Criada em 1991, a Taxa Referencial foi criada com os objetivos de combater a inflação elevada que vigorava no país, à época, e servir como um indicador geral para a economia do país. Hoje, ela também influencia diretamente a rentabilidade dos principais investimentos brasileiros. Daí a sua importância de verificá-la antes de optar pela modalidade ideal para você.

 

Investir para a aposentadoria ou para objetivos em curto prazo, embora ações com objetivos distintos, podem ter algumas coisas em comum. É o caso, por exemplo, daqueles que não sabem o que é Taxa Referencial e como ela influencia os investimentos realizados. 

Acontece que, assim como termos técnicos pouco conhecidos dos investidores iniciantes — caso da CDI, por exemplo —, a Taxa Referencial tem grande influência nessa atividade e, mesmo assim, poucas pessoas vão a fundo na sua relevância.

Para mudar esse cenário, aproveite para seguir-nos ao longo desta leitura. Nos tópicos a seguir, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o que é Taxa Referencial — desde a sua origem à forma de calculá-la. Boa leitura!

Entendendo o contexto sobre o que é Taxa Referencial

Foi em 1991 que a Taxa Referencial chegou ao vocabulário nacional. Tratava-se, à época, de uma das medidas econômicas do Plano Collor II (em alusão ao então presidente do país, Fernando Collor de Mello).

A ideia básica dessa medida era o controle da hiperinflação e a desindexação. Afinal de contas, a taxa foi concebida para servir como um indicador geral da economia brasileira. 

 

O alinhamento com os investimentos

Muitos investimentos são usados para o controle e a manutenção de diferentes setores fundamentais para o crescimento do país. Com isso, é compreensível que a Taxa Referencial esteja tão presente no cálculo dos rendimentos de aplicações financeiras. Outros ativos que também respondem às oscilações dessa taxa:

  • Tesouro Direto;
  • FGTS (o popular Fundo de Garantia do Tempo de Serviço);
  • as cadernetas de poupança.

Portanto, se você está pensando em definir o seu perfil de investidor e quer saber um pouco mais sobre o impacto da Taxa Referencial na sua rentabilidade, vamos entender como calculá-la!

O cálculo da Taxa Referencial

O Banco Central é o grande responsável pela organização dos valores que correspondem à Taxa Referencial. Só que você mesmo pode rabiscar o cálculo da TR, já que ela é baseada nas taxas de juros das LTN (Letras do Tesouro Nacional). A fórmula é a seguinte:

R(edutor) = a (valor fixo de 1,005) + b (valor da TBF, divulgado pelo Banco Central) x TBF (Tarifa Básica Financeira)

Vale destacar que, caso o valor da sua TR seja negativo — inferior a zero, portanto —, considera-se a Taxa Referencial como zero, mesmo, nunca com um valor abaixo disso.

Caso você tenha curiosidade em saber se isso ocorre frequentemente, dê uma olhadinha nos valores da Taxa Referencial dos anos de 2018 e de 2019, até o momento.

 

Os tipos de Taxa Referencial

Além do cálculo acima, é importante observar que existem dois tipos de Taxa Referencial: diária e mensal.

A primeira corresponde à fatia correspondente que o Banco Central compartilha. Essa fatia, agrupada diariamente, resulta na TR Mensal, que é assim utilizada para a realização da correção monetária.

É essa que mais importa para o investidor, então, pois vai projetar a média de rentabilidade dos seus recursos em um mês inteiro. Sem falar que, se você resgatar as aplicações antes de completar o mês, você vai ter um reajuste com base na data em que foi feito o saque.

O impacto da TR nos diferentes tipos de investimentos

Se a Taxa Referencial está presente em boa parte dos investimentos favoritos dos brasileiros, vale a pena entender o impacto dela em cada um deles!

 

Poupança

Desde 2012, a poupança é calculada com base no cálculo de 0,5% (quando a taxa Selic está acima de 8,5% ao ano) ao mês, somada com o valor da TR mensal. 

Quando a taxa Selic está abaixo desse índice, o cálculo leva em conta 70% da taxa mais a soma com a TR.

FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, um direito trabalhista que permite o resgate dos recursos diante de determinadas circunstâncias, também é impactado pela Taxa Referencial.

Para tanto, o governo disponibiliza uma rentabilidade média que é atrelada em 3% ao ano, mais a TR.

 

Títulos de Capitalização

Estão sempre ligados à Taxa Referencial com base no período total em que o dinheiro ficou aplicado. Não à toa, esses títulos, recentemente, oferecem um rendimento muito baixo, já que a TR tem ficado sempre no índice zero.

 

Financiamentos imobiliários

Quem investe ou tem considerado a aquisição de um imóvel por meio de financiamentos, tem que levar em conta a Taxa Referencial. Afinal, ela está relacionada aos financiamentos realizados pela Caixa Econômica Federal — aqueles aplicados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Aí, é a própria instituição financeira quem define os juros fixos, além da TR, para a sua taxa.

 

Tesouro Direto

Nesse tipo de investimento, a Taxa Referencial está atrelada às diferentes modalidades de títulos oferecidos pelo governo federal. Por exemplo:

  • Tesouro IPCA (NTN-B Principal), cuja rentabilidade é taxada por juros pré-fixados no momento da compra e uma taxa posteriormente aplicada por meio da variação do IPCA (o Índice de Preços ao Consumidor Amplo);
  • Tesouro Selic (LFT), que tem a rentabilidade presa exclusivamente à taxa Selic.

Portanto, dá para perceber que a Taxa Referencial está muito presente nos investimentos e no balanceamento mensal da própria economia do país.

Isso faz com que o seu espírito de investidor leve em consideração a TR antes mesmo de selecionar a melhor modalidade para aplicar os seus recursos. E também para colocar em ação as boas práticas de educação financeira com base nas suas necessidades e objetivos.

 

Quer saber mais alguma coisa a respeito da Taxa Referencial, ou compartilhar alguma experiência relacionada ao assunto? Então, deixe um comentário logo abaixo, e ajude-nos a expandir esta discussão!