Juros compostos

Juros compostos: o que são e como calcular?

Os juros compostos podem não ser os melhores amigos de pessoas que realizam empréstimos — como o cheque especial —, mas têm elevado benefícios quando consideramos a realização de um investimento.

Tudo porque esse tipo de juros se difere dos juros simples, permitindo que o acúmulo de renda seja superior ao longo do tempo em que o dinheiro permanece nas aplicações financeiras.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, confira nossas considerações para quer você passe a olhar os juros compostos com mais interesse para fazer o seu dinheiro render ainda mais!

O que são juros?

Comecemos pelo princípio: na teoria, juros são as consequências monetárias que obtemos de eventuais movimentações financeiras. Isso ocorre, por exemplo, em empréstimos, mas também em investimentos.

O que são juros compostos?

A explicação do seu conceito é simples: juros compostos são aplicações de juros sobre os juros. Mas, calma que vamos nos aprofundar nessa ideia.

Quando investimos R$ 2 mil, por exemplo, em aplicações que fazem uso de juros compostos, a rentabilidade não é calculada com base nesse valor, ao longo dos meses. Pelo contrário: o cálculo é feito com base no ajuste mensal do que rendeu também.

Para que fique mais claro, vamos detalhar essa situação logo abaixo:

Você investiu R$ 1.000 e a ação dos juros compostos, nesse investimento, é de 10% ao mês. Assim, no primeiro mês, ele vai render R$ 100 — que são correspondentes a esses 10% mensais.

Portanto, em um mês, você tem R$ 1.100. No mês seguinte, entretanto, o cálculo vai ser diferente. No caso de juros simples, a soma seria equivalente aos R$ 1.000 novamente. Só que os juros compostos vão compilar tanto o valor inicial quanto os juros acumulados.

Ou seja: faríamos a soma de 10% mensais sobre R$ 1.100, o que totalizaria R$ 1.210 — R$ 100 de rendimento, então.

No terceiro mês, os juros corresponderiam a R$ 121, que são os 10% de 1.210. E assim por diante.

Com isso, já deve ter dado para entender, inclusive, as diferenças entre os juros simples e os juros compostos, certo?

Para que servem os juros compostos?

No geral, os juros compostos são pensados para balizar empréstimos, financiamentos e alguns investimentos. Nas duas primeiras opções, quem é prejudicado é o consumidor, que vai ver a dívida original escalar rapidamente, mês após mês.

Entretanto, esse é um ativo valiosíssimo para quem pretende começar a investir no mercado. Afinal de contas, os juros vão sendo maiores proporcionalmente ao tempo em que você mantiver os seus recursos devidamente aplicados.

Por isso, é importante observar quais modalidades contam com esse juros embutidos em seus respectivos planos — além de ser de grande importância, para o investidor, aprender como fazer o cálculo e assim descobrir, antecipadamente, quanto o seu dinheiro pode render ao longo do tempo.

Para saber um pouquinho mais sobre o assunto, e de maneira complementar, não deixe de conferir nosso post que explica tudo o que você precisa saber a respeito dos investimentos!

Como calcular os juros compostos?

Embora já existam calculadoras virtuais que facilitem a sua visualização a respeito dos juros compostos, saber como realizar o cálculo é uma maneira de conhecer o mecanismo por trás das fórmulas onde você aplica o seu dinheiro.

Até por isso, ainda que existam diversas calculadoras digitais — como essa, que você encontra na página do Tesouro Direto —, recomendamos que você confira o método manual de cálculo, que vamos explicar logo abaixo como funciona!

Antes de começarmos, vamos explicar a fórmula usada para o cálculo de juros compostos: M = C (1+i)t. Explicando cada um dos itens, temos:

  • M é o montante final;
  • C é o capital aplicado;
  • i é a taxa fixa (importante usar o valor da taxa em decimais. Por exemplo: 10% se converte em 0,1 para o cálculo;
  • t é o período de tempo.

Vamos entender como calcular com base em um exemplo. 

Digamos que você investiu R$ 5 mil e espera obter um retorno do mesmo em 30 meses, cuja taxa de juros ao mês é de 0,5%. Assim, com base na fórmula acima, temos: M = 5.000 (1 + 0,005) 30 = 5.806,91.

Nesse período, então, você teve um rendimento de R$ 806,91 sem movimentar um centavo sequer. Os juros iniciais foram acumulando, mês após mês, o que pode ser ainda mais potencializado quando você permanece investindo os seus recursos.

Esse é o cálculo mais fácil, principalmente, se você não fazer nenhum aporte além do inicial. Por isso, quando o aporte é mensal, o cálculo demanda um pouco mais de tempo.

Investimentos de juros compostos com aporte mensal

Nessas situações, é importante usar uma calculadora financeira ou mesmo uma planilha (Excel ou do Google) para facilitar o trabalho. Afinal de contas, o valor inicial vai ser modificado continuamente, bem como os juros acumulados. 

É importante, portanto, que você construa um planejamento financeiro para obter resultados cada vez melhores com os juros compostos. 

Além disso, se você não tem experiência no assunto, convém ficar de olho em quais são os investimentos de baixo risco. Dessa maneira, você consegue compor uma rotina muito mais segura, que proteja você contra imprevistos e prejuízos, e ainda munido dos benefícios dos juros compostos nas aplicações realizadas.

Esperamos, com isso, que você tenha entendido um pouco mais a respeito dos juros compostos e que consiga aplicá-los nos seus futuros (e atuais, caso tenha) investimentos!

 

Caso você queira ir além das dicas que vimos aqui, sobre os juros compostos, aceite o nosso convite para este post, e curta a nossa página no Facebook! Além disso, aproveite para seguir-nos no Instagram e LinkedIn! Em nossas redes sociais, reunimos muitas dicas relevantes sobre o assunto, e você também pode interagir com a nossa base de seguidores!

 

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