gestão financeira para varejo

7 erros de gestão financeira para varejo

Se você trabalha no ramo de varejo, com toda certeza sabe da importância da gestão financeira para o setor. Afinal de contas, é por meio desse trabalho que você consegue equilibrar as despesas e a renda, e também planeja o desenvolvimento da sua empresa em curto, médio e longo prazo.

Para tanto, convém ficar de olho em alguns meios práticos, eficientes e assertivos para garantir a boa saúde financeira do seu negócio. Por isso, neste post vamos explicar não apenas a importância da gestão financeira para varejo, mas explorar o que deve ser feito, justamente, a partir dos erros mais comuns ,que são:

  1. Misturar as contas pessoais e corporativas;
  2. Negligenciar os registros de contas e operações;
  3. Ignorar a importância do controle de estoque;
  4. Subestimar a importância do fluxo de caixa;
  5. Acreditar que é possível fazer tudo por conta própria;
  6. Segmentar os setores da própria empresa;
  7. Confiar cegamente nos resultados.

Agora que você já sabe do que vamos falar nos tópicos a seguir, siga com esta leitura e aprenda conosco a garantir maior eficiência ao seu dia a dia profissional!

A importância da gestão financeira para varejo

Entre os anos de 2014 e 2017, o varejo brasileiro testemunhou o fechamento de 61,7 mil lojas. Entre os motivos para isso, a falta de gestão financeira foi destacada como um dos fatores mais presentes.

Podemos considerar também outros elementos significativos, como a crise política e financeira que abateu-se sobre o país no mesmo período. Mas, em geral, a eficiente gestão financeira para varejo pode ajudar a minimizar os efeitos negativos de cenários externos como a própria crise.

Portanto, com mais disciplina e noções administrativas para gerir os seus recursos, é possível prevenir-se contra influências negativas que, direta ou indiretamente, assolam os empreendedores em busca do desenvolvimento gradual e sustentável de suas empresas.

Sem falar que um bom trabalho, nesse sentido, confere vantagens poderosas para o crescimento da sua marca, como:

  • facilidade para direcionar investimentos em diferentes áreas da empresa;
  • maior controle das entradas e saídas, contribuindo para uma saúde financeira inabalável;
  • noções práticas dos melhores momentos para investir ou reter os custos;
  • percepção mais precisa dos valores e riscos — e necessidade — de solicitar empréstimos e financiamentos;
  • segurança maior para evitar que a sua empresa entre em falência.

Ou seja: são motivos que deveriam estimular qualquer empreendedor a mudar os hábitos e evitar ao máximo os mais comuns erros de gestão financeira para varejo!

Além disso, você sabia que pode reforçar a rotina do seu trabalho por meio de outras ações? Para saber mais a respeito, deixe salva para depois a leitura de outro artigo nosso, esse falando especificamente sobre o que é e como implementar uma estratégia competitiva!

Os 7 erros de gestão financeira para varejo a se atentar

Agora que já deu para entender algumas das vantagens e a relevância em praticar um bom planejamento financeiro e gerir com responsabilidade os recursos da sua empresa, vamos ver quais são os erros mais comuns que os empreendedores cometem, para que você aprenda a evitá-los em sua gestão!

1. Misturar as contas pessoais e corporativas

Talvez, o erro mais comum dos microempreendedores. Muitos acham que conseguem equilibrar as despesas e recursos de maneira eficiente — quando isso está longe de ser verdade.

De acordo com o SEBRAE, algumas pequenas e médias empresas tendem a falir em até dois anos de funcionamento 24,4%, de acordo com um levantamento recente —, e cujo percentual cresce ainda mais nos dois anos seguintes (chegando a 50% do total de empresas abertas nesse período).

Por isso, considere a separação das contas para que não ocorram confusões e, tampouco, dados imprecisos na sua gestão financeira para varejo. Pois é comum vermos a conta bancária e usarmos para despesas pessoais — e vice-versa — achando que vamos dar conta desse déficit.

Lembre-se que, por menor que seja o porte da sua empresa, existem condições únicas que se atrelam ao seu negócio e, outras, exclusivamente à sua vida particular. Não misture as coisas e procure por opções de contas que privilegiem o pequeno empresário — seja com taxas atrativas ou mesmo isenções.

E, caso não possua conhecimentos sobre o setor, não deixe de contratar um profissional gabaritado para auxiliar na sua gestão financeira para o varejo.

2. Negligenciar os registros de contas e operações

Toda entrada e saída deve ser devidamente registrada. Até como um complemento do tópico anterior, a falta de um controle preciso do seu fluxo de caixa pode causar sérios problemas para fechar a conta no final do mês.

Ainda mais em um setor tão dinâmico quanto o seu. As margens são cada vez menores, para atrair o público e gerar diferenciais competitivos, bem como os valores devem ser contados, centavo a centavo, para garantir que você planeje-se com mais eficiência e segurança.

Agora, pense em um exemplo prático: digamos que você tenha comprado insumos (como produtos de limpeza) e não registrou-os. Imagine que esse hábito comece a se tornar frequente e considere o peso disso ao fechar as contas. O desfalque vai ser grande, gerará retrabalhos e imprecisões múltiplas para saber, de fato, quanto custam as operações para manter o seu negócio.

3. Ignorar a importância do controle de estoque

Quando falamos em gestão financeira para varejo, é inegável que você já deve saber da importância do seu estoque. Afinal de contas, muitas vezes estamos falando de produtos com prazos de validade (dessa maneira, os itens comprados antes devem ser os primeiros a rodar nas prateleiras) e também de uma rotina mais prevenida contra o desabastecimento do seu estoque.

Por isso, aprenda sobre o giro de produtos na sua empresa para evitar ter a mais (e a menos) de itens em estoque, facilitando uma relação econômica e constante com fornecedores e também com os seus clientes — que dificilmente terão seus desejos de compra frustrados.

4. Subestimar a importância do fluxo de caixa

O fluxo de caixa no varejo, não pode limitar-se à caixa registradora. De jeito nenhum! Ainda que ela seja importante para o dia a dia. No mais, é importante ter soluções digitais que integrem e permitam um controle mais eficiente de suas entradas e saídas.

Como resultado disso, você pode montar um planejamento mais imune a imprevistos e você não tem surpresas negativas com desfalques e despesas que você não sabe de onde veio e para onde foram os seus recursos.

Já destacamos, inclusive, o quão dinâmico é o setor de varejo. Ao não atentar-se à relevância do fluxo de caixa, as entradas e saídas podem ocorrer de maneira tão intensa, que você vai perder todo o controle de suas operações — e isso é um dos piores cenários que se desenrolam na rotina de um gestor do varejo.

5. Acreditar que é possível fazer tudo por conta própria

Muitos empreendedores confiam demais em suas planilhas e na eficiência de suas memórias. E não é por desmerecimento, mas existem soluções que evitam esse esgotamento e necessidade de depender, exclusivamente, de nós mesmos para o sucesso de sua empresa.

Por meio de soluções tecnológicas acessíveis e de fácil uso, os empreendedores podem ter total controle de suas empresas. Na gestão financeira para varejo, as tecnologias podem garantir:

  • automação de processos, garantindo mais precisão no controle de entradas e saídas;
  • flexibilidade para você analisar relatórios gerados em tempo real;
  • autonomia para atuar de maneira mais estratégica e analítica;
  • economia por meio de um investimento rápido e de efeito imediato.

Pesquise, no mercado, as soluções tecnológicas que mais têm a ver com a sua empresa, e entenda o que elas podem fazer para garantir maior poder e eficiência na sua gestão financeira para varejo.

6. Segmentar os setores da própria empresa

Ainda que você tenha diferentes etapas do fluxo de trabalho, áreas e especializações profissionais dentro da empresa, não cometa o erro de segmentá-la a ponto de parecerem empresas diferentes dentro de uma só.

Com harmonia, colaboratividade e a ciência de tudo o que ocorre antes ou depois de suas respectivas responsabilidades, dentro do fluxo produtivo, os seus colaboradores — e a empresa, como um todo — caminham na mesma direção.

Isso significa, inclusive, que todos terão objetivos similares, ainda que o trabalho de um seja completamente distinto do outro. 

7. Confiar cegamente nos resultados

Toda empresa deve ter um bom planejamento financeiro e saber, antecipadamente, quais são as suas metas e objetivos. Assim, fica fácil analisar o desempenho da empresa a partir das métricas que mais importam.

E, para muitos empreendedores, os resultados se limitam ao número de vendas ou de faturamento. Embora importantes, será que são os únicos números que devem ser analisados?

Comece a identificar as métricas que melhor estão associadas aos objetivos da sua empresa, e analise-as também. Melhor: monitore-as — preferencialmente, em tempo real com o auxílio de soluções tecnológicas, como um sistema integrado de gestão. Isso pode agregar camadas a mais de segurança para o seu negócio.

Com essas dicas para você melhorar a gestão financeira para varejo, a sua empresa vai se blindar contra imprevistos e alguns dos problemas que mais acometem o empreendedor incauto. E, por sua vez, também vai galgar o seu trabalho a um patamar mais elevado, aproximando-o das grandes empresas do ramo.

 

Mas, para complementar tudo o que vimos por aqui, aproveite para deixar um comentário, no campo abaixo, e compartilhe conosco os grandes desafios que você já enfrentou (ou ainda enfrenta) sobre a gestão financeira para varejo!