JUROS COMPOSTOS

Juros Compostos: entenda o que é e como ele afeta o consumidor

Mesmo quem tem um perfil de investidor mais conservador deve ter ouvido falar que os juros compostos afetam na rentabilidade dos seus aportes.

Afinal de contas, com uma boa dose de planejamento, essa pode ser uma maneira de valorizar rapidamente os seus rendimentos. Proporcionalmente oposto ao que acontece quando deixamos acumular uma conta com encargos por atraso, por exemplo.

Acho que, com esse exemplo prático deu para entender o que seriam os juros compostos, não é mesmo? Ainda assim, siga com esta leitura, porque vamos explicar como você pode usá-los em seu benefício!

O que são juros?

Comecemos pelo básico da questão: os juros são as consequências monetárias de um empréstimo, normalmente representados por percentuais.

Por exemplo: os juros de atrasar o pagamento da mensalidade de um curso acadêmico é de 0,1% do total previsto no boleto. Assim, se o valor é de R$ 800, os juros desse atraso seriam de R$ 0,80.

É um mecanismo de garantia e segurança, portanto, para o cumprimento de suas obrigações financeiras. 

Quais são os diferentes tipos de juros?

Estamos falando, basicamente, de dois tipos: os juros simples e os juros compostos. O primeiro é cobrado apenas sobre o valor inicial. O exemplo que apresentamos acima é justamente esse caso.

Agora, quando falamos em juros compostos, estamos diante de uma situação que pode se desenrolar contínua e acumuladamente. Por exemplo: ao solicitar um empréstimo de R$ 1 mil, com taxas mensais de 1%, faz com que você deva R$ 1.010 após 30 dias da solicitação. Entretanto, após um ano, esse valor vai ser de R$ R$ 1.126,82 — já que ele acumula com base no valor do último mês, e não as cifras iniciais.

Só que os juros compostos não devem ser temidos, exclusivamente. Afinal de contas, destacamos que os mesmos são aplicados nos investimentos — inclusive, naquele que você tem considerado para a aposentadoria.

Pois, em longo prazo, vimos que os juros são maiores do que aqueles praticados pelos juros simples, sendo eles os melhores amigos dos investidores.

Por que os juros compostos são bons para os investimentos?

Por serem parte de uma remuneração que incide sobre o valor dos juros, constantemente, os juros compostos têm a finalidade de balizar investimentos em geral — seja na forma de um empréstimo realizado por instituições ou para o investidor que cede crédito ao governo (como é o caso do Tesouro Direto).

Como vimos, inclusive, eles podem não ser bons aliados ao solicitar um empréstimo para o banco, mas a situação contrária é para lá de vantajosa.

Daí, a importância em aprender a investir desde cedo. Destacamos, anteriormente, o valor disso para a aposentadoria, e aí que está o DNA da questão. Quanto mais você investir em opções de juros compostos, e quanto mais tempo você deixar essa renda crescer, melhor será para você.

Se você comprometer-se a criar uma economia de R$ 100 ao mês, os juros compostos vão trabalhar em cima dessas aplicações e dos juros já acumulados mês após mês. Assim, em 20 anos, por exemplo, você tem uma quantia generosa apenas com base nesses rendimentos dos juros compostos (além dos R$ 100 mensais, que por si só totalizam R$ 24 mil).

Quais investimentos fazem uso dos juros compostos?

Existem diversos tipos de investimentos no mercado. Muitos deles, são pensados para aplicações em curto prazo, por exemplo.

Inclusive, se você quiser saber mais a respeito dos investimentos que você pode adquirir um rendimento rápido, aproveite para ler o nosso artigo completíssimo sobre o assunto assim que finalizar este artigo!

Agora, quando falamos no planejamento para o futuro, os juros compostos podem fazer toda a diferença para você, como já havíamos destacado.

Portanto, fique de olho nos tipos de investimentos que podem ter mais a ver com os seus objetivos em longo prazo, como:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário);
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário);
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio);
  • Tesouro Direto;
  • poupança.

Vale a pena investir na poupança?

A poupança — embora ainda popular no país — não tem um rendimento tão valorizado quando comparado com as outras opções. No entanto, por fazer uso dos juros compostos, achamos relevante mantê-la na lista acima.

Além disso, o cálculo da poupança é um pouco diferente. Você tem que considerar o aniversário de suas aplicações para que os juros compostos se acumulem sempre no mesmo dia. Assim, você pode acumular mais, mês após mês.

Por exemplo: ao investir R$ 100, todos os meses no mesmo dia digamos, 28), os juros compostos vão se acumular todos nessa data, especificamente. Ao depositar nos dias 10, 13, 17 e 28, hipoteticamente, você vai ter juros acumulando em cada uma dessas datas e com base nos valores aplicados. Compensa mais, então, depositar sempre no mesmo dia de cada mês.

Vale observar, contudo, que os investimentos da lista não são todos os investimentos que amparam-se nos juros compostos para calcular os rendimentos. Em teoria, seja em renda fixa ou variável, todos são calculados com base em juros compostos — e não o simples.

Portanto, com educação financeira, objetivos definidos para saber o motivo da sua poupança e as aplicações mais adequadas a eles, e um planejamento para diversificar as suas carteiras de investimentos com base no seu perfil, os juros compostos podem ser grandes aliados.

 

E, se você já teve alguma experiência no assunto, que tal compartilhá-las conosco? Deixe um comentário, no campo abaixo, e vamos expandir a discussão sobre os juros compostos para que mais pessoas saibam como considerá-los ao escolherem os seus investimentos!

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