Ao saber o que não colocar no manual do colaborador, sua empresa adquire muito mais eficácia na elaboração desse tipo de documento. Como resultado, a integração dos colaboradores se torna mais rápida e mais resistente contra imprevistos e obstáculos no caminho dos seus recém-contratados.

 

O manual do funcionário é, muitas vezes, o primeiro contato efetivo de alguém recém-contratado com a cultura da sua empresa. E, como já apontamos em outro post, existem muitos exemplos para se inspirar e compor um material valioso para os seus funcionários.

Há, também, o outro lado dessa moeda. Afinal de contas, você sabe o que não colocar no manual do colaborador?

Esse tipo de informação é importante porque contribui com mais precisão na elaboração e na manutenção desse material. E, ao longo deste artigo, vamos mostrar para você o que não colocar no manual do colaborador, garantindo que ele seja um dos grandes diferenciais da sua empresa. Confira, aqui!

O que não colocar no manual do colaborador

Seja por excesso ou ausência de dados, um manual do colaborador deve estar bem trabalhado entre a objetividade, a precisão e o DNA da sua empresa. E isso começa aprendendo sobre o que não colocar no manual do colaborador. Aqui vão as nossas dicas!

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1. Inclusão de políticas complicadas ou defasadas

Para que os funcionários sigam as políticas internas, comece por torná-las claras e concisas. Acontece que não há como prever todas as situações que possam surgir, no caminho, e por isso muitos especialistas de RH mantêm o regimento de maneira ampla e abrangente.

Com isso, as informações podem ser interpretadas com precisão em boa parte das situações. Do contrário, o excesso de políticas explícitas no manual não vai ser absorvido pelo colaborador. Inclusive, pode confundi-lo ainda mais.

 

2. Apontamento de procedimentos restritivos

Embora seja importante a definição dos procedimentos para lidar com questões disciplinares, certifique-se de permitir a discrição em situações exclusivas.

Particularmente, em casos em que ocorram ofensas entre colaboradores. É importante ter em mente que algumas questões como essas exigem menos ou mais intervenção do RH.

Quando se tem muitas políticas de intervenção e restritivas, o diálogo não ocorre e os colaboradores passam a recorrer constantemente ao RH, quando poderiam discutir isso internamente e melhorar, com isso, as relações interpessoais.

Entenda, então, o que não colocar no manual do colaborador a partir de questões que podem ser resolvidas com um bom e rápido diálogo. Isso reduz o volume do material e incentiva as pessoas a buscarem, primeiramente, resoluções mais simples e eficientes.

 

3. Excessivo monitoramento das redes sociais

As redes sociais se tornaram, para muitos, um registro diário de suas alegrias, conquistas, frustrações e temores. Isso inclui, muitas vezes, o desabafo a respeito de sua rotina na empresa.

Por isso, caso esteja em dúvida sobre o que não colocar no manual do colaborador, aí está: evite ser um censor das redes sociais alheia. As pessoas têm o direito às críticas veladas e argumentativas. O problema só ocorre se o tom é difamatório, incriminatório e infundado.

 

4. Promessas explícitas

Procure mostrar com clareza o que ocorre caso as situações expostas no documento não sejam seguidas. E uma boa maneira para isso são as palavras implícitas, como “pode” no lugar de “deve”.

Exemplo: “situações que podem levar à rescisão do contrato”. Evite as promessas que acompanham o uso de verbos mais autoritários, como “deve”. Afinal, casa caso deve ser avaliado individualmente, e as promessas não cumpridas podem ser cobradas por outras pessoas em situações similares.

 

Com base nesse pequeno guia sobre o que não colocar no manual do colaborador, a elaboração — ou os ajustes — nesse material da empresa pode ter uma série de ajustes positivos.

Agora, para dar um passo além na valorização dos manuais, aproveite para compartilhar este post nas suas redes sociais, e marque os colegas que também estão discutindo as melhores práticas para criar um manual do colaborador!