História da Administração: conheça a trajetória desta profissão

história da administração

Para entender a história da administração precisamos viajar milênios, até a antiga Suméria, quando a sociedade passou a se organizar para lidar com os problemas. Uma viagem no tempo que ajuda a compreender o impacto atual desse setor fundamental para as empresas!

 

A história da administração tem a sua origem baseada em eventos ocorridos milênios atrás. E há uma evidência bastante atual de sua relevância.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) realizou o Censo da Educação Superior 2015 e constatou que Administração foi o curso com mais alunos ingressantes: 267.013.

Vale destacar que a história da administração é recente no país, datando de meados da década de 1960. O que nos leva a perguntar: qual é o motivo para tanta procura de novos profissionais no mercado?

Visando uma resposta para isso, neste post nós vamos explorar a história da administração, explorando as boas práticas do setor que culminaram no desenvolvimento da gestão de pessoas e como esse processo foi se desenvolvendo no Brasil. Boa leitura!

 

Qual é o berço da história da administração?

Registros históricos apontam que, na antiga Suméria, a sociedade já apresentava indícios de uma organização administrativa. Isso no ano de 5.000 a.C., aproximadamente.

O mesmo vale para o Egito de faraós divinos, com evidências de um sistema econômico pensado na manutenção administrativa. E, na China — em 500 a.C —, a Constituição de Chow é famosa pela concentração de regras e regulamentos focados na administração pública.

Vale dizer: ao longo dos séculos, essas orientações e métodos aplicados serviram de contínua inspiração para as sociedades dominantes.

Vale apontar, então, que o berço da história da administração reside no próprio DNA da humanidade vivendo em sociedade.

 

A evolução da história da administração

Com base nessa organização social, iniciada há milênios, duas instituições se valeram amplamente dos ensinamentos propostos pela história:

  • a Igreja Católica Romana;
  • as organizações militares.

A primeira, por se manter ativa e valiosa ao longo de boa parte da trajetória da civilização ocidental.

Os militares, por sua vez, por toda a força que imperou na estruturação de sociedades inteiras, e que adota princípios e práticas administrativas em suas rotinas.

Foi, no entanto, durante a primeira revolução industrial que a história da administração começou a escrever capítulos revolucionários para a sua devida compreensão contemporânea.

Por meio das máquinas a vapor, as transformações sociais, políticas e econômicas foram aceleradas — algo similar à Transformação Digital que tem ditado o tom do século 21.

Com isso, a industrialização colocou em xeque práticas que não cabiam mais em um mundo que passou a demandar soluções para duas consequências desse acelerado desenvolvimento:

  • administração empírica para substituir o improviso e agregar organização aos processos;
  • mais eficiência para lidar com a crescente concorrência do mercado.

Foi, no entanto, apenas no século 20 que o engenheiro americano Frederick W. Taylor apontou princípios de profunda relevância para a história da administração: os princípios e estudo dessa organização como uma ciência.

Taylor é conhecido, por muitos, como o precursor da Teoria da Administração Científica.

Nela, os conceitos de máxima produção a um custo reduzido já eram sinalizados, bem como o planejamento no processo de seleção e recrutamento de candidatos, uma supervisão qualificada… Ideias muito bem difundidas, atualmente, não é mesmo?

 

A adoção da administração científica

A célebre obra de Taylor foi publicada em 1911, inicialmente. O trabalho logo se espalhou, entre os comerciários e industriais, como uma verdadeira bíblia do mercado.

Afinal, uma série de práticas e métodos foi replicada febrilmente nos corredores corporativos da época, como:

  • planejamento;
  • padronização;
  • especialização;
  • remuneração;
  • controle de qualidade.

Questões, inclusive, que representaram mudanças também nos âmbitos social e cultural. A produção em massa ganhava, enfim, uma organização empírica, lógica e funcional.

 

Qual foi o impacto do pensamento de Taylor?

Seguindo o curso da história da administração, podemos perceber que as primeiras décadas também traziam semelhanças com outros pensamentos difundidos até então: perspectivas.

Nem tudo que Taylor pregava, portanto, era bem recebido. Por exemplo: o francês Henri Fayol já espalhava uma palavra semelhante à de Taylor — com os seus próprios princípios básicos.

Para ele, cinco funções competiam à gerência administrativa:

  • planejar;
  • comandar;
  • organizar;
  • controlar;
  • coordenar.

Comparando os dois, é possível analisar que Taylor focava seus estudos no exercício da produção, enquanto Fayol priorizava a organização.

Para o primeiro, a máxima divisão de tarefas era considerada, ao passo que o segundo defendia a estrutura formal e gerida pelo alto escalão.

Assim, a história da administração ganhou mais vertentes. Até que, em pleno período de guerra — em 1940 —, Elton George Mayo consolidou a sua Teoria das Relações Humanas: o berço da gestão de pessoas.

 

As ideias da Teoria das Relações Humanas

Seu conceito está fortemente enraizado à necessidade de humanizar a gestão administrativa. Ou seja: focar nos recursos humanos para proporcionar os resultados desejados.

Acontece que a história da administração, tal qual conhecemos hoje, não se apega apenas em uma ou outra linha de pensamento, apenas: ela é construída com um pouco de cada.

Portanto, no geral, podemos observar que os pilares administrativos são formulados a partir dos estudos propostos por Taylor, Fayol e Mayo. Entre outros, é claro, que contribuíram com diferentes perspectivas para um pensamento pluralizado de gestão.

 

Como ocorreu a história da administração no Brasil?

Embora centenas e mais centenas de anos tenham passado, ao longo de toda a história da administração, o seu desenrolar ainda engatinha no país.

Afinal de contas, a história da administração em nossas terras remonta ao ano de 1965 por meio da sanção da Lei nº 4.769 — foi quando o curso de administração passou a ser reconhecido.

Antes disso, porém, o Brasil já funcionava a partir de boas práticas desses pilares da administração. Faltava, à sua aplicação cotidiana, a teoria fundamentada para qualificar ainda mais a tomada de decisão do empresariado.

Prova disso é que, entre as décadas de 1930 e 40, uma tardia revolução industrial ocorreu no país. Mais pessoas sentiram a necessidade de investir em conhecimento para verem os seus negócios próprios decolarem, e não estagnarem por uma falta de conhecimento qualificado.

Podemos analisar essa evolução, ao longo da história da administração brasileira, a partir de alguns eventos capitais, como:

  • durante a década de 1930, os empreendedores passaram a depender menos do setor agrícola para desenvolver a economia do país;
  • em 1943 ocorreu o primeiro Congresso Brasileiro de Economia, focando na industrialização consolidada no país;
  • em 1945, o país presenciou a chegada dos seus primeiros cursos de Ciências Contábeis e Ciências Econômicas.

É importante apontar, também, que o desenvolvimento econômico que se observou, ao longo da Era Vargas e também do período que Juscelino Kubitschek ficou à frente do governo, contribuiu para acentuar o interesse geral na administração como ciência.

Isso tudo culminou na elaboração da lei citada acima. No ano seguinte, em 1966, coube ao Conselho Federal de Educação promover o primeiro currículo mínimo para um curso de administração. Na mesma época os Conselhos Regionais de Administração (CRAs) foram criados.

 

Quando chegaram as primeiras universidades de administração?

Mesmo que ainda não houvesse lei regulatória para respaldar a história da administração no país, algumas instituições já estavam à frente desse progresso.

É o caso, por exemplo, da Fundação Getúlio Vargas (FVG) — fundada em 1938 — e também da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da Universidade de São Paulo (FCEA/USP) — que foi inaugurada oito anos depois.

As pesquisas já ocorriam, nesse período, tanto focadas em assuntos econômicos quanto administrativos. Isso facilitou, posteriormente, a criação de um projeto acadêmico para os cursos do setor.

Em 1952, após um esforço coletivo de universidades e especialistas, a FGV estabeleceu um novo capítulo na história da administração com o primeiro curso do gênero no país.

Dois anos depois, foi a vez da criação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) — aqui, a perspectiva era em qualificar o empresariado cada vez mais.

Desde então, os cursos de administração vigoraram no Brasil. A partir de 1965, mais de 200 cursos já se espalhavam por todo o território nacional. Atualmente, o MEC já reconhece uma totalidade de quase 2 mil cursos.

 

Como é a carreira do administrador?

Nos capítulos mais recentes da história da administração podemos perceber uma crescente na flexibilidade de sua grade curricular.

Afinal de contas, em uma época de transformações, como a em que vivemos, o profissional tem que estar um passo à frente dessas mudanças e das tendências profissionais.

Veja, por exemplo, o currículo mínimo do curso de administração com base no Parecer nº 307/66:

  • administração de material;
  • administração de pessoal;
  • administração financeira e orçamento;
  • contabilidade;
  • economia brasileira;
  • estatística;
  • instituições de direito público e privado;
  • legislação social;
  • legislação tributária;
  • matemática;
  • psicologia aplicada à administração;
  • sociologia aplicada à administração;
  • teoria econômica;
  • teoria geral da administração.

Vale destacar, ainda, que essa pluralidade acadêmica também evoluiu de diferentes maneiras na construção de um perfil profissional da área.

Para apresentar isso qualitativamente, a seguir vamos destacar algumas das possibilidades que o profissional do setor pode considerar para o desenvolvimento da sua carreira!

 

As possibilidades de carreira na administração

Ao longo de toda a história da administração, a versatilidade sempre se mostrou uma constante em sua aplicação — teórica e prática. E isso não poderia ser tão relevante quanto hoje em dia.

Confira, abaixo, os rumos que um profissional pode tomar com base nos conhecimentos adquiridos em sua trajetória acadêmica em administração:

 

Administração de empresas

São os profissionais que atendem às necessidades de uma empresa, cuidando desde a folha de pagamento dos colaboradores às estratégias para equilibrar custos e a renda do negócio.

 

Administração esportiva

Evidência de que a história da administração concentra uma versatilidade de muita amplitude. Caso da carreira na área de esportes, em que o profissional pode atuar em múltiplas frentes desse setor de elevada demanda.

 

Administração financeira

Profissionais focados no setor financeiro. No meio corporativo, essa ação diferenciada se dedica às questões associadas ao fluxo de caixa, capital de giro e os lucros da empresa.

 

Administração de Recursos Humanos

A gestão de Recursos Humanos está em alta. Afinal, hoje em dia o setor adquiriu uma relevância estratégica ainda maior e diversificada.

Os profissionais que, ao longo da história da administração focaram em qualificação na área de recursos humanos, têm que lidar não apenas com as questões burocráticas do departamento pessoal, mas na manutenção e promoção da qualidade de vida e do bem-estar do quadro de funcionários.

Além disso, os profissionais que focarem nessa carreira também podem se especializar em outras áreas relacionadas a esse departamento, como:

 

Auditoria

Profissionais que focam na análise, no monitoramento e nos exames específicos para avaliar se os objetivos de uma empresa estão sendo seguidos da maneira apropriada.

 

Gestão de Qualidade

Por fim, a gestão de qualidade foca no processo de averiguação do nível de excelência promovido por uma empresa.

Isso pode acontecer tanto no âmbito comercial quanto industrial — e nas áreas de serviços ou produtos.

 

Portanto, a história da administração nos mostra que, embora ela seja praticada há milênios — e que a sua trajetória no país seja um tanto recente —, há muito ainda o que oferecer.

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