inclusão de pessoas transgênero na empresa

Nutra um ambiente de respeito com a inclusão de pessoas transgênero na empresa

Por meio da inclusão de pessoas transgênero na empresa, o recado é claro: a sua cultura organizacional é inclusiva e não diferencia gênero, raça e opções particulares, mas a pessoa por trás de suas escolhas. No entanto, é importante ter um discurso devidamente alinhado com o perfil de todos os colaboradores. Daí, a importância em nutrir um ambiente de respeito e cumplicidade.

 

Um dos maiores objetivos, de qualquer organização, é a criação de um local de trabalho que respeite a todos, e que incentive a colaboração entre todos. Nisso, podemos falar a respeito da inclusão de pessoas transgênero na empresa.

Afinal de contas, um ambiente harmonioso e empático evita qualquer tipo de discriminação e promove a inclusão, independentemente de raça, religião, nacionalidade, orientação sexual ou identidade de gênero.

E os motivos para incentivar a inclusão de pessoas transgênero na empresa são variados. Entre eles, a discriminação é ilegal. Logo, qualquer prática ou atitude discriminatória deve ser coibida pelo RH e os líderes da organização.

Mas, questões legais à parte, tratar os funcionários de maneira justa, é a coisa certa a fazer. E ponto final. Afinal de contas, um local de trabalho respeitoso promove uma cultura de união.

Quer saber como agregar esse tipo de valor à sua rotina? Basta seguir com esta leitura a respeito da inclusão de pessoas transgênero na empresa!

Uma questão que deve ser abordada

Pode ter demorado, mas muitas empresas estão recuperando o atraso em abordar o assunto e tratá-lo com naturalidade. Vale a pena, inclusive, observar o estudo levantado pela Human Rights Campaign (HRC), um grupo de pesquisa e defesa LGBTQ, que aponta o seguinte: 83% das empresas da Fortune 500 têm políticas que proíbem a discriminação baseada na identidade de gênero.

Entenda: a Fortune 500 é a lista da Fortune Magazine, com uma lista que contempla as principais empresas. Agora, quer um comparativo espantoso? Em 2002, apenas 3% dessas empresas tinham as mesmas políticas.

A inclusão de pessoas transgênero na empresa

A HRC atualiza constantemente uma lista com as melhores empresas para as pessoas LGBTQ trabalharem. O órgão chama-a de Corporate Equality Index (CEI), destacando os empreendimentos que mantêm boas políticas e práticas antidiscriminação.

Ou seja: a inclusão de pessoas transgênero na empresa tem se moldado à rotina corporativa cada vez mais. Não é o final feliz e natural esperado, mas, como já adiantamos, é um atraso de consciência que, ao menos, vem sendo recuperado.

Até por isso, muitos setores de RH não sabem, ao certo, como agir e reagir para trabalhar com a inclusão de pessoas transgênero. Afinal, não basta, simplesmente, escrever e implementar novas políticas.

O treinamento dos colaboradores deve ser um trabalho inicial, entre outras medidas — como veremos a seguir!

Os primeiros passos para a criação de um local de trabalho respeitoso

Para qualquer orientação que uma empresa necessite obter dos seus colaboradores, a saída mais funcional é o treinamento. Assim, garantir a conformidade com as políticas de não-discriminação não é exceção.

Todos os funcionários devem receber, no mínimo, orientações claras para um comportamento apropriado e respeitoso no local de trabalho. Você também deve aconselhá-los sobre as consequências de não cumprir tais políticas.

Para tanto, essas diretrizes devem ser fornecidas de várias maneiras — e que vão além do simples treinamento e orientação. Mas, no geral, a educação e o treinamento sobre identidade de gênero e a não-discriminação podem ser formulados informalmente, e por meio de breves discussões.

A composição do programa de treinamento, portanto, vai depender das circunstâncias que envolvem o local de trabalho. Por exemplo: se o perfil da empresa encara a contratação de uma pessoa transgênero como algo fora do comum.

São questões assim que devem ser combatidas antes mesmo de lidar com a inclusão de pessoas transgêneros na empresa. Afinal de contas, se o RH lida com a qualidade de vida e o bem-estar dos seus colaboradores, qualquer tipo de discriminação deve inexistir antes de abrir as suas portas para todos.

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O que incluir no treinamento

Além das questões acima, algumas outras situações podem ser implementadas no seu processo de inclusão de pessoas transgênero na empresa. Veja só!

 

Explique o que é identidade de gênero

Muitas pessoas desconhecem o significado de identidade de gênero — ou têm concepções equivocadas sobre o assunto. Por isso, vale orientar que se trata do gênero com o qual uma pessoa se identifica, independentemente de seu sexo biológico.

Às vezes, você pode ouvir o termo “expressão de gênero”. Isso se refere à aparência, aos maneirismos, ao estilo ou ao vestuário dessa mesma pessoa. Por exemplo: uma pessoa que usa maquiagem e cabelos compridos pode ser percebida como feminina, e uma pessoa que usa gravatas e corta o cabelo curtinho pode ser percebida como masculina.

A expressão de gênero de uma pessoa pode não corresponder, necessariamente, ao sexo biológico no momento do nascimento.

 

Evidencie as consequências de violar a política de não-discriminação

O que acontece se um funcionário violar a política de não-discriminação? Certifique-se de treinar a todos para que estejam cientes dos procedimentos disciplinares, caso não ajam de acordo com a inclusão de pessoas transgênero na empresa.

Boa maneira para isso é a distribuição da conduta esperada nos canais de comunicação da empresa, em reuniões e nesses treinamentos informais para que os seus funcionários saibam o que é esperado de sua conduta e quais serão as consequências se eles não seguirem essas expectativas.

O valor da inclusão de pessoas transgênero na empresa

Se alguns dos funcionários estiverem relutantes em aceitar a nova política, talvez, seja útil apontar os benefícios financeiros para a organização.

Isso porque a discriminação não apenas expõe os empregadores a processos judiciais custosos, mas o prejudica financeiramente de outras formas.

Veja só alguns exemplos: empresas que são vítimas de discriminação contra funcionários LGBT têm dificuldades em recrutar talentos e em reter funcionários. E, como se sabe, a rotatividade elevada é um problema sério para a manutenção da empresa.

Sem falar no óbvio: empresas que abraçam a discriminação — mesmo que por cumplicidade — têm a sua reputação manchada no mercado. Isso pode dificultar a realização de novas parcerias, espantar clientes e, como já citado, afastar os talentos profissionais dos seus processos seletivos e do dia a dia produtivo.

Os problemas sociais que pessoas transgênero enfrentam no local de trabalho

Sabemos, por mais que não vivamos na pele, a dificuldade que as pessoas enfrentam simplesmente por pensarem diferente dos outros. As pessoas transgêneras também costumam sofrer assédio, como a humilhação de serem impedidas de usarem o banheiro referente ao gênero que elas se identificam.

Sem falar em piadas, provocações, comentários indelicados ou mesmo ameaças dos colegas de trabalho, tudo isso por ser diferente.

Lembre-se, então, de coibir qualquer tipo de situação dessas. Trata-se de uma questão elementar e que deve ser amplamente difundida, internamente, antes de começar a inclusão de pessoas transgênero na empresa.

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