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Machismo no trabalho: como conscientizar os colaboradores e criar um ambiente igualitário?
Cultura da Empresa

Machismo no trabalho: como conscientizar os colaboradores e criar um ambiente igualitário?

Explícitas ou veladas, muitas situações corporativas reforçam uma desigualdade de gênero. E isso não pode ter vez na sua empresa. O machismo no trabalho deve ser contido e represado a partir da identificação de sinais sobre como isso ocorre, como:

  • interrupções enquanto elas falam (manterrupting);
  • explicações óbvias dadas a elas (mansplaining);
  • ideias roubadas;
  • piadas sobre as particularidades de uma mulher;
  • comparações elogios com outros homens;
  • falta de crescimento e respeito ;
  • assédio moral e sexual.

 

O machismo no trabalho não é um tema recente, mas, sim, recorrente e em contraste com todas as evoluções corporativas desde então.

Parecem dois mundos paralelos e convergentes: estamos mais bem informados e temos à nossa disposição um mundo de possibilidades de crescimento, mas que converge com situações retrógadas — e criminosas, até.

A boa notícia é que o machismo no trabalho tem sido questionado, acusado e acuado por uma cultura organizacional que deixa esses valores ultrapassados para trás.

E, ao longo deste post, vamos entender como a sua empresa também pode virar a página e deixar, de uma vez por todas, o machismo no trabalho no seu devido lugar: no passado. Confira!

 

O machismo no trabalho ao redor do mundo

Infelizmente, esse sintoma contagiante não acontece só no Brasil, mas ao redor do mundo. Alguns destaques que podem ser observados com base no estudo composto pela Central Mulheres em parceria com a Inesplorato e a Avon:

  • a disparidade salarial entre homens e mulheres ainda é de 27,1%, em média;
  • no intervalo de 10 anos (2000-2010) o valor médio do salário das mulheres diminuiu 3,2%. O dos homens aumentou em 2%;
  • 14% dos cargos de CEO, apenas, são ocupados por mulheres. Entre as lideranças, elas somam só 23% do total.

Há muito caminho a ser percorrido, então, para que o machismo no trabalho seJa dissolvido por completo.

Quem corrobora isso é o Fórum Econômico Mundial (FEM), que aponta o ano de 2095 como o marco para que consigamos, enfim, atingir a igualdade de gênero.

Mas há uma luz nesse longo túnel: nós não precisamos esperar até lá para isso, mas começar o quanto antes com a mudança.

E que tal iniciarmos compreendendo quais são as situações — propositais ou acidentais — que apenas fortalecem o machismo no trabalho?

 

As situações machistas no ambiente corporativo

Muitos homens se defendem, dizendo que não sabiam que uma atitude ou comportamento são machistas. Mas, com a nossa lista abaixo, o RH da empresa vai conseguir orientar a todos para que tais situações deixem de existir em suas rotinas. Confira:

 

Interrupções enquanto elas falam

A cena é tão corriqueira que ganhou um termo próprio: manterrupting, uma junção das palavras man e interrupting, em inglês, que significa literalmente interrupções masculinas.

E isso acontece quando elas estão em reuniões, apresentações, na hora do café ou mesmo em avaliações de desempenho.

Qualquer interação, no fim das contas, em que elas são impedidas de darem continuidade a uma ideia, um raciocínio, uma solução.

 

Explicações óbvias dadas a elas

Outra situação que ganhou, mais uma vez, um conceito só seu: mansplaining, que é maneira de os homens serem didáticos ao extremo, para explicar coisas óbvias a elas, menosprezando o conhecimento das mulheres sobre o assunto.

 

Ideias roubadas

Não são poucos os casos históricos de ideias femininas que foram usurpadas ou concedidas aos homens para que fossem bem aceitas na sociedade.

Um exemplo disso? Embora Rosalind Franklin tenha morrido em 1958, Francis Crick e James Dewey subiram ao palco para receber o prêmio Nobel, em 1962, e sequer a creditaram pela descoberta da forma helicoidal do DNA.

E você, que está lendo isso, talvez já tenha presenciado — ou experimentado — uma situação desagradável dessas.

 

Piadas sobre as particularidades de uma mulher

Mais um exemplo de machismo no trabalho, e que pode muito tempo persistiu como explicação para algo. A TPM (tensão pré-menstrual) como sintoma de impaciência é altamente machista e reducionista de toda a complexidade delas, como mulheres e seres humanos.

 

Comparações elogios com outros homens

Aqui, as mulheres são reconhecidas — mas só porque são comparadas com outros homens. Exemplo: “você trabalha que nem um homem”.

Isso reduz a importância e o papel delas na mesma proporção que cria uma superioridade de gênero.

 

Falta de crescimento e respeito

Já chegamos aos exemplos que reforçam as estatísticas apontadas no início do artigo. Elas não recebem o reconhecimento dos superiores, dos colegas ou mesmo da liderança da empresa.

Como resultado, elas ganham menos desafios, responsabilidades, salários e oportunidades. E por qual motivo? Por serem mulheres.

 

Assédio moral e sexual

Convites e propostas indecentes — e no meio do expediente —, ofensas, julgamentos e diversas variações de abusos físicos e psicológicos.

Elas sofrem com isso e ainda são minadas quando juntam a coragem necessária para denunciar um colega ou supervisor. O pior é quando não são ouvidas ou as suas queixas são rebatidas com alguma das situações expostas anteriormente — como “a culpa é da TPM” ou o uso de licenças previstas na CLT, como a maternidade.

Objetificá-las e reduzi-las se tornou uma prática escandalosa. Muito em parte, em decorrência do movimento feminista que se uniu globalmente, a ponto de escancarar uma sociedade inteira presa em valores desiguais.

Por isso, vamos entender como é possível acabar com essas questões e trazer a igualdade de gênero para os corredores corporativos da sua empresa!

 

Se você está aqui, é porque está preocupado com o ambiente de trabalho, certo? Por isso, recomendamos que você baixe esse eBook gratuito. Nele você irá entender estratégias eficazes para reter os melhores talenstos! Responda o formulário e receba agora mesmo:


O guia para acabar com o machismo no trabalho

A psicologia é um forte elemento do RH. E é parte inerente do seu planejamento a igualdade de gênero, raça e crenças. Empresas que abraçam a diversidade crescem mais — interna e externamente — e se fortalecem a partir da união.

Caso a sua empresa esteja ainda engatinhando nessa direção, confira como a situação pode ser invertida para agregar mais dos seus valores institucionais na sua rotina:

 

Ações para evitar o machismo no trabalho

  • avalie as oportunidades dentro da empresa. Homens e mulheres têm as mesmas condições?
  • confira se as oportunidades foram dada em pé de igualdade, com base nos critérios para uma promoção, contratação ou novas responsabilidades;
  • em caso negativo, vá a fundo nos motivos para isso;
  • fortaleça ou crie um programa de desenvolvimento em que as competências e habilidades — e o perfil comportamental — excluem o gênero, mas foca exclusivamente em tais questões;
  • crie meios de comunicação (que sejam anônimos ou não) que estimulem e encorajem as denúncias de machismo no trabalho;
  • as denúncias devem ser ouvidas e checadas. Confirmadas as acusações, medidas legais devem ser tomadas e a empresa deve ter uma política clara de retaliação contra o machismo no trabalho;
  • envolva homens e mulheres em campanhas de conscientização;
  • promova eventos de integração e reduza até a extinção as diferenças de gênero nas ocasiões (um exemplo? Campeonatos de futebol internos para um gênero, apenas).

Mas não fica por aí: no próprio blog da Xerpa nós já enaltecemos iniciativas realmente louváveis para findar o machismo no trabalho. Dê uma conferida, depois, em como o Google trabalhou a questão no seu ambiente de trabalho para se inspirar em novas ideias.

Vale lembrar, por fim, que o machismo no trabalho deve ser um esforço coletivo para que não tenha mais vez na rotina da empresa. Homens e mulheres, juntos, pela igualdade de gênero.

 

Quer saber, agora, por onde começar? Que tal compartilhando este post nas suas redes sociais? E marque a liderança da empresa para reforçar a importância da questão, e o empenho do RH em resolvê-la de uma vez por todas!

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