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Namoro no trabalho: dicas para as empresas e os apaixonados
Cultura da Empresa

Namoro no trabalho: dicas para as empresas e os apaixonados

É comum que, em um ambiente no qual as pessoas passem boa parte dos dias, a identificação, intimidade e admiração evoluam para um relacionamento mais afetivo entre alguns colaboradores. O namoro no trabalho é natural e as empresas devem compreender isso.

Só que os profissionais também devem entender os limites dessa relação dentro do ambiente corporativo. Com isso, o namoro no trabalho é um assunto que deve ser lidado de maneira equilibrada. E isso, entre ambas as partes para que não ocorram problemas.

Saber exatamente o que pode e não pode ser feito, deixam os colaboradores mais satisfeitos com a organização. Isso é uma forma de reter os talentos da empresa. Quer saber mais? Recomendamos que baixe esse ebook gratuito. Responda o formulário e receba:


Neste post vamos tratar justamente disso, e entender o que o RH da empresa pode fazer sobre o namoro no trabalho e qual é o papel dos envolvidos nesse tipo de situação. Confira!

 

Nada previsto na lei contra o namoro no trabalho

Muitos ambientes corporativos podem logo dizer que as relações afetuosas estão proibidas no local de trabalho. Acontece que, aos olhos da lei, nada consta.

Inclusive, recentemente o Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou o Walmart e as Lojas Renner por impedirem o namoro entre seus colaboradores. Isso é um tiro no próprio pé.

E sabe por quê? Além dos danos morais que as marcas acima foram obrigadas a pagar, a reputação delas também é manchada nesse processo. Sem falar que, mesmo com um código de ética interno, não se pode privar as pessoas de suas liberdades e direitos.

 

As boas práticas para as empresas

Para as empresas, a solução é saber como lidar com cada caso individualmente. Só que convém dispor de algumas orientações e boas práticas para que a produtividade não se torne secundária em um local que deveria focar, primeiramente, nisso.

Abaixo, destacamos algumas dessas recomendações que a liderança da empresa pode aplicar:

  • não proíba o namoro no trabalho. Esse tipo de coisa foge do controle, especialmente, quando se tenta coibi-lo;
  • radicalismos — advertências e demissões — implicam diretamente na reputação das empresas — algo relevante com as redes sociais para exporem indivíduos e empresas;
  • a conversa com os casais é um caminho mais aceitável. Nesse momento, a gestão solicita a discrição e profissionalismo dos seus colaboradores.

Além disso, como falamos anteriormente sobre o código de conduta, vale destacar também a importância da política de namoro na empresa.

 

Um destaque para a política de namoro no trabalho

Vale adiantar o seguinte: esse tipo de documento não é uma lista de regras e imposições. Pelo contrário: trata-se de um manual de conduta em que os colaboradores podem se inspirar em conduzir o seu relacionamento pessoal dentro do ambiente corporativo.

Afinal de contas, o assunto é delicado e pode gerar alto grau de estresse ou mesmo insatisfação coletiva quando conduzido de maneira tempestiva e equivocada.

E é aí que esse pequeno guia de boas práticas pode servir para a consulta dos colaboradores e, assim, adaptarem-se à cultura organizacional da empresa. Bom exemplo disso são as solicitações para que os casais não façam — ou exagerem — nas demonstrações públicas de afeto durante o expediente.

Isso tudo ajuda a construir e manter um ambiente produtivo e focado. Independentemente de existir ou não situações de namoro no trabalho. Até porque existem pontos positivos nisso.

 

Avaliações positivas e negativas sobre o namoro no trabalho

Quando as pessoas se engajam em relacionamentos amorosos é comum que elas, particularmente, fiquem mais satisfeitas.

E isso pode influenciar positivamente a sua produtividade e o ambiente ao redor. Por isso reunimos alguns pontos que podem ser analisados na sua empresa:

  • disponibilidade de tempo. Uma vez que os casais passam mais tempo juntos e podem conciliar os seus horários, já que compartilham a mesma rotina;
  • o companheirismo é estimulado, o que pode se estender em uma colaboração de equipe maior;
  • as relações afetivas também são desenvolvidas, permitindo um grau de satisfação em constante desenvolvimento.

Atenção, apenas, para que o namoro no trabalho não se torne o principal foco das pessoas durante o expediente. Pois isso pode conduzir os profissionais a alguns aspectos negativos:

  • concentração e desempenho insatisfatórios devido a algum problema particular;
  • desgaste no relacionamento pessoal e, consequentemente, nas relações de trabalho;
  • a exposição da intimidade das pessoas pode gerar ciúmes de colegas — especialmente, se não existe uma política de namoro no trabalho bem esclarecedora;
  • demonstrações públicas de afeto e questões profissionais podem gerar burburinhos e fofocas entre os colegas de trabalho.

Deu para perceber o quanto um controle rígido pode ser ruim para a empresa, mas que o monitoramento deve acontecer?

É importante perceber o valor da política de relacionamentos na empresa. Mas, a conversa franca com os envolvidos deve, sim, acontecer. Tudo para que os colaboradores entendam o lado da empresa e possam engajar em um relacionamento maduro e sem restrições.

 

Orientações para os profissionais apaixonados

Se o cupido flechou os corações antes movidos exclusivamente a metas e objetivos, no ambiente corporativo, é importante compreender algumas regrinhas básicas sobre isso:

 

Não escondam o relacionamento

Isso só ajuda a alimentar fofocas e olhares negativos dos colegas, além de não ser bem visto pela gestão da empresa.

Por sua vez, ao falar abertamente sobre o assunto com os líderes, os profissionais demonstram maturidade para saber diferenciar o que diz respeito às horas de trabalho e o que diz respeito exclusivamente a eles.

 

Permaneçam profissionais dentro da empresa

Independentemente de uma política de namoro na empresa, aprendam a serem discretos. Que as demonstrações públicas e calorosas fiquem para as horas de lazer. Isso mostra à gestão que eles não têm nada com o que se preocupar durante o expediente — e horas extras.

 

Atenção à ética e bom senso

Existem muitos casos em que uma promoção ou responsabilidade maior atribuída a um profissional é vista como favorecimento em decorrência de um relacionamento.

Para evitar esse tipo de atitude, mantenham-se firmes à ética e ao bom senso nas decisões e no dia a dia corporativo. Equilíbrio na vida pessoal e profissional é tudo, nesses casos.

 

Não se isolem

Integrem-se à equipe, seja no almoço ou happy hours. Casais que se isolam perdem o contato corporativo e podem prejudicar a harmonia de um ambiente colaborativo.

 

Questões pessoais ficam longe do trabalho

Assim como não vale a pena levar os problemas do trabalho para casa, os profissionais só são prejudicados ao levarem os problemas de casa para o trabalho.

Por isso, aprendam a diferenciar as coisas. Isso só vai beneficiar os coraçõezinhos apaixonados — e a gestão da empresa agradece!

 

E então, deu para compreender como o namoro no trabalho pode ser um assunto menos problemático? Para saber um pouco mais sobre o assunto, não deixe de conferir nosso guia completo sobre a política de namoro nas empresas!

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