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Mini dólar: entenda o que é e se vale a pena investir nesse modelo

Contratos futuros são modalidades de investimento cujos valores variam de acordo com outro tipo de modelo financeiro. Neste post, especificamente, vamos tratar do mini dólar e a maneira com a qual a taxa cambial do dólar — a moeda estadunidense — influencia o mercado financeiro nesse sentido.

E, se você ainda não sabe o que é o mini dólar ou, até mesmo, se vale a pena investir nesse tipo de investimento, continue com esta leitura e aprenda, conosco, tudo o que você precisa saber a respeito do assunto!

O que são os minicontratos?

Comecemos pelo conceito da questão: o mini dólar é um minicontrato presente no mercado futuro da Bolsa de Valores, como adiantamos na introdução. Isso significa, em poucas palavras, que estamos comprando e vendendo produtos do mercado financeiro levando em consideração uma data futura que é determinada previamente.

Só que, se isso tudo já parece confuso para o seu perfil de investidor, aí vai uma boa notícia: esse tipo de investimento é conhecido como “mini” por meio de um simples objetivo de torná-lo mais acessível para as pessoas físicas. Uma maneira rica, portanto, de aproximar o brasileiro das melhores opções de rentabilizar o seu patrimônio.

E o que é mercado futuro?

O conceito está atrelado a um ambiente virtual que é operado da Bolsa de Valores e no qual os investidores negociam contratos para uma data futura. Com isso, cria-se uma dinâmica diferente da tradicional compra e venda de ações no setor, mas tem resultados idênticos: você pode ganhar dinheiro a partir da valorização desses contratos ou contabilizar perdas caso eles desvalorizem no período.

O que é e como funciona o mini dólar?

No contexto acima destacado, o mini dólar é um minicontrato futuro da moeda estadunidense. O valor desses contratos é negociado no momento de compra e venda dos mesmos. Além disso, a Bolsa de Valores calcular diariamente o ajuste desse contrato, permitindo aos investidores um acompanhamento qualitativo.

É comum que o mini dólar seja negociado apenas em dias úteis, das 9h às 18h. E vale destacar que a cotação do contrato ocorre sempre na moeda brasileira e que o valor é creditado diretamente na conta do investidor.

E como funciona o processo de negociação desse modelo de contrato? Bom, primeiramente, é importante saber qual é o valor de uma quantia de dólares no mercado futuro e criar estimativas para entender se ele vai — ou não — se valorizar com o tempo. E isso favorece a decisão futura e garantir menos riscos para os seus investimentos.

O que são os códigos de negociação?

Cada minicontrato é identificado pela sigla WDO, que é o seu código de negociação — ele corresponde a uma letra e dois números sequenciais que correspondem ao mês e ao ano de vencimento do contrato em questão.

Para entender melhor, vamos começar explicando os códigos correspondentes a cada mês do ano, ficando assim:

  • janeiro (F);
  • fevereiro (G);
  • março (H);
  • abril (J);
  • maio (K);
  • junho (M);
  • julho (N);
  • agosto (Q);
  • setembro (U);
  • outubro (V);
  • novembro (X);
  • dezembro (Z).

Então, exemplificando, um contrato de mini dólar com vencimento para o mês de outubro deste ano corresponderia a sigla WDOV20, sendo que “V” é o código relativo ao mês e, o número 20, ao ano de vencimento.

Como ser um investidor em mini dólar?

Agora que já entendemos o conceito de mini dólar e também o seu significado e nomenclatura no mercado financeiro, hora de entender como você pode diversificar a sua cartela de investimentos e usá-lo entre os seus ativos.

O primeiro passo para isso é a contratação de uma corretora de valores para intermediar o negócio em seu nome, abrindo uma conta especificamente para isso. Logo depois, você deve receber o acesso a plataforma de negociação de mini dólar, que pode ser acessada pelo computador, tablet ou smartphone.

A etapa seguinte consiste em avaliar quais contratos têm a ver com as suas necessidades e objetivos — para isso, o profissional da corretora de valores escolhido pode auxiliar no processo — e concretizar a negociação.

Ponto importante, aqui: é necessário dispor de uma margem de garantia que é solicitada pela própria corretora. Esse valor varia entre as empresas, mas remete à certificação de que você pode arcar com eventuais prejuízos, caso eles ocorram.

Vale destacar, ainda, que você pode conhecer cada vez mais sobre o assunto e aprender tudo a respeito do seu patrimônio. Para dar um empurrãozinho na direção certa, temos um post que explica detalhadamente as melhores práticas para um boa gestão de carteiras de investimentos!

Vale a pena investir em mini dólar?

Resumidamente, podemos dizer que vale a pena investir em dólar, sim. A moeda permanece bem valorizada no mercado, mas é importante compreender se esse tipo de modalidade tem a ver com as suas expectativas e objetivos ao investir o seu dinheiro.

No caso do mini dólar, especificamente, é importante observar que trata-se de uma boa alternativa porque é um dos investimentos mais acessíveis do mercado futuro. É uma maneira interessante, então, de ter acesso a esse tipo de carteira de investimentos, mesmo que você ainda não seja expert no assunto.

Quais são as vantagens e riscos desse tipo de investimento?

Entre as vantagens do mini dólar, podemos destacar a alta liquidez desse investimento e também a sua flexibilidade, como mencionamos no tópico anterior. Ou seja: a negociação é rápida e simplificada, permitindo que você diversifique sua carteira de investimentos.

Por outro lado, convém atentar-se aos riscos dos mini contratos de dólar — que, afinal de contas, existem assim como ocorre com qualquer outro investimento. As oscilações do mercado são as que mais devem estar sob o seu constante monitoramento para evitar prejuízos ao longo do tempo.

Existem custos para investir em mini dólar?

Sim. Abaixo, vamos destacá-los para que você não tenha surpresas na hora de negociar os seus contratos de mini dólar. São eles:

  • taxa de corretagem, que é uma cobrança praticada pela corretora de valores para agir em seu nome na Bolsa de Valores — esse preço pode variar entre as empresas;
  • ISS, que é um imposto municipal pago em conjunto com a taxa acima citada;
  • emolumentos — taxas de negociação/liquidação dos minicontratos (valor cobrado pela BM&FBOVESPA e também pela CBLC);
  • taxa de custódia, cuja cobrança ocorre sobre o valor de sua carteira de investimentos;
  • Imposto de Renda, que deve ser pago a partir de lucros superiores a R$ 20 mil.

 

Agora que você já sabe tudo a respeito do mini dólar, conte para a gente o que você acha dessa modalidade de investimentos. Use o campo de comentários, abaixo, e diga-nos se pretende investir no mercado futuro!

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