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Juros do cheque especial: como funciona e como calcular a taxa

Os juros do cheque especial variam de acordo com o momento econômico do país e também as taxas aplicadas pelas instituições financeiras com as quais você se relaciona. Por isso, é tão importante saber como os juros do cheque especial  funcionam, a fim de poder calcular a necessidade de realizar esse empréstimo, em vez de adotar outras soluções para resolver o seu problema financeiro.

A conveniência dos créditos pré-aprovados logo se convertem em dores de cabeça variadas para as pessoas endividadas. Especialmente, para aquelas que não estavam devidamente informadas a respeito das elevadas taxas de juros do cheque especial.

Assim, em pouco tempo você entende que a solução rápida demanda mais tempo (e dinheiro) para ser quitada, e que você pode ter substituído uma dívida por outra — em geral, mais cara.

Continue lendo e entenda tudo sobre os juros do cheque especial, como funciona, como calcular a taxa e, o principal,  como evitá-los e organizar a sua vida financeira? Isso leva tempo, é claro, mas convidamos você a dar o primeiro passo nessa direção. Vamos lá?

O que é cheque especial?

Sua popularidade tem explicação fácil: o cheque especial se tornou uma solução rápida para resolver pendências imediatas, diante de algum imprevisto financeiro ou mesmo para quitar despesas mensais. 

Tudo porque ele se comporta como uma espécie de crédito pré-aprovado que é utilizado sempre que a sua conta bancária passa do saldo para o prejuízo.

Dessa maneira, automaticamente o banco onde você mantém uma conta “ajuda” você a não acumular dívidas.

Como os juros do cheque atrapalham a vida pessoal e profissional

Quando fazemos uso dessa modalidade de empréstimo, estamos sujeitos aos juros do cheque especial. Algo que, geralmente, se converte em uma tormenta acumulativa e maior do que a nossa capacidade de quitar o débito gerado.

E é aí que reside o grande perigo: passamos a conviver com uma dívida maior (e cumulativa) e que vai demandar mais tempo para ser paga. Assim, a pessoa fica mais estressada, frustrada, já que seus objetivos serão relegados a segundo plano, e impaciente.

Vale destacar o quanto os juros do cheque especial se refletem no dia a dia — pessoal e profissional —, não concorda? E isso prejudica o seu desenvolvimento corporativo e nas relações entre amigos e familiares.

Juros cheque especial: como funciona a taxa

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Você deve estar se perguntando o que tem de tão maligno nos juros do cheque especial, certo? Só que não se trata de algo maléfico em si, mas que costuma carecer de planejamento de quem o solicita.

Tudo porque o Brasil concentra uma taxa de juros variável entre 20 e 500% ao ano — isso mesmo! Sem o devido conhecimento, o solicitante está embarcando em uma jornada muito mais pesada financeiramente do que a que ele tinha antes de entrar no cheque especial.

E para que você tenha uma noção aproximada do quanto as instituições financeiras estão praticando para os seus consumidores, reunimos um compilado sobre os juros do cheque especial dos principais bancos ativos no país*:

  • Banco Mercantil — 526,13% ao ano;
  • Agibank — 442,25% ao ano;
  • Banco Santander — 421,93% ao ano;
  • Banco Daycoval — 379% ao ano;
  • Itaú Unibanco — 322,34% ao ano;
  • Banco do Brasil — 312,59% ao ano;
  • Caixa Econômica — 310,65% ao ano;
  • Banrisul — 295,01% ao ano;
  • Banco Bradesco – 290,59% ao ano;
  • Banco Original — 289,21% ao ano;
  • Banco Safra — 257,44% ao ano;
  • Banco Sofisa — 27,61% ao ano;
  • Banco Inter — 20,45% ao ano.

*Dados de 2018.

Claro que nem todos os bancos estão listados aqui, mas já dá para entender a grande discrepância entre os juros do cheque especial de uns para outros, não dá?

Como calcular juros de cheque especial

Para saber se vale a pena investir nos juros do cheque especial para quitar uma dívida prévia ou ainda solicitar uma renda extra para os dias de aperto, faça o seguinte cálculo:

  • identifique a taxa diária que é a cobrança pela a instituição financeira dia após dia que você não quitar o débito (para isso, convém informar-se com o seu banco);
  • com isso em mente, entenda que a instituição não cobra por dias úteis, mas corridos. E aí convém identificar a taxa diária e multiplicá-la pelos dias que você acredita ser capaz de quitar.

Todos os valores variam de acordo com as taxas de cada instituição e do valor solicitado no cheque especial. É importante ter em consideração, no entanto, o quanto você vai ter que pagar até arcar com toda a dívida.

Como evitar os juros do cheque especial

Se o valor apontado nos seus cálculos — ou com o auxílio de um profissional do banco — não forem satisfatórios, é melhor fugir dos juros do cheque especial.

E para isso, reunimos algumas dicas interessantes para uma gestão financeira melhor, como:

  • atenção à sua renda mensal e aos boletos que você cadastra no débito automático. Às vezes isso faz com que você caia nos juros do cheque especial sem perceber;
  • caso a situação seja irremediável, converse antecipadamente com o seu gerente e tente negociar melhores condições de pagamento;
  • se você já está digladiando com os juros do cheque especial, experimente outras opções de empréstimo para quitá-lo. Pode parecer loucura, mas se a outra opção de empréstimo tiver juros menores e maior tempo de quitação, a sua dívida é, consequentemente, menor;
  • converse com o seu banco para encerrar o cheque especial, caso ele traga mais problemas do que soluções.

Vale destacar que o planejamento financeiro também é uma medida imprescindível. Especialmente, se você está em busca de férias, em médio prazo, adquirir uma vantagem para enfrentar os imprevistos ou mesmo para disparar o seu currículo em busca de uma oportunidade ideal de emprego.

Para que você modifique os hábitos hoje mesmo, comece por avaliar a sua renda mensal e quais são os seus gastos — fixos e mensais. Isso ajuda a criar uma excelente perspectiva de necessidades e objetivos, contribuindo para que você fique bem longe dos juros do cheque especial!

Por onde começar?

Viu como os juros do cheque especial podem ser extremamente prejudiciais à realização dos seus objetivos, em médio e longo prazo? Especialmente, o quanto eles interferem na qualidade da vida pessoal e profissional das pessoas?

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Agora, para complementar o que vimos ao longo deste post, que tal conferir os grandes benefícios que você pode ter, no seu dia a dia corporativo, se a empresa investir mais em programas de bem-estar financeiro? Boa leitura!

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