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Política de benefícios: descubra tudo sobre o assunto!
Benefícios

Política de benefícios: descubra tudo sobre o assunto!

Nos dias de hoje, oferecer bons benefícios corporativos já não é mais um diferencial, mas um imperativo para empresas que desejam atrair os melhores colaboradores do mercado, motivar sua equipe e reter talentos.

No entanto, a escolha dos benefícios a serem oferecidos não deve ser feita de maneira aleatória ou ao gosto dos gestores. É preciso fazer uma pesquisa minuciosa, levando em conta não apenas o orçamento disponível, mas as demandas dos colaboradores atuais e aqueles que você deseja atrair.

Além disso, desenvolver uma política de benefícios eficiente exige organização nas fases de planejamento e implementação para que traga os resultados esperados.

Neste post, falaremos mais detalhadamente sobre o assunto, mostrando o que é a política de benefícios, quais são os benefícios que devem ser ofertados e como o RH deve traçar essa estratégia na empresa. Continue acompanhando para saber mais:

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O que é política de benefícios?

Chamamos de política de benefícios o conjunto de diretrizes que orientam a concessão dos benefícios corporativos ofertados pela empresa aos seus colaboradores. A política de benefícios é desenvolvida, em geral, pelo time de Recursos Humanos. Este processo contempla desde as etapas de planejamento até a implementação, passando pela documentação e acompanhamento dos resultados.

As políticas de benefícios variam de acordo com o perfil da empresa e dos colaboradores. Os benefícios podem ter caráter flexível. Nele, o próprio funcionário escolhe aqueles que deseja de acordo com a oferta da empresa. Outras organizações escolhem por uma política de benefícios fixa, em que todos têm acesso aos mesmo benefícios.

 

Quais benefícios a empresa deve oferecer?

Quando falamos em benefícios corporativos, é preciso ressaltar que existem aqueles que são obrigatórios de acordo com as leis trabalhistas. Mas, também existem os opcionais — que são oferecidos pela maioria das empresas.

De acordo com uma pesquisa realizada com mais de 400 empresas brasileiras, os principais benefícios oferecidos aos colaboradores são:

  • plano médico;
  • plano odontológico;
  • vale-refeição;
  • vale-alimentação;
  • seguro de vida;
  • participação nos lucros;
  • bonificações;
  • estacionamento;
  • previdência privada;
  • reembolso ou vale-combustível;
  • cesta básica.

Dentre os benefícios obrigatórios, estão:

 

Vale-transporte

O vale-transporte é um benefício obrigatório previsto na lei Lei 7.418/85. No entanto, existem exceções para o pagamento: caso o endereço de residência do funcionário seja a menos de um quilômetro de distância do local de trabalho, a concessão do vale é opcional.

Ademais, de acordo com a lei, a empresa pode descontar até 6% do salário do colaborador referente ao vale-transporte, desde que o valor final não ultrapasse o valor do benefício concedido.

 

Refeição

De acordo com a NR 24, empresas com mais de 300 funcionários são obrigadas por lei a oferecer alimentação aos colaboradores. As refeições devem ser feitas em um refeitório reservado exclusivamente para este fim nas dependências da empresa.

 

FGTS

O pagamento do FGTS também é um benefício obrigatório. Mensalmente, a empresa realiza um depósito de um valor referente a 8% do salário do colaborador em uma conta vinculada.

As organizações que não realizarem o depósito do Fundo de Garantia estão sujeitas a penalidades legais, multas e ações trabalhistas.

O FGTS pode ser sacado pelo trabalhador em algumas condições específicas. Por exemplo: demissão sem justa causa ou a aquisição de imóveis.

 

Férias remuneradas

As férias remuneradas também são um direito previsto na CLT. De acordo com a lei, o trabalhador tem direito a 30 dias de férias remuneradas por ano.

O benefício é pago de forma antecipada, antes de o colaborador sair de férias. O valor do benefício é referente ao total do salário do colaborador somado a mais ⅓ de adicional de férias.

 

Décimo terceiro salário

O décimo terceiro salário é um benefício obrigatório previsto pela Lei 4.090 de 13/07/1962. O benefício é pago no fim do ano aos colaboradores, e seu valor é referente ao salário proporcional (ou seja, 1/12 de cada mês trabalhado no ano).

Também conhecido como “gratificação natalina”, o benefício pode ser pago em uma ou duas parcelas, a critério do empregador.

 

Quais são os benefícios mais cobiçados?

De acordo com pesquisas, nas empresas brasileiras, os planos de assistência médica e a participação nos lucros são os benefícios mais valorizados pelos colaboradores. Já para os americanos, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é uma prioridade e, dentre os benefícios mais bem-vistos, estão os horários flexíveis e a possibilidade de trabalho remoto.

Para a geração millenial, independentemente da nacionalidade, um bom plano de benefícios é tão importante quanto um bom salário — ou mais! E isso não pode ser ignorado pelas empresas, afinal, essa é a geração que vem dominando o mercado de trabalho.

Os colaboradores da geração Y buscam diferenciais que tornem sua rotina de trabalho mais confortável. Portanto, vale a pena investir em benefícios como: lanches gratuitos na empresa, espaços de lazer e relaxamento, happy hour e comemorações no ambiente de trabalho.

A praticidade no dia a dia também é uma prioridade. Portanto, vale a pena investir em convênios com academias de ginástica, flexibilidade de horários e possibilidade de home office.

Serviços de cuidados e bem-estar, como acupuntura, massoterapia, barbeiro e manicure na própria empresa também são muito bem-vistos pelos funcionários.

Finalmente, o investimento em desenvolvimento acadêmico e profissional também pode fazer parte do plano de benefícios. Para fazer isso, a empresa pode realizar de financiamentos de convênios com universidades e bolsas de estudo para os colaboradores.

 

Como desenvolver a política de benefícios?

Como dissemos na introdução, a elaboração de uma política de benefícios eficiente exige bastante pesquisa, planejamento e organização. Essa é uma função do time de Recursos Humanos, mas que também envolve líderes e outros times, como os setores financeiro e contábil.

A seguir, mostramos os passos que o gestor de RH deve considerar ao desenvolver a política de benefícios da empresa:

 

Considere o perfil da empresa

Antes de mais nada, é essencial refletir sobre o caráter da organização. Para isso, o gestor deve levar em consideração a cultura e a política organizacionais, além do perfil dos colaboradores.

Pense na empresa como um todo, considerando seus objetivos para o futuro e como quer ser percebida pelos colaboradores e pelo mercado.

Tudo isso terá influência direta na política de benefícios. Empresas que desejam passar uma imagem mais moderna e inovadora, por exemplo, costumam apostar em uma política de benefícios que reflita esse perfil.

 

Faça uma pesquisa com o time

O segundo passo para a construção das diretrizes para a concessão de benefícios corporativos é considerar os desejos e as necessidades dos colaboradores.

Para isso, o ideal é realizar uma pesquisa com o time atual, avaliando o seu nível de satisfação com os benefícios atuais, além de oferecer novas possibilidades e abrir um espaço para sugestões. Isso fará com que o RH tenha uma visão mais realista sobre a demanda dos funcionários e elabore uma política de benefícios alinhada ao perfil do time.

 

Descubra o que a “concorrência” oferece

Como já foi dito, nos dias atuais, um bom plano de benefícios é essencial para atrair os melhores talentos do mercado. E, diante da demanda constante do mercado por profissionais qualificados, é bom ficar de olho no que as empresas que concorrem pelo mesmo perfil de colaboradores estão oferecendo.

Portanto, o RH deve fazer uma pesquisa sobre a política de benefícios de outras empresas da mesma área e descobrir quais são seus diferenciais. Outra boa dica é inspirar-se nas grandes empresas que oferecem benefícios diferenciados aos seus colaboradores, como é o caso do Facebook e da Google, por exemplo.

 

Estude a viabilidade financeira

Após realizar o levantamento dos benefícios que podem ser oferecidos, é preciso analisar a viabilidade sob o ponto de vista financeiro. Tudo deve estar adequado ao orçamento disponível para os benefícios de forma realista, para não acarretar em prejuízos. Nesse momento, o setor financeiro deve atuar junto ao RH.

Dependendo do tipo de benefício ofertado, outros aspectos também devem ser considerados sob o ponto de vista da viabilidade. No caso de trabalho remoto, por exemplo, é preciso considerar a questão do ponto; áreas de lazer dentro da empresa necessitam de adaptações no espaço físico etc.

 

Decida como eles serão oferecidos

A forma como os benefícios serão oferecidos também deve ser analisada durante a elaboração da política de benefícios. Algumas empresas optam por conceder benefícios como vale-transporte, vale-alimentação, vale-refeição ou combustível por meio de cartões. Outras, por sua vez, concedem os benefícios em dinheiro, pagos como um acréscimo no salário

Alguns benefícios também podem ser pagos apenas parcialmente pela empresa. Esse é o caso de convênios médicos, odontológicos ou de academias de ginástica, por exemplo. Nessas situações, o colaborador arca com uma parte do valor do benefício, que é descontado na folha de pagamento.

 

Cuide dos aspectos burocráticos

Grande parte das rotinas do RH ainda exigem cuidados com aspectos burocráticos, como é o caso da política de benefícios. São muito os detalhes que devem ser considerados, como aspectos legais e contábeis.

Questões como desconto em folha, aquisição e recarga de cartões para benefícios, contratos de convênios e parcerias com outras empresas etc. devem ser feitos com atenção, evitando erros e prejuízos financeiros.

 

Finalmente, após todo o planejamento, o último passo é divulgar as diretrizes da política de benefícios para os colaboradores da empresa. Isso deve ser feito de forma clara e objetiva, para que não exista margem para interpretações equivocadas.

Uma política de benefícios eficiente traz inúmeras vantagens para todos os envolvidos: os colaboradores se sentem mais motivados e valorizados, enquanto a empresa ganha em produtividade e competitividade no mercado.

 

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