Oneomania: saiba o que é e como tratar esse distúrbio do consumo compulsivo

Oneomania

Descontos, ofertas, cupons, novidades… Hoje em dia, é bem difícil resistir à tentação de consumir, fazendo com que a compremos muito mais do que deveríamos ou gostaríamos. Nada que um pouco de educação financeira não resolva, certo?

Acontece que existem pessoas que ultrapassam essa linha — muitas vezes, sem nem mesmo se dar conta. A esse distúrbio foi dado um nome: oneomania.

Embora o nome seja difícil de pronunciar, seu conceito é simples. Trata-se de pessoas que convivem com o consumo compulsivo e exagerado, não conseguindo controlar essa vontade de comprar mais e mais.

Por isso, para saber mais a respeito e descobrir como lidar com essa doença que já impacta até 8% da população mundial, basta seguir com a leitura deste post!

O que é oneomania?

Compras em excesso tendem a fazer parte do comportamento da pessoa consumista. Acontece que a oneomania é justamente a mudança de atitude onde o consumo se transforma em vício. Algo incontrolável e capaz de gerar as mesmas sensações psicológicas do que qualquer outra dependência.

Por exemplo: as compras causam euforia e um constante prazer. E, por outro lado, gera inquietação, ansiedade e mudanças bruscas de humor quando essa necessidade não pode ser consumada.

Só que, complementarmente, é importante destacar os efeitos da oneomania na vida de uma pessoa: a sua saúde financeira. Isso porque, quando o consumismo perdeu qualquer fronteira de razão o acúmulo de dívidas é uma consequência até que comum.

E, aí, fica difícil tratar o problema e ainda lidar com os juros abusivos e somados às despesas do dia a dia.

Não à toa, a oneomania é popularmente conhecida como a doença da compra compulsiva.

Como distinguir a oneomania de uma pessoa consumista?

Destacamos acima, algumas sensações e recompensas psicológicas que o oniomaníaco obtém com a compra e também com a impossibilidade de cumprir com o seu ritual. E, por isso, não devemos confundir a oneomania com um simples desejo consumista.

Afinal de contas, nossa sociedade atual convive com o ato de consumo ou com o despertar e nutrição desse desejo. As pessoas são bombardeadas, a todo instante, por anúncios, tendências e projeções daquilo que poderemos comprar em curto, médio e longo prazo.

Acontece que esses sentimentos tendem a desaparecer com o tempo. Quem sofre com a oneomania tende a misturar as emoções. Após a compra, a sensação de vergonha, frustração ou mesmo de repetir aquela aquisição podem surgir, interferindo nas reações que uma compra pode causar ao suprir uma necessidade.

É importante, então, compreender se você é uma pessoa (mais ou menos) consumista ou se esses hábitos já começaram a se tornar mais do que evidentes nas suas decisões do dia a dia.

E existem maneiras de observar se a oneomania já está presente no seu comportamento de compra.

Quais sinais podem indicar que alguém sofre com a oneomania?

Há quem diga que consumismo é doença. Mas o problema vai além, na verdade.

Um exemplo: pessoas que gastam mais do que ganham podem ser consumistas em excesso, mas sem o desafio de parar com as compras supérfluas, sem uma boa conversa sobre educação financeira, podem se tornar oniomaníacos.

No caso do oniomaníaco, alguns sintomas e sinais podem ser observados para mostrar o quanto, nessas situações, existem indícios de um distúrbio. Veja alguns deles, logo abaixo:

  • desequilíbrio financeiro, podendo beirar à falência e mesmo assim a pessoa continua a consumir, endividar-se e participando de um ciclo interminável de compras e dívidas;
  • desentendimentos em decorrência de compras frustradas, dificuldade em compreender os avisos e conversas com amigos e familiares;
  • oscilações no humor causadas pelo hábito de consumir, exclusivamente;
  • omissão das compras realizadas (e também das dívidas acumuladas);
  • dificuldade de foco e concentração — prejudicando a rotina de muitas maneiras em situações particulares e também na rotina de trabalho, podendo causar demissões, até;
  • empréstimos solicitados de maneira exagerada — inclusive, por meios ilegais, como agiotas.

Além disso, a pessoa com um ou mais desses sintomas pode tentar justificar o problema de outras maneiras, impossibilitando-a de reconhecer o problema.

Desculpas são comuns — como a invenção de necessidade para cada uma das compras — ou mesmo como se fosse uma gratificação (algo como um merecimento). Justificativas não vão faltar, por isso, é importante reconhecer os sinais da oneomania para agilizar a busca por um tratamento contínuo e de qualidade.

Entretanto, vale ficar de olho em alternativas para driblar esse descontrole com o seu orçamento. Deixe salva para depois desta leitura o nosso artigo que fala, especificamente, sobre os hábitos cotidianos que podem melhorar a sua vida financeira!

Existe tratamento contra a oneomania?

Para lidar com o consumismo compulsivo, é preciso muito mais do que aprender dicas de economia doméstica — embora elas sejam sempre bem-vindas. 

Pois, como estamos falando de uma doença compulsiva que se assemelha e muito a outros vícios, é importante tratá-la de maneira similar levando em conta as características de cada caso e pessoa.

Mas a boa notícia é que já existem, sim, alternativas de tratamento contra a oneomania.

Em geral, são soluções que se pautam em terapias (com psicólogos ou psiquiatras), que podem ser individuais ou mesmo em grupo, como costumeiramente ocorre nos Alcoólicos Anônimos.

Vale reforçar, entretanto, que esse tratamento não ocorre da noite para o dia e tampouco se resolve em definitivo sem um bom acompanhamento. As tentações vão existir e é importante que os entes queridos de quem sofre com a oneomania aprendam a lidar e a controlar recaídas — seja com apoio, firmeza nas atitudes ou mesmo no auxílio para buscar auxílio profissional novamente.

 

Por aqui, podemos ajudar de algumas maneiras, mas não diretamente no controle da oneomania. Ao assinar a nossa newsletter >>é só preencher o seu endereço de e-mail na home do nosso blog<<, você passa a receber as nossas dicas e novidades sobre disciplina financeira e a respeito da valorização do seu patrimônio diretamente na caixa de entrada do seu e-mail!

Confira outros artigos que você pode se interessar