Neurociência e aprendizado

Neurociências e aprendizagem: entenda a relação

Sabe aquela informação importantíssima que aparentemente decoramos e, quando necessária, parece ter sido furtada dos arquivos de memória do seu cérebro? Pois isso tem tudo a ver com neurociências e aprendizagem, sabia?

Afinal de contas, é a maneira com a qual nós recebemos, interpretamos e absorvemos as informações que refletem, rapidamente, o jeito como armazenaremos isso. E, no âmbito da aprendizagem, essa relação tão íntima pode ser o diferencial entre aprendermos algo ou esquecermos tão rápido quanto viramos a página de um livro.

Quer entender o que neurociências e aprendizagem têm a ver com a sua vida — seja pessoal ou profissional? Neste post, vamos explicar por meio dos seguintes tópicos:

  • O que é neurociência?
  • O que é neurociência cognitiva?
  • Qual é a relação entre neurociências e aprendizagem?
  • Como unir neurociências e aprendizagem?
  • Quais meios têm exercitado a relação entre neurociências e aprendizagem?
  • Como melhorar ainda mais a aprendizagem?

Boa leitura!

O que é neurociência?

Comecemos pelo princípio: a neurociência é o campo de estudo do sistema nervoso e as suas respectivas funcionalidades. É um meio, portanto, de aprofundar-se nos mistérios do cérebro e as suas estruturas processuais de desenvolvimento.

É claro que um meio tão amplo, também se ramifica a fim de decifrar enigmas até então pouco compreendidos nas ações, reações e recepções do cérebro frente ao diversificado e amplo volume de informações. Daí, surgem diversos meios de estudo da neurociência, como:

  • neuropsicologia, que avalia as ações dos nervos e as suas funções dentro da área psíquica;
  • neurociência cognitiva, que estuda as cognições das pessoas, como o aprendizado, o raciocínio e a memória;
  • neurociência comportamental, focada nos comportamentos, emoções e atitudes que tomamos diante das mais diversas situações;
  • neuroanatomia, um estudo presente na estrutura do sistema nervoso e como ele dialoga com os outros órgãos do corpo, como os nervos periféricos e a medula espinhal, entre outros;
  • neurofisiologia, um aprofundamento do sistema nervoso associado a outras funções do corpo.

E você, então, pode se perguntar o que neurociências e aprendizagem tem a ver? Com base na lista acima, dá para entender que a resposta é simples: tudo!

Na questão do aprendizado e da educação do indivíduo, independentemente da sua idade, vale a pena, contudo, focar bastante na neurociência cognitiva.

O que é neurociência cognitiva?

No contexto de neurociências e aprendizagem, a cognição permite um estudo mais amplo a respeito das capacidades mentais em pensar, absorver novas informações, lembrar situações e também as percepções que temos a respeito de tudo e todos.

Assim, todas as sensações que despertam e são nutridas por nós são, igualmente, alvo de estudo da neurociência cognitiva. Por exemplo: a sensação causada por uma canção que você ouviu ou um filme que você acabou de assistir. As ações e reações podem ser interpretadas por essa ciência — o que inclui a maneira com a qual aprendemos algo e nos relacionamos com as novidades.

As experiências que acumulamos, ao longo da vida, são exploradas sensorialmente. E isso tem tudo a ver com as neurociências e aprendizagem.

Qual é a relação entre neurociências e aprendizagem?

O aprendizado, embora não tenha um só padrão definido para agregar novos conhecimentos, ocorre de maneiras distintas entre as pessoas. Isso explica, parcialmente, porque certos indivíduos têm facilidade com certas disciplinas na escola, por exemplo, em comparação com outros alunos.

Tem, também, a própria questão sensorial que destacamos anteriormente. Há quem entenda melhor uma nova informação por meio de áudios; outros, com vídeos e há quem absorva tudo por meio da leitura ou escrita. Existem, então, diversos métodos de aprendizagem.

As neurociências e aprendizagem estão aí para mostrar como tornar essa questão mais proveitosa para todos, portanto. Não se obtém um só efeito de educação nas pessoas, mas é possível descobrir quais são aqueles mais significativos e benéficos para que as informações sejam absorvidas, de fato, e não apenas decoradas.

Existem, portanto, cinco canais de aprendizagem dentro desse contexto. São eles:

  • visual, que empreende recursos gráficos para captar e reter a atenção e o aprendizado — como vídeos e slides;
  • auditivo, por meio de palestras, músicas e debates, entre outras formas;
  • oral, que envolve a apresentação de seminários e a realização de atividades em grupo;
  • motor, promovido por meio do manuseio de objetos e movimentos do nosso corpo;
  • registro de memorização, um meio de aprender por meio de expressões artísticas, como o desenho, a pintura e a escrita, entre outros.

A diversidade de meios comunicativos e de acesso ao aprendizado contribui para o desenvolvimento das pessoas em qualquer etapa da vida. Ou seja: isso é aplicável tanto nas escolas quanto em treinamentos, para o setor de RH, e ações motivacionais e de engajamento com os colaboradores.

Como unir neurociências e aprendizagem?

Se o aprendizado pode surgir de múltiplas maneiras, é importante saber como esse estímulo pode ser proporcionado em seus métodos de ensino. Consequentemente, não importa o assunto que esteja sendo disseminado, é possível trabalhar para que a absorção seja mais eficiente.

Abaixo, reunimos alguns modelos de áreas em que neurociências e aprendizagem já caminham lado a lado!

Emoção

Nossas emoções influenciam ativamente a cognição. Quando estressados, cansados ou preocupados, a concentração baixa a guarda e dificulta o aprendizado.

Paralelamente, o ensino pode ser usado de maneira estratégica para controlar as emoções da sua audiência. Histórias cativantes, gamificação e compartilhamentos de experiências, entre outros métodos , são bons exemplos de como fisgar a emoção do público e ajudar a absorver e reter o conhecimento. 

Motivação

Interferências positivas ajudam a estimular o aprendizado. É importante entender, primeiramente, quais são os elementos que ajudam a despertar essa sensação nas pessoas e, com isso, aplicá-las para garantir que o indivíduo deseje e queira aprender o que está sendo proposto.

Bom exemplo disso são os treinamentos corporativos. Quando aplicados sem esse elemento, tendem a desagregar o estímulo ao aprendizado (por mais que seja um evento obrigatório da empresa). Por sua vez, usar a motivação é um fator determinante para garantir mais assertividade na absorção e aproveitamento das ideias disseminadas. 

Atenção

Dificilmente, ocorre o processo de aprendizagem sem a devida atenção das pessoas. O sistema nervoso só tem o hábito de captar informações quando existe esse elemento na equação. E, para tanto, cabe tanto a quem está transmitindo a informação quanto a quem está recebendo-a, um pouco mais de atenção.  

É claro que, para isso, deve-se planejar cuidadosamente para que a mensagem seja cativante, objetiva e clara. Explore isso de maneira equilibrada, e você poderá impactar ainda mais o seu público.

Pode ser uma boa experiência, por exemplo, exercitar a atenção dos seus funcionários no próximo treinamento que o RH fizer sobre educação financeira, evitando, assim, o estresse financeiro entre os seus colaboradores.

Socialização

O ambiente e as experiências sociais também impactam o método de ensino. Assim, neurociências e aprendizagem se relacionam por meio desses fatores determinantes para promover a cognição.

Nesse meio, as pessoas aprendem mais a respeito da comunicação verbal e não verbal, a interagir com os outros, a despertar e exercitar a empatia e também em aprimorar as suas próprias características pessoais.

Memória

Repetições exercitam a memória. Podemos aprender fazendo algo muitas vezes, como o desenvolvimento da habilidade de tocar um novo instrumento. É claro que, para isso, vale que a atividade seja do interesse da pessoa. É o que ocorre, por exemplo, em salas de aula em que os alunos só decoram e sequer recordam-se do que foi absorvido há pouco tempo.

Quais meios têm exercitado a relação entre neurociências e aprendizagem?

Hoje em dia, a tecnologia tem tido grande participação no desenvolvimento pessoal e profissional das pessoas — seja direta ou indiretamente. Como resultado disso, as neurociências e a aprendizagem estão profundamente ligadas às novas soluções digitais que proporcionam mais assertividade ao processo.

O próprio celular — essa ferramenta que já levantou muitos debates contraditórios em ambientes corporativos — pode ser uma boa ferramenta para isso.

Antes, que tal dar uma olhadinha em nosso artigo que explora melhor essa questão da posição corporativa sobre o uso do celular em ambiente de trabalho?

E, abaixo, vamos entender um pouco mais sobre o uso da tecnologia para melhorar o aprendizado, independentemente de qual seja o seu objetivo!

Exercita os 5 canais de aprendizagem

Já mencionamos a gamificação, mas vale o reforço. Com a tecnologia — como aplicativos e softwares específicos —, é possível exercitar todos os canais de aprendizagem que citamos também em tópicos anteriores.

Além de favorecer os estímulos, as novas tecnologias são pensadas para serem acessíveis ao registro e à recapitulação do que foi aprendido. Maneiras diversificadas, portanto, de absorver e reter as novas informações.

Envolve os participantes

Tecnologias variadas, como a realidade virtual e a realidade aumentada, já têm sido consideradas em treinamentos corporativos, em estratégias de gamificação e também para o dia a dia, contribuindo para rotinas mais seguras e livres de acidentes.

Ou seja: são ferramentas fundamentais para garantir ainda mais eficácia na transmissão de mensagens, e no recebimento das mesmas por parte de seus funcionários.

Bom custo-benefício

O acesso à tecnologia não é um absurdo, financeiramente dizendo, hoje em dia. Pelo contrário: aplicativos e softwares estão em alta, com soluções distintas e bastante atrativas para agregar eficácia às suas estratégias.

Dessa maneira, vale a pena avaliar quais são as soluções do mercado que promovem o ensino, a fim de usar  em benefícios dos seus funcionários (e da sua marca) a boa relação entre neurociências e aprendizagem.

Como melhorar ainda mais a aprendizagem?

Além de soluções tecnológicas, vale a pena ficar de olho em outras técnicas, métodos e detalhes que fazem toda a diferença para o poder de retenção de dados pelas pessoas. Acredite, quanto mais ações assertivas você usar, melhores serão os resultados consequentemente.

Entenda como funciona o cérebro

O aprendizado ajuda a modificar a estrutura do cérebro, de maneira positiva. Para tanto, as influências devem ocorrer para garantir que exista o interesse em abrir-se às novas informações. 

Daí, a importância em transformar também os meios de ensino. Se os atuais métodos não funcionam, avalie o seu público e aprenda como você pode impactá-lo de maneira mais efetiva da próxima vez.

Transforme o aprendizado

Complementarmente ao tópico acima, o aprendizado tem que passar por constantes revisões. A começar pela própria sala de aula, mas estendendo-se às maneiras com as quais os setores de RH e as atividades consequentes do departamento (como onboarding, treinamentos e também recrutamento e seleção, entre outras) possam se desenvolver no mesmo ritmo. Mudar os processos muda as pessoas. Simples assim.

O aprendizado é para todos

Novamente, vale reforçar o que vínhamos falando ao longo de todo o artigo: neurociências e aprendizagem não são exclusivos para as crianças. É uma relação essencial e, quanto antes, melhor, mas cada vez mais entendemos que os neurônios criam conexões em todas as etapas de nossas vidas.

E o que isso significa?

Que podemos aprender, independentemente de quantos anos tenhamos. Até por isso, essa relação tem que ser valorizada dentro do ambiente corporativo. A transformação nos métodos tem que ocorrer e também na maneira de pensar de muitas pessoas.

Levar tal ideia para o ambiente de trabalho é essencial para compor melhorias significativas e graduais de todos os processos, relações e métodos aplicados no dia a dia. Como resultado, o desenvolvimento pode ocorrer internamente (nas próprias pessoas) e externamente, traduzindo-se em mais produtividade, motivação, engajamento e resultados positivos para a organização.

 

Viu como neurociências e aprendizagem não só se relacionam como podem ser fundamentais para criar uma inovação profunda nas estruturas da sua empresa? É possível, contudo, ir além nessa situação e, caso tenha interesse em aprender algo mais sobre o assunto, não deixe de conferir também nosso artigo sobre os learning workers, que são os funcionários da nova geração que têm apetite por aprendizado!

 

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