organograma vertical

Organograma vertical: descubra o que é e como implementá-lo

Representar graficamente as funções e as posições hierárquicas de cada um se tornou essencial no plano organizacional das empresas. Isso porque uma organização bem estruturada aumenta as chances de alcançar bons resultados.

E empresas de sucesso sempre tem por trás do seu planejamento algum tipo de organograma, cujo objetivo é oferecer maior clareza ao fluxo de trabalho. Um dos modelos mais utilizados é o chamado organograma vertical.

No organograma vertical há uma representação de todas as posições hierárquicas da empresa. Ou seja, cada cargo é representado graficamente de cima para baixo na tabela, conforme a posição na empresa, criando assim uma estrutura organizacional mais eficaz.

Com isso, por meio do organograma vertical, toda a empresa consegue visualizar melhor sua hierarquia. Deixando claro para todos os colaboradores sobre qual sua posição no time e a quem se reportar diariamente.

Neste artigo vamos falar sobre as vantagens e desvantagens de implementar um organograma vertical na sua empresa. Começando pela definição do que é organograma. Confira!

 

O que é organograma?

O organograma é uma estratégia organizacional representada por meio de gráficos e tabelas e que tem como principal função estruturar os processos da empresa. Com o organograma o gestor cria um “mapa de trabalho” do negócio.

Nele pode conter a posição hierárquica de cada um, funções e até mesmo as tarefas que cada colaborador deve executar. Tudo depende do modelo de gestão e da cultura organizacional da empresa,  onde o setor de RH avalia qual se adequa melhor ao dia a dia da empresa.

Os organogramas mais utilizados no âmbito empresarial são:

  • Organograma vertical;
  • Organograma linear;
  • Organograma em barras;
  • Organogramas circular.

 

O que é organograma vertical?

O organograma vertical é o modelo mais comum dentre os presentes no mercado. E não só isso, ele também é o mais tradicional para representar as posições hierárquicas dentro de uma organização.

Com o plano organizacional bem estruturado, a relação entre os cargos, superiores e subordinados, se torna mais eficaz. Isso porque o organograma vertical traz de maneira clara cada cargo e a relação que um tem com o outro.

Impactando diretamente no fluxo de trabalho e trazendo melhorias à comunicação interna, já que os colaboradores saberão exatamente a quem se reportar e seu papel na empresa.

Organograma Vertical
Modelo de organograma vertical

 

Como todo organograma, existem vantagens e desvantagens, vamos conhecê-las agora.  Confira abaixo:

 

Quais são as vantagens do organograma vertical?

O organograma vertical traz inúmeras vantagens para quem o adota, separamos algumas das principais para lhe ajudar a optar por esse modelo.

 

Possibilita maior clareza na hierarquia e definição de funções

Um dos principais benefícios de se construir um organograma vertical é oferecer maior clareza na hierarquia da organização. Essa definição das funções contribui para que cada colaborador tenha a exata noção do seu papel dentro da empresa.

Com isso, o fluxo de trabalho é facilitado, já que cada membro da equipe sabe a quem deve prestar contas e se reportar em qualquer situação.

O organograma vertical vai do presidente, que está no topo, ao estagiário. Um esqueleto perfeito da estrutura organizacional da empresa.

 

Melhora a compreensão do fluxo de trabalho

Ter um fluxo de trabalho organizado é fundamental para que a empresa mantenha a equipe com uma alta produtividade e engajada com seus objetivos. Com o organograma vertical, através dessa ligação entre os cargos, há uma organização dos processos internos.

Por meio disso, com o organograma vertical bem estruturado, a gestão fica mais clara e objetiva. Evita-se o questionamento sobre como deve ser o fluxo de trabalho, sobre qual equipe responde para outra, para quem cada colaborador deve se reportar e etc.

 

Contribui com o plano de carreira

Um bom plano de carreira é um dos grandes diferenciais no processo de engajamento de funcionários e retenção de talentos. E o organograma vertical pode ser um apoio nesse processo. Isso porque ele traz exatamente os degraus para chegar em determinado cargo.

Sendo assim, o colaborador consegue visualizar com exatidão o caminho para alcançar cargos de maior importância dentro da empresa. Além de conseguir ver claramente em que posição ele está no momento.

Por isso, o organograma vertical não só ajuda o colaborador a se posicionar dentro da organização, mas contribui para que o RH construa um plano de carreira eficaz.

Isso porque os profissionais do setor saberão com precisão a posição hierárquica de cada um, para propor um crescimento individualizado para as funções dispostas no organograma.

 

Facilita a gestão e capacitação

Além de melhorar o fluxo de trabalho e contribuir com a clareza dos processos, o organograma vertical facilita a gestão da equipe. Por meio dele o gestor pode não só realocar um cargo com facilidade, mas também realizar contratações de forma mais eficaz.

Isso porque o organograma vertical permite essa visualização de cada cargo e expõe qualquer necessidade de preenchimento de vaga ou realocação de funcionário.

Sem contar que com os cargos devidamente descritos fica mais fácil direcionar capacitações para que o colaborador cresça na sua função. Possibilitando inclusive uma visualização e uma prévia avaliação se o colaborador está no cargo certo.

Afinal, quem consegue encaixar o profissional certo na função certa tem em mãos alguém mais disposto e capacitado para exercer a função pré-determinada.

 

Quais são as desvantagens do organograma vertical?

Apesar das boas vantagens que o organograma vertical oferece, existem alguns pontos em que o gestor deve ficar atento para não comprometer o fluxo de trabalho. Conheça algumas desvantagens desse modelo.

 

Pode gerar competição

Um ambiente competitivo em alguns casos pode ser ruim para a empresa. E essa aparece como uma das desvantagens do organograma vertical. Com essa exposição das posições hierárquicas é possível que se crie conflitos entre os colaboradores.

Já que um pode se achar maior que o outro dentro da empresa e tentar usar desse poder para criar um ambiente hostil. Para resolver esse problema o gestor precisa tratar todos igualmente. Valorizando cada membro da equipe e sua função.

Nenhum time é bom sozinho. Uma competição sadia, onde todos buscam evoluir constantemente é válida. Mas isso só é possível quando a empresa inclui todos dentro de um bom plano de carreira, em boas capacitações, vislumbrando um crescimento geral.

 

Pouco favorável a mudanças

O organograma vertical, por seguir um modelo tradicional de organização, costuma ser em muitos casos inflexível. Em que sentido? Por ter uma estrutura formatada, costuma não permitir muitas mudanças.

Ou seja, empresas que têm uma alta taxa de turnover ou estão realizando mudanças constantes de cargo ou setor terão problemas com o organograma vertical.

Já que é bastante comum que sua estrutura previamente montada, com as posições hierárquicas definidas, seja pouco mexida ao longo do tempo.

 

Compromete a inovação

Com a burocracia em seu sistema estrutural de cargos, o organograma vertical se afasta da inovação. Mantendo sempre a estrutura em um modelo quase que pré-determinado. 

Essa hierarquização, por meio de um gráfico ou tabela, pode engessar o processo evolutivo. Pois, dentro de um organograma vertical pode-se criar o sentido de “a única posição que importa é a minha”.

Assim os setores não se ajudam e as chances de inovação nos processos de execução das tarefas ficam em segundo plano. A ordem nesse caso é apenas cumprir e respeitar seu cargo dentro do organograma vertical.

Nesse caso, o gestor pode resolver o problema sendo mais flexível as ideias inovadoras. Oferecendo maior autonomia aos setores para se integrarem e resolverem qualquer problema.

 

Limita a integração entre as equipes

O organograma vertical também não costuma oferecer ferramentas que facilitem a integração. E isso pode ser um problema, já que quando os colaboradores trabalham sozinhos é possível que existam sobrecargas e insatisfação profissional.

É comum dentro do organograma vertical que muitos cargos só se preocupem consigo mesmo e com suas tarefas. Só que isso pode gerar um problema para outros setores, já que cada função é interligada, impactando-a uma a outra diretamente.

Se não há integração é impossível que um cargo mais baixo relate problemas que está passando por atuações dos cargos mais altos ou vice-versa. Portanto, para adotar um organograma vertical o gestor precisa primeiramente aceitar a flexibilidade e tratá-lo como um esqueleto organizacional da empresa, mas não como uma barreira entre as equipes e colaboradores.

 

Como aplicar o organograma vertical?

Por ser um modelo considerado tradicional, o organograma vertical pode ser aplicado em pequenas, médias ou grandes empresas. Seja para planejar a empresa futuramente ou para organizar sua estrutura no presente.

Para aplicar o organograma vertical da forma correta separamos três passos essenciais.

 

1º Passo: Determine cargos e funções

Determinar todos os cargos e funções dentro da empresa. Não se assuste se uma pessoa estiver ligada a mais de uma função, isso é muito comum dentro do organograma vertical.

 

2º Passo: Organize os cargos e funções

Organizar os cargos de cima para baixo na tabela, com os maiores cargos no topo e os menores embaixo. É necessário que o organograma contenha desde o presidente até o assistente, estagiário e etc. Se houverem cargos iguais eles ficam na mesma linha, um do lado do outro.

 

3º Passo: Apresente o organograma finalizado

O último passo é expor esse organograma vertical a colaboradores, gestores e líderes. Qualquer colaborador precisa ter a visão da sua posição hierárquica para entender o seu papel dentro da empresa, tendo claramente as pessoas a quem deve responder e se reportar diariamente.

 

A importância organizacional do organograma vertical

O organograma se tornou um objeto essencial dentro das organizações. Quem tem a capacidade de se estruturar organizacionalmente dá passos largos para obter bons resultados e ficar a frente da concorrência.

O organograma vertical é um dos primeiros passos para melhorar o fluxo de trabalho. Isso porque permite essa visão ampla do esqueleto da empresa, com suas determinadas posições hierárquicas.

Assim fica mais fácil não só organizar o time dentro em cada função, mas também contribui em contratações pontuais para preencher lacunas existentes nos processos. Não existe o organograma ideal, a função do gestor é avaliar o que mais se adequa a sua equipe.

A questão é priorizar sempre a organização e o planejamento no dia a dia da empresa. E por meio do organograma, seja em qual modelo for, as responsabilidades são sempre bem definidas e as tomadas de decisão para a execução das tarefas são mais assertivas.

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