GPS em atraso? Descubra agora como resolver esse problema!

GPS em atraso

O Instituto Nacional do Seguro Social, ou simplesmente, INSS, é uma instituição federal responsável pelo recolhimento de impostos e redistribuição em forma de benefícios aos seus contribuintes.

E uma das formas de contribuição mais conhecida é a Guia da Previdência Social, também  denominada de GPS. Este é um documento de coleta de impostos referentes a benefícios como a aposentadoria e a licença maternidade, por exemplo.

Em muitos casos, é bastante comum que haja falta de pagamento e a GPS em atraso se torne uma dor de cabeça para muitos brasileiros. Porém, apesar de ser algo a se evitar, ter este débito em aberto pode ser facilmente resolvido, como você verá neste texto.

Para sanar todas as suas dúvidas sobre o assunto, nosso artigo contará com alguns tópicos, como:

  • O que é GPS?;
  • Quais são as modalidades de guia GPS?;
  • Quem precisa pagar a Guia da Previdência Social?;
  • O que fazer quando existe um GPS em atraso?;
  • É possível fazer um novo cálculo GPS em atraso?;
  • O que acontece se a guia GPS não for paga?;

Aproveite a leitura do artigo e tire todas as suas dúvidas! Bom proveito!

O que é GPS?

A Guia da Previdência Social, ou GPS, é o documento utilizado para o recolhimento dos impostos por parte dos contribuintes. São eles: empresas, contribuintes individuais ou facultativos, segurados especiais e empregadores domésticos.

A guia tem recolhimento mensal ou trimestral e pode ser de caráter obrigatório ou facultativo. O seu pagamento garante uma série de benefícios aos seus contribuintes, como:

  • Auxílio em caso de doenças ou acidentes;
  • Salário maternidade;
  • Aposentadoria etc.

A contribuição inclui recolhimentos que equivalem a 5%, 11% ou 20% dos rendimentos, a depender dos ganhos do contribuinte, porém, possui um valor mínimo de pagamento de R$ 10,00.

Quais são as modalidades de guia GPS?

A fim de otimizar e garantir maior abrangência e facilidade no processo de pagamento da Guia da Previdência Social, o INSS disponibiliza diversas formas de realizá-lo. Entre as opções disponíveis estão:

GPS Eletrônica

Após cadastrar usuário, senha e uma assinatura eletrônica na agência da conta de sua empresa, é possível realizar o pagamento de uma ou mais guias. 

Depois de serem geradas pelo Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (SEFIP), estas podem ser pagas através de débito em conta ou boleto bancário.

GPS – Casas Lotéricas

Caso prefira realizar o pagamento de forma presencial, as contribuições podem ser realizadas nas Casas Lotéricas de sua preferência. 

Entretanto, o recolhimento não pode ser maior do que  R$ 1.000,00 e deve obedecer ao horário de funcionamento da lotérica. 

GPS – Internet

Através do internet banking da Caixa Econômica Federal é possível realizar o pagamento de sua guia. Para utilizar o serviço, basta acessar o site da Caixa através do link e inserir os seus dados. 

Também há a opção de acessar pelo app para smartphones ou computadores.

Entretanto, antes de dar início ao procedimento, é necessário se dirigir à gerência de sua conta e solicitar o cadastramento da assinatura eletrônica. 

GPS – Débito em Conta

Uma das formas mais seguras e práticas de evitar a GPS em atraso é a cadastrando em débito automático em conta. Dessa forma, não haverá esquecimentos na hora de realizar o pagamento, evitando dores de cabeça, multas e possíveis contratempos com a sua empresa.

Para usufruir dessa modalidade, basta realizar o cadastro antecipadamente e permitir que a cobrança seja realizada no dia estipulado. Assim, mensalmente, o valor será descontado sem a necessidade de emitir GPS.

GPS – Autoatendimento

Nas Agências da Caixa Econômica Federal existem salas de autoatendimento, onde é possível realizar o pagamento de forma simples e prática. 

Para quitar a sua guia, basta se dirigir ao equipamento destinado ao serviço tendo o cartão magnético e a senha da conta em mãos. 

Quem precisa pagar a Guia da Previdência Social?

Todos os indivíduos que possuam alguma atividade remunerada, precisam realizar o pagamento de sua contribuição com o INSS. Isto é válido para autônomos, profissionais liberais e trabalhadores formais, mesmo que estes contribuam com a previdência privada.

A arrecadação de impostos é uma forma de garantir a manutenção de determinados serviços federais, além de ser uma maneira de garantir mais segurança ao trabalhador. 

Através da contribuição pela GPS, a empresa e demais trabalhadores têm acesso a uma série de benefícios, como férias remuneradas, 13º salário, pensão em caso de morte, aposentadoria etc.

O que fazer quando há um GPS em atraso?

Quando existe a pendência da GPS em atraso, não há motivo para grandes preocupações. Em primeiro lugar, você deve averiguar em qual tipo de contribuinte você se encaixa, para realizar um novo cálculo.  Confira quais são eles:

Contribuinte individual com menos de 5 anos de atraso

Caso o tempo da GPS em atraso ultrapasse 6 meses, mas não 5 anos, é necessário comprovar a sua atividade profissional no período. 

Este processo tende a ser mais fácil para os contribuintes individuais que possuíam atividade aberta neste tempo. Porém, para os contribuintes facultativos, essa alternativa é mais complicada. 

Contribuinte individual com mais de 5 anos de atraso

Para as GPS em atraso por mais de 5 anos, o processo de pagamento é feito através da comprovação de atividade exercida durante o período. Isto leva o procedimento a ser computado no cálculo da Previdência, através de diversos comprovantes. 

Todo o processo pode ser realizado pela Internet ou de forma presencial nas agências do INSS de sua região.

Contribuinte facultativo com menos de 6 meses de atraso

Por meio do site da Receita Federal, é possível realizar o pagamento da GPS atrasada já com o valor atualizado. Essa alternativa está disponível através do Sistema de Acréscimos Legais (SAL), que faz o recálculo GPS com todo o valor necessário para pagamento.

O acesso se dá pelo número de cadastro (NIT, NIS ou PASEP) e, no portal, basta inserir os dados referentes aos valores do período em atraso. Assim, é feito o cálculo GPS em atraso, que pode ser paga também, através da Internet.

É possível fazer um novo cálculo GPS em atraso?

Sim. Para realizar o cálculo corretamente, é indicado solicitar a ajuda de um contador de sua confiança. Ele irá considerar os meses em atraso e as tarifas atuais de cobrança, a fim de que o valor de contribuição seja estabelecido. 

Além disso, o site da Receita Federal já disponibiliza a opção de cálculo diretamente em seu portal de atendimento. Lá, o recálculo GPS é feito e disponibilizado para o contribuinte de forma instantânea e sem custos. 

Para saber em detalhes como fazer o cálculo do INSS, confira o nosso artigo sobre o assunto: veja o passo a passo de como calcular o INSS.

Uma boa notícia é que os contribuintes que possuem débitos com o INSS podem  emitir GPS e realizar o parcelamento de suas dívidas diretamente pela Internet. 

Quem está em atraso, tem o débito parcelado em até 4 vezes mensais e o valor não pode ser inferior a R$ 200,00.

O que acontece se a guia GPS não for paga?

Bom, isto depende. Se você for um funcionário registrado através da CLT, a própria empresa contratante deve se responsabilizar pelo pagamento ao INSS. O recolhimento é feito mensalmente, através de descontos diretos em sua folha de pagamento.

Caso você seja responsável por uma empresa, desconta o valor do salário dos funcionários, mas não repassa ao INSS, esta atitude se caracteriza como crime. A pena para a prática da apropriação indébita é de 2 a 5 anos, além de multa. 

Neste caso, a empresa não terá acesso à Certidão de débitos negativos e, por isso, não poderá participar de licitações públicas, realizar empréstimos, repartir lucros com os sócios, entre outras penalidades.

E, para aqueles que são contribuintes individuais ou facultativos, a falta de pagamento pelo período de 6 meses ou mais, o torna inapto a usufruir dos benefícios concedidos. Ou seja, mesmo com o tempo de contribuição anterior, o ex- contribuinte não terá mais direito ao auxílio-doença e salário maternidade, por exemplo. 

Sendo assim, quando possível, é necessário optar pela alternativa que melhor atenda às suas necessidades. Em muitos casos, a contribuição para previdência privada é a melhor alternativa, por isso, não pagar a dívida é uma boa opção. 

Porém, para quem deseja que os benefícios básicos federais fiquem assegurados, a contribuição da GPS em atraso é sempre a melhor escolha!

Esteja em dia com seu Guia da Previdência Social!

Através da contribuição de impostos ao INSS, o trabalhador fica respaldado por uma série de leis que prevêem o pagamento de benefícios nos mais diversos casos. Sendo assim, contribuir com o INSS é uma forma de pensar em situações adversas e, também, em seu futuro.

Estar em dia com a instituição, em alguns casos, não é uma obrigatoriedade. Porém, realizar o pagamento da GPS é essencial para garantir os benefícios citados no decorrer do artigo, além de não ter pendências previstas na legislação.

Portanto, caso você tenha alguma GPS em atraso, é importante averiguar sua situação e, sempre que possível, realizar o pagamento da guia. Essa é uma forma de resguardar a si e a seus funcionários, além de conferir maior transparência em seu trabalho.

 

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