O que é gestão de risco: 6 passos para otimizar operações

o que é gestão de risco

O que é gestão de risco? Esse é um assunto que pode parecer um pouco abstrato, muito subjetivo e de difícil aplicação prática. Normalmente é mais debatido em contextos de gestão de projetos ou em organizações de grande porte, então pode soar como algo que não se encaixa em outras situações. Não é bem assim.

Na verdade, existe uma grande aplicação prática em torno do que é gestão de risco.

Ela oferece benefícios a todos os gestores no que diz respeito à eficiência das operações, sejam elas das áreas de:

  • vendas;
  • finanças;
  • logística;
  • marketing ou qualquer outra.

Para entender melhor o que é gestão de risco e saber como utilizá-la na sua rotina diária, preste atenção neste artigo e veja o que fazer.

O que é gestão de riscos?

Fazer a gestão de riscos é basicamente mapear os acontecimentos possíveis em um determinado contexto, avaliá-los e classificá-los.

Assim é possível, em seguida, tomar as medidas necessárias para se garantir os melhores resultados.

Considerando que um risco é a probabilidade de alguma coisa acontecer, é preciso entender que a “coisa” pode ser tanto ruim como boa. É isso mesmo, existem riscos negativos e positivos.

É muito importante que se dedique um pouco de tempo e energia no processo de como fazer uma matriz de riscos, para que se possa antecipar os imprevistos.

Dessa forma, o gestor estará mais preparado para ultrapassar obstáculos e também mais alerta para aproveitar as oportunidades que surgirem no meio do caminho.

A maneira mais usual e prática de controlar esses imprevistos é, como citamos acima, aprendendo como fazer uma matriz de risco. Esta metodologia é intuitiva e consegue mostrar visualmente o que precisa ser encarado com maior atenção.

Como fazer uma matriz de risco em 6 etapas

Agora que você já entendeu o que é gestão de risco, vamos aprender como fazer uma matriz de risco.

Ela é uma ferramenta que sistematiza os riscos que foram identificados e possibilita uma priorização daqueles que precisam ser cuidados com maior atenção.

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1. Identifique riscos

Para criar a matriz de risco, a 1ª tarefa a ser feita é identificar os riscos.

Nessa fase, é necessário listar as principais variáveis que podem ser encontradas pelo meio do caminho.

Alguns exemplos são:

Como já foi falado, os riscos não precisam ser necessariamente ruins. Ao jogar na loteria, por exemplo, existe o risco de se ganhar.

O importante é conseguir fazer uma lista dessas possibilidades relativas à sua área de atuação dentro da empresa. Depois disso, é hora de classificar cada uma.

Todas serão avaliadas quanto à sua probabilidade de acontecer e também quanto ao seu impacto na organização.

2. Avaliação da probabilidade

Todos os riscos listados têm alguma chance de acontecer. Essas chances vão variar de acordo com cada caso e é por isso que eles serão classificadas de maneira independente.

Anote, ao lado de cada item, o seu grau de probabilidade. Eles podem variar entre:

  • Quase certo
  • Alto
  • Médio
  • Moderado
  • Baixo

Mesmo existindo algum grau de subjetividade nessas faixas de classificação, indique o que parecer mais de acordo com a sua realidade.

3. Avaliação do impacto

Já tendo listados os riscos e identificado a probabilidade de acontecerem ou não é chegado o momento de se atribuir a intensidade do impacto que eles terão, caso ocorram de fato.

Para essa categorização, são normalmente atribuídos os seguintes índices:

  • Gravíssimo
  • Grave
  • Médio
  • Leve
  • Sem impacto

Lembre-se que também são avaliados os riscos positivos. Assim, o que é grave não é necessariamente ruim. É só uma questão de medir o impacto.

Depois de listados todos os riscos e qualificados quanto ao seu impacto e sua probabilidade de ocorrência, traça-se uma lista de prioridades.

4. Identificação de prioridades

No topo da lista deve ficar tudo aquilo que tiver maior impacto e uma boa chance de ocorrer.

À medida em que o impacto e a probabilidade diminuem, vai se chegando ao final da lista.

Então, de cima para baixo, temos os riscos:

  • Extremos
  • Elevados
  • Moderados
  • Baixos

Dessa maneira, fica mais claro identificar aqueles casos nos quais se deve focar maior atenção e aqueles que podem ficar para um segundo momento.

5. Trace o seu plano de ações

Agora que você entendeu o que é gestão de riscos e realizou todas as etapas anteriores de como fazer uma matriz de risco é chegada a hora de tomar alguma atitude consciente frente a cada um dos itens.

Os riscos que estejam bem no final da lista, com baixa prioridade, possivelmente não serão assumidos. Ou seja, é possível que nenhuma ação será tomada com relação a eles.

À medida que se sobe na lista, chegando aos riscos elevados e extremos, mais atenção é requerida.

Para os riscos negativos que exigem que uma ação seja tomada, o que se pode fazer é tentar reduzi-los ou eliminá-los.

Você pode, por exemplo, diminuir as chances de problemas de fluxo de caixa, aprendendo como fazer provisão de férias ou pode eliminar o risco de roubo de cargas através da contratação de um seguro.

Quanto aos positivos, a ideia é exatamente oposta: deve-se buscar aumentar a probabilidade. Assim, se existe a chance de alguma coisa boa acontecer, você precisa identificar o que pode fazer para que ela ocorra com maior facilidade.

6. Monitore e controle

Uma vez feito todo o levantamento, classificação, priorização e um plano de ações para que se possa gerir os riscos, é preciso manter os olhos atentos.

A gestão de riscos não pára depois da criação do plano de ação.

A partir deste ponto, é preciso acompanhar e conferir se o que foi mapeado está mesmo acontecendo e se as medidas para remediar os negativos e potencializar os positivos estão sendo eficazes.

Você vai ver que, com o hábito, sua gestão de riscos ficará mais aprimorada, o que te ajudará a melhorar resultados e evitar perdas.

Dividir essas informações com as pessoas corretas também é uma boa prática, pois é difícil enxergar todo o panorama sozinho.

Se mais colaboradores tiverem acesso ao plano de ação, vocês poderão colocar em prática de maneira mais rápida as instruções prescritas para cada caso.

Agora que você já entende o que é gestão de risco e aprendeu como fazer uma matriz de riscos cadastre-se para receber novidades do nosso blog. Temos sempre assuntos ligados à gestão que serão de grande ajuda na sua rotina. Tudo com um foco bastante prático e objetivo!

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