liberdade aos colaboradores

Dar liberdade aos colaboradores traz prejuízos ou melhoras no desempenho?

O futuro do mercado de trabalho está sob discussão constante. Seja os impactos da tecnologia, o uso da inteligência artificial, o pagamento por moedas virtuais ou o automação de processos – há um olhar preocupado para os próximos anos e o que eles nos reservam. Uma das teorias discutidas é o crescimento do trabalho freelancer e remoto, fora das dependências da empresa.

Esse tipo de trabalho exige que a empresa dê liberdade aos colaboradores, apenas delegando tarefas e confiando de que eles terão o melhor desempenho possível.

Mesmo para as organizações que têm seus funcionários em sistema alocado, a autonomia dos profissionais é um tema largamente discutido pelos especialistas em Recursos Humanos.

Neste post, vamos abordar o assunto e esclarecer: liberdade ajuda ou atrapalha o desempenho? Acompanhe!

 

Como o modelo de liberação corporativa funciona?

Ao contrário do modelo de gestão tradicional, que atua controlando o empregado para que ele entregue resultados, um novo padrão de gestão vem ganhando espaço e sendo discutido.

Chamado de liberação corporativa, ele prega que os colaboradores tenham total liberdade e responsabilidade sobre suas ações. Esse conceito é empregado desde a realização de tarefas e até na cessão de espaço para que os funcionários possam tomar decisões.

Isso não significa que a empresa não é gerenciada, mas sim que as tarefas são delegadas com a confiança de que o funcionário vai fazer o melhor.

 

Como dar liberdade aos colaboradores pode auxiliar a empresa?

Alguns cases de sucesso já podem ser observados. Na Michelin, fabricante de pneus conhecida mundialmente, uma de suas fábricas alemãs trabalha dando liberdade aos colaboradores.

As equipes produzem sob autogestão e os gerentes assumem o papel de coaches, sem autoridade formal.

Os funcionários ainda podem definir seu próprio horário e férias, e controlar os próprios indicadores de desempenho. Como resultado, a empresa dobrou o fluxo de caixa livre e foi classificada em 2018 como a melhor grande empregadora.

Uma equipe que trabalha com liberdade tem maior engajamento, apresenta resultados mais consistentes e se dedica ao alcance dos resultados, em vez de trabalhar apenas por obrigação.

 

Como criar uma equipe capaz de se autogerenciar?

Ceder liberdade e autonomia para os colaboradores pode ser extremamente positivo. Porém, é preciso que essa transição seja feita com um bom planejamento, para que a empresa possa conscientizar os funcionários sobre o comportamento a ser adotado e possa acompanhar os resultados.

Sugerimos aqui um plano para que você consiga desenvolver a autonomia com seus funcionários, sem abrir mão da qualidade nas tarefas.

 

1. Contrate pessoas com habilidades de autogestão

Se você ainda vai montar a equipe, identifique se os colaboradores já têm experiência em trabalhar sozinhos.

Vale a pena perguntar se eles possuem alguma experiência com home working ou em trabalhar sem a companhia dos colegas.

O desenvolvimento de novos hábitos leva um certo tempo. Um profissional que está acostumado a trabalhar apenas em equipes ou que precisa estar sob supervisão constante para entregar resultados pode demorar muito até se adaptar às novas condições.

 

2. Promova treinamentos

Se você vai trabalhar com equipes já formadas, invista em treinamentos que orientem sobre a autogestão.

Alguns tópicos a serem desenvolvidos são a capacidade de administrar o próprio tempo, de atuar em prol do alcance de metas, boas habilidades de comunicação e capacidade de tomar decisões.

Faça reuniões periódicas para acompanhar os resultados, entender as dificuldades e reforçar os conceitos passados no treinamento.

 

3. Crie uma cultura de confiança

De nada adianta todo o esforço para criar equipes independentes, se o gestor não confiar no trabalho que será entregue. Cobrar ou tentar microgerenciar as tarefas, mesmo à distância, vai apenas atrapalhar o exercício da função.

A empresa deve ter uma cultura de confiança, seguida com afinco pelos gestores. Procure facilitar o trabalho, tirar dúvidas e acompanhar os processos, sem fazer cobranças constantes. Tenha a tranquilidade de que cada um está fazendo o próprio trabalho.

 

4. Forneça ferramentas de apoio

Algumas ferramentas vão ajudar não só a gerenciar a equipe, mas a alinhar prazos e otimizar o tempo.

Você pode usar softwares que ajudam a acompanhar o andamento do trabalho e definir metas. Vale lembrar que os funcionários, mesmo que trabalhem com mais liberdade, também precisam de feedback sobre o desempenho.

Também é interessante sugerir técnicas ou ferramentas que ajudem na gestão do tempo. Algumas são ideias para orientar o que deve ser priorizado, outras são softwares que ajudam a controlar o tempo gasto em cada projeto ou até mesmo procrastinando.

Mas lembre-se de que o uso dessas ferramentas deve ser apenas sugerido ― se o gestor decidir acompanhar isso de perto, toda a ideia de ceder liberdade para o trabalhador é jogada por água abaixo.

 

5. Reconheça o esforço dos profissionais

Reconhecer e incentivar os profissionais é importante para mantê-los engajados e “vestindo a camisa” da empresa. Não é necessário que os reconhecimentos sejam sempre financeiros, mas essa postura faz com que o colaborador tenha a consciência de que seus esforços são valorizados pela organização.

O reconhecimento também dá a sensação de pertencimento. Mesmo trabalhando com autonomia, é importante lembrar que o trabalho impacta na empresa como um todo.

 

6. Desenvolva a comunicação

Faça um diagnóstico da situação atual da empresa: a comunicação flui livremente entre os funcionários e equipes ou cada um trabalha centralizado nas próprias tarefas, sem trocar conhecimentos?

Para que a liberação corporativa funcione, é essencial que os funcionários tenham acesso a uma ferramenta de comunicação rápida, que favoreça o diálogo transparente e direto.

Procure estabelecer canais de diálogo para que a troca de informações seja centralizada, evitando problemas.

 

Ceder liberdade aos colaboradores vai tornar a gestão mais eficiente e elevar os índices de produtividade da empresa. Os funcionários devem entregar resultados, o que os faz assumir um senso maior de responsabilidade e assumir a microgestão dos seus projetos.

Esse modelo de administração abre espaço para que os empregados mostrem as suas habilidades e consigam até mesmo trazer inovações ou assumir outras atividades, sem perder a qualidade de vida no trabalho.

 

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