Quais os riscos de não pagar o cheque especial?

não pagar o cheque especial

Não pagar o cheque especial pode ser um dos grandes desafios financeiros do brasileiro. Tudo porque, a praticidade de solicitação dessa modalidade de crédito contrasta significativamente com as taxas e juros do empréstimo.

Uma vez que esse ciclo se iniciou, ele pode demorar para chegar ao fim. Pois a dívida original aumenta bastante, de um mês para o outro, e isso pode só aumentar o tamanho (e o valor) do seu problema.

Por isso, é importante saber quais são os riscos de não pagar o cheque especial e, também, descobrir quais são as formas de evitar cair nessa grande armadilha financeira. Boa leitura!

O que é o cheque especial?

O cheque especial é uma modalidade de crédito pessoal que, normalmente, é pré-aprovada para o cliente do banco utilizar sempre que precisar.

Diante, por exemplo, de uma compra emergencial ou para quitar débitos que ultrapassaram o orçamento, como a fatura do cartão de crédito.

E, no geral, as pessoas costumam contar com esse “valor extra” na conta corrente porque é muito fácil utilizá-lo. O que leva ao elevado custo consequente dessa utilização.

Por que os juros do cheque especial são tão altos?

A praticidade é, sem dúvidas, um elemento que ajuda a tornar os juros do cheque especial tão elevados. Mas não é o aspecto determinante.

O enfoque principal está na ausência de garantias que a instituição solicita para a aprovação desse crédito. Diferentemente, por exemplo, de um empréstimo pessoal ou de um financiamento, até, que solicitam documentos e uma série de burocracias até a aprovação do pedido.

Isso significa também que o banco tem menos garantias de reaver esse crédito. Quanto maior o risco para quem concede o empréstimo, maiores são os juros.

Quer um exemplo do quanto essas taxas são prejudiciais à sua saúde financeira? Confira a variação de alguns dos juros mais aplicados em empréstimos, no país, entre os meses de setembro e outubro de 2020:

  • cheque especial, que foi de 114% para 112,9% ao ano;
  • rotativo do cartão de crédito, que subiu de 309,7% para 317,5% ao ano;
  • cartão de crédito parcelado, que subiu de 142% para 148,6% ao ano;
  • crédito pessoal não-consignado, que foi de 69,5% para 77,1% ao ano;
  • crédito pessoal consignado, que subiu de 18,5% para 19,2% ao ano;
  • financiamento imobiliário, que caiu de 7,2% para 7,1% ao ano.

Pode-se ver, então, que não pagar o cheque especial (bem como o rotativo do cartão de crédito — e qualquer compromisso financeiro, na verdade) é um risco grave, capaz de comprometer as suas finanças em curto, médio e longo prazo.

Vamos a um rápido exemplo prático: se você utiliza R$ 500 do cheque especial, em um ano a sua dívida vai aumentar para R$ 1.064,50. Isso porque esse tipo de empréstimo passou por uma revisão completa — ele já ultrapassou a média de 200% ao ano — para se tornar mais acessível.

Para saber tudo sobre essas mudanças, dê uma conferida, depois, em nosso artigo sobre as novas regras do cheque especial!

O que acontece se não pagar o cheque especial?

Todo cheque especial tem um limite, que é previamente estipulado pela instituição e pode ser aumentado (mediante aprovação) conforme o interesse e solicitação do cliente do banco.

E, como adiantamos, o perigo mora em não pagar o cheque especial, apesar de toda essa facilidade concedida às pessoas. E existem diversos riscos com essa inadimplência. Abaixo, listamos as principais!

Nome negativado

Um problema bastante comum para os milhões de brasileiros inadimplentes é a negativação dos seus respectivos nomes. Isso ocorre quando há uma dívida em aberto por um determinado período.

Geralmente, as instituições procuram pelo correntista para uma negociação amigável. Se ela se estende sem definição, ou se o indivíduo não consegue honrar com o novo compromisso firmado, seu nome é negativado, constando nas listas da Serasa e do SPC.

Dificuldades para obter crédito

Uma consequência direta em ter o nome sujo (ou negativado) é a dificuldade em obter crédito com outras instituições. Isso inclui:

  • solicitação de novos empréstimos;
  • financiamentos;
  • pedidos por um ou mais cartões de crédito.

Fica difícil, consequentemente, levar adiante os seus planos e ambições e/ou necessidades financeiras com tais restrições associadas ao seu número de CPF. Até por isso, muitas empresas e instituições financeiras fazem análises de crédito antes de conceder um empréstimo às pessoas. Se o documento delas estiver negativado, as chances de obter o empréstimo são menores.

Estresse financeiro

Esse é um efeito indireto do acúmulo de dívidas. O estresse financeiro tem os mesmos sintomas desse popular distúrbio psicológico, mas é originado a partir de uma longa e difícil dívida financeira.

Como resultado imediato, as pessoas ficam mais impacientes, preocupadas, com dificuldades de concentração e desmotivadas. Sem falar, é claro, nos problemas diretos decorrentes da falta de dinheiro.

Vale destacar, inclusive, o quanto isso afeta o rendimento de uma pessoa em todos os seus círculos: pessoal e profissional.

Como fugir do cheque especial?

Não pagar o cheque especial pode trazer problemas diversos, é verdade, e ainda que não utilizá-lo possa parecer um problema maior, saiba que você tem alternativas.

A primeira delas é a disciplina financeira para saber, exatamente, o valor da sua renda mensal e o quanto as suas despesas prejudicam o orçamento.

Lembrando que a matemática, aqui, é simples: é importante que as suas contas não ultrapassem seus rendimentos.

Além disso, tenha em mente quais são as taxas cobradas em qualquer crédito solicitado. Isso tem que compor o seu planejamento financeiro para evitar cobranças além das esperadas.

Por fim, uma dica fundamental: não confie na facilidade do cheque especial. Pode ser um benefício ilusório que vai dificultar o pagamento de suas contas, posteriores, tendo que depender continuamente desse tipo de empréstimo para fechar as contas todos os meses.

Com isso, caso tenha a necessidade de complementar a renda, avalie empréstimos com taxas menores. Assim, sua dívida será menor, nos meses seguintes, facilitando o planejamento para quitá-la.

Como livrar-se das dívidas e desenvolver a disciplina financeira?

Agora que você já sabe quais são os riscos que envolvem a sua rotina ao não pagar o cheque especial, entenda o que pode ser feito para minimizar os efeitos dos seus juros e, inclusive, começar o ano sem dívidas de longo prazo na sua vida:

  • procure o banco para negociar novas condições. Isso inclui um novo parcelamento, taxas e o valor final, inclusive. Vale a pena oferecer os termos de acordo com as suas necessidades para garantir que você possa cumprir o novo acordo firmado — se a instituição aceitá-lo, embora ela normalmente tenha interesse em receber esse dinheiro;
  • parcele a dívida ou, ainda, considere o uso de benefícios sazonais (como o 13º salário) para ver-se livre dos débitos o quanto antes;
  • reduza o limite do cheque especial. Assim, por mais que ele seja necessário, ocasionalmente, você sabe o quanto possui e o quanto pode usar sem prejudicar o seu orçamento mensal;
  • monitore os seus gastos. Corte aquilo que é supérfluo e desnecessário. Concentre os principais gastos em despesas necessárias. Isso vai ajudar a dar volume à sua renda e evitar o uso do cheque especial;
  • crie uma reserva financeira para emergências. Isso consiste na economia de um valor qualquer, mensalmente, para usar apenas em situações imprevistas.

Com essas dicas, você nem vai precisar saber, na prática, o que acontece ao não pagar o cheque especial. Mas temos muitas outras opções para garantir que você nunca mais fique no vermelho e consiga equilibrar a sua saúde financeira, sabia?

 

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