Lei trabalhista copa do mundo

Lei trabalhista e Copa do Mundo: qual é a relação?

De 4 em 4 anos a mesma dúvida surge; qual a relação da Lei Trabalhista e a Copa do Mundo? É obrigatório liberar funcionário na Copa do Mundo?

Acredite, essas questões não ficam a todo vapor apenas no RH da sua empresa, ao contrário geram estresse no trabalho e apreensão na maioria das organizações.

Por isso, decidimos criar este post sobre a Lei Trabalhista e a Copa do Mundo.

Vamos destacar algumas soluções que foram muito bem-vindas em diversas empresas, ao longo da realização das Copas do Mundo que já passaram, então continue acompanhando!

Lei Trabalhista e a Copa do Mundo: a empresa é obrigada a liberar funcionários?

A resposta, simples e objetiva, é: não. Nada consta na Lei Trabalhista sobre Copa do Mundo, principalmente sobre a obrigatoriedade de liberar os funcionários de suas funções, para acompanhar o evento esportivo.

E isso vale tanto para os jogos das seleções da Dinamarca, Egito, Japão ou mesmo do Brasil.

Os cargos de liderança da empresa devem ser transparentes e claros com os seus colaboradores: embora muitos estejam na expectativa por um abono de horas, nos períodos de jogos da seleção canarinho, essa é uma questão flexível, e não enrijecida pelas leis vigentes.

Como proceder com a chegada da Copa do Mundo?

É inegável, no entanto, que o esporte mais popular do país — e um dos mais praticados do mundo — cause essa comoção nacional e essa expectativa de liberar funcionário na Copa do Mundo.

Então, para aproveitar o melhor do evento e manter seus funcionários engajados e satisfeitos, assim como as seleções participantes da Copa do Mundo têm feito, a sua empresa deve fazer um planejamento campeão!

Uma das alternativas para que os departamentos não fiquem “de fora” das partidas é por meio da instalação de algumas TVs pela empresa. Assim, a jornada de trabalho não é impactada, embora a produtividade possa ser significativamente reduzida, uma vez que a atenção dos colaboradores pode se concentrar mais nas partidas do que em suas responsabilidades.

Outras empresas estão apostando em um horário especial para os colaboradores que quiserem acompanhar as partidas mais importantes do evento. Assim, não é preciso liberar funcionários na Copa do Mundo, mas, apenas, adaptar a jornada de trabalho para que ambos possam ser feitos sem prejudicar ninguém.

Inclusive, se a sua empresa estiver considerando essa possibilidade, há sempre como conciliar o planejamento com o uso de horas extras acumuladas, por exemplo, e um sistema de escalas para que a equipe não fique desfalcada nos dias de trabalho.

Leia também: As melhores ações voltadas para a qualidade de vida no trabalho.

Por fim, existe sempre a possibilidade de a empresa não conseguir abrir mão de sua força de trabalho — mesmo nos horários das partidas do Brasil. Aí, cabe às características do líder de cada setor em ser criativo para minimizar o problema.

Uma sugestão nossa: nesses casos, procure equilibrar as pretensões, para que não haja descontentamento de nenhum lado. Uma solução seria disponibilizar um rádio ou a possibilidade de transmissão online para que os resultados dos principais jogos sejam acompanhados, pelo menos. E, detalhe: sem descontar do horário dos profissionais.

Nesses casos, não use apenas a relação nula da Lei Trabalhista com Copa do Mundo a seu favor, mas mostre para os colaboradores como eles são indispensáveis e que realmente o trabalho não pode parar. Não cabe aqui ser apenas o chefe chato que “agarrou” os funcionários porque tinha a lei ao seu lado.

Lembre-se que ter um funcionário feliz, vale muito. Leia; Quanto custa ter um profissional feliz na empresa?”.

Como algumas empresas podem inspirar soluções para a sua?

Em 2014, a Copa do Mundo ocorreu em nossa terrinha, mobilizando o país inteiro e mais uma enxurrada de turistas espalhados de norte a sul do país. Isso mobilizou até mesmo a possibilidade de feriados pontuais.

Mesmo que as próximas edições da Copa não sejam no Brasil, as ações de algumas empresas, em 2014, podem inspirar seu negócio.

Confira, a seguir, algumas alternativas para você que vinha pensando se vale a pena liberar funcionários na Copa do Mundo:

Ford

A empresa automotiva fez um acordo com os seus 11,5 mil funcionários: apesar de a Lei Trabalhista e a Copa do Mundo não terem qualquer relação, a empresa concordou em liberar funcionários nos jogos do Brasil, na Copa, deixando-os à escolha de entrar mais tarde ou sair antecipadamente de sua jornada — tudo de acordo com cada turno.

TOTVS

A empresa optou por liberar funcionários na Copa do Mundo — novamente, apenas nos jogos do Brasil.

Para isso, a jornada de trabalho foi encerrada 3 horas antes do início de cada partida, isso dava tempo de sobra para os profissionais se dirigirem até o local onde assistiriam aos jogos.

Para os colaboradores que não puderam dispor de tal regalia — como o atendimento ao cliente, que ficou de plantão —, a solução foi criativa: telão e pipoca para acompanhar as partidas dentro da empresa mesmo.

Whirlpool

Em época de Copa do Mundo e feriado (Corpus Christi) tão próximos, a empresa acordou com os colaboradores das áreas administrativas e de produção o período de férias coletivas.

Hilton

Sua empresa é igual a um hotel, que não pode parar por um minuto sequer? O Hilton, então, demonstrou que também se preocupa com a satisfação de sua equipe e instalou TVs em alguns lugares e manteve ligado outros televisores nos jogos da Copa do Mundo.

Além disso, setores que podiam dispor de pausas — como o administrativo — pôde acompanhar do próprio hotel, os jogos da seleção brasileira.

Netshoes

O e-commerce vestiu o uniforme do Brasil, durante a Copa do Mundo: todos os setores pararam durante as partidas da seleção do país e os colaboradores puderam escolher entre assistir aos jogos na empresa ou sair com duas horas de antecedência para acompanhar o jogo de onde quisessem.

Como você pode perceber, mesmo que a Lei Trabalhista não diga nada sobre a Copa do Mundo, a satisfação de seus colaboradores, pode ser ainda mais importante, mesmo para gigantes do mercado.

Não faltam opções para liberar funcionários na Copa do Mundo sem que, com isso, sua empresa saia prejudicada — e, tampouco, os aficionados pelo maior evento de futebol do planeta.

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