira caótica e abrace uma rotina mais controlada e segura economicamente.

Calcule o valor total de suas contas

Sente-se com as contas do dia a dia e extratos bancários dos últimos meses. Calcule quanto você gasta mensalmente, em média, e saiba antecipadamente quais são as suas despesas fixas (como condomínio/aluguel, água e luz etc.) e as variáveis (como transporte/combustível e lazer, entre outras).

Aqui, é importante selecionar também qualquer parcelamento ou dívida em aberto que você tenha. Inclua-as nas despesas para que você discipline-se a honrar o pagamento delas à risca.

Em seguida, analise a sua renda mensal. Os gastos são compatíveis com os ganhos? Em caso negativo, é hora de entender onde o consumo pode — e deve — ser controlado para que você não termine mais nem um mês no vermelho.

É um trabalho mais burocrático e lento, mas de grande relevância para garantir um alívio nas contas.

Negocie as dívidas

Já sugerimos essa dica, anteriormente, mas vale reforçá-la para outras situações também. Caso você tenha outras dívidas, experimente renegociá-las. Isso pode agregar condições vantajosas, como extensão de prazo ou mesmo uma taxa mais agradável de acordo com a sua realidade financeira.

Na pior das hipóteses, a instituição vai recusar o seu pedido. Na melhor delas, a solicitação é aceita. Em geral, o meio-termo abre uma negociação na qual você deve saber, antecipadamente, o quanto pode e pretende gastar para evitar o acúmulo de dívidas.

Estabeleça metas financeiras

Outra dica importante, que serve tanto para arrumar as contas quanto para mantê-las em ordem, é a criação de metas financeiras. Digamos, por exemplo, que você queira comprar um automóvel.

Coloque o preço como a sua meta, monte um orçamento no qual você consegue poupar um dinheirinho (e também cortar despesas desnecessárias) mensalmente. Isso permite que você tenha um prazo em vista.

Lembre-se que pode ser um objetivo de curto, médio e longo prazo. O importante é construir disciplina financeira com essa decisão para segui-la à risca e garantir que siga-a com as contas em dia. Além, é claro, de gerar mais motivação para poupar, evitar novos empréstimos custosos e chegar à necessidade de solicitar uma portabilidade de crédito.

Então, vale a pena fazer a portabilidade de crédito?

No geral, acreditamos que a portabilidade de crédito é uma alternativa atraente para o consumidor. Desde que faça sentido optar por essa alternativa.

Como discutimos, é fundamental que seja identificado um motivo para isso, como o valor final menor do que o calculado com o atual contrato. O atendimento insatisfatório da instituição também pode ser o estímulo que você necessita, uma vez que o bom relacionamento entre ambos é muito importante.

No entanto, tome o tempo necessário para que a sua decisão seja a mais assertiva possível. Pesquise bastante, faça comparações de preços e de empresas que fazem a portabilidade de crédito e sempre tenha em mente quais são os limites financeiros que a sua atual condição permite.

 

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