Gestão ativa e passiva

Gestão ativa e passiva: entenda as diferenças

A escolha de um fundo de investimento e a decisão de investir o dinheiro de forma assertiva passa necessariamente pelo entendimento das diferenças entre gestão ativa e passiva. Até porque esse é um passo importante para determinar qual modelo se encaixa ao seu perfil.

Uma vez que a gestão ativa e passiva possuem suas diferenças em pontos como risco do nível de investimento e rentabilidade. O grande segredo dos fundos de investimento não é escolher de cara a opção que te dará mais retorno, mas sim a que mais se adequa a você.

Se por um lado existem investidores arrojados e que buscam ultrapassar os limites do benchmark, que é o índice de referência para investir, por outro tem pessoas comedidas.

Dentro desse cenário o mais importante para traçar uma estratégia de investimento é: me adequo mais a gestão ativa ou gestão passiva do meu dinheiro? Para lhe ajudar a entender esses dois modelos preparamos um conteúdo exclusivo sobre o tema.

Ficou interessado? É só seguir em frente neste texto e boa leitura!

A importância do benchmark nos fundos de investimento

Antes de mostrarmos as diferenças e características da gestão ativa e passiva é importante entender o que elas significam na prática. Em primeiro lugar precisamos saber que a base para diferenciar a gestão ativa e passiva está no chamado benchmark.

O benchmark nada mais é do que um índice de referência para que você tenha uma base e consiga saber se suas aplicações estão indo bem ou não. 

Ele funciona como um guia para o investidor tendo diversos indicadores econômicos para direcioná-lo entre a gestão ativa e passiva. Podemos destacar entre os principais benchmarks financeiros do mercado os seguintes:

  • Taxa Selic;
  • Índice Bovespa
  • Taxa de câmbio
  • Taxa CDI;
  • Indicadores de inflação;
  • Taxa de câmbio.

Com base nesses benchmarks o gestor tem como ter uma análise macro e mais concreta sobre o sucesso dos seus investimentos.

Até porque num cenário onde o seu investimento deu 20% de retorno, por exemplo, não é possível afirmar com exatidão que esse retorno foi completamente positivo. 

Pois, tudo depende da referência que você tem no mercado, que no caso são os chamados benchmarks. No artigo “O que é benchmark financeiro? Entenda o conceito e aprenda a usá-lo!” explicamos a importância desse índice.

Conheça a gestão ativa

Agora que já sabemos como funciona a base da gestão dos fundos de investimento podemos ir mais a fundo na gestão ativa e passiva. Vamos começar explicando o significado da gestão ativa.

A gestão ativa é aquela em que o investidor trabalha para superar as rentabilidades do seu índice de referência. Para isso ele está sempre analisando as opções de mercado e quais alternativas podem lhe oferecer esse tipo de possibilidade.

No caso da gestão ativa o gestor é mais livre para escolher seus ativos, mas em contrapartida pode ter um desafio muito grande em ser remunerado acima da média de mercado.

E essa tarefa não é fácil, como mostrou um estudo recente da  Morningstar, que indicou que apenas 25% dos gestores americanos de fundos de investimento, nos últimos 20 anos, superaram o índice S&P500, que é o benchmark de referência nos EUA.

Abaixo elencamos as principais características da gestão ativa.

  • Desempenho eficiente em longo prazo;
  • Maior rentabilidade;
  • Liberdade de investimento;
  • Carteiras não estáticas;
  • Demanda uma grande análise de mercado.

As vantagens da gestão ativa

Como todo e qualquer modelo de fundo de investimento a gestão ativa não está a par de oferecer vantagens e desvantagens para quem a adota.

Entre as principais vantagens podemos destacar a possibilidade de rendimento acima do índice de referência e a criação de uma carteira não estática, dando mais liberdade ao investidor neste sentido.

As desvantagens da gestão ativa

Em relação às desvantagens podemos apontar as taxas de administração, que tendem a ser mais altas que a gestão passiva, e a volatilidade, em função do alto risco de investimentos. 

Além disso, por ser um trabalho considerado árduo, o valor para contratar uma equipe qualificada na área pode ser bem superior ao da gestão passiva.

Conheça a gestão passiva

Enquanto a gestão ativa tem um perfil de investidores mais arrojados para quem opta por esse modelo, a gestão passiva é totalmente o contrário. 

Na gestão passiva a pressão por resultados de alta rentabilidade é menor, pois basta o investidor alcançar a mesma do benchmark para se dar por satisfeito.  

Isso faz com que ele tenha, como o próprio nome diz, um papel passivo na construção do seu portfólio de ativos. Sendo assim, o fundo de gestão passiva é mais limitado e não dá tanta liberdade para que o investidor tome decisões “acima da média”.

Confira as principais características da gestão passiva.

  • Replicar o rendimento do benchmark;
  • Facilidade para acompanhar o mercado;
  • Pressão menor por resultados;
  • Menor volatilidade.

As vantagens da gestão passiva

Dentro de um cenário de vantagens da gestão passiva podemos destacar o custo de administração, bem menor do que a gestão ativa e a previsibilidade de resultados.

Outra facilidade é o uso de aspectos matemáticos no processo de investimento que permitem uma automatização dos processos de gestão.

As desvantagens da gestão passiva

As desvantagens da gestão passiva estão principalmente relacionadas a rentabilidade. Isso porque como ela a busca é por se igualar ao benchmark. Portanto, ela não é recomendada para quem busca lucros que estejam acima da média do índice de referência.

Sem contar que o investidor tem menos liberdade para arriscar, pois, irá sempre seguir o índice padrão, que o amarra e limita para conquistar uma rentabilidade extra. Seu cartel de investimento, em consequência, é menor do que o de investidores da gestão ativa.

Quais os custos dos fundos de investimento

Antes de optar por uma gestão ativa ou passiva no mercado é necessário avaliar também os custos dos fundos de investimento. Podemos destacar dois deles como os principais e que fazem parte do seu custo de funcionamento e administração.

São eles: a taxa de administração e a taxa de performance.

 A taxa de administração está relacionada aos custos para a manutenção do fundo escolhido. Existe uma variação dessa taxa, que leva em conta a complexidade para geri-lo, como, por exemplo, se o investimento faz parte da gestão passiva ou ativa. 

Já que, dependendo do modelo, há uma exigência maior de análise e estratégia.

Isso influencia também a taxa de performance, cobradas por alguns fundos, e que se explica como um “prêmio” para os que conseguem superar o “benchmark”. É importante ressaltar que essa taxa é cobrada diariamente da cota do fundo.

Quais os riscos dos fundos de investimento

Investir em fundos de investimento não significa estar longe dos riscos do mercado financeiro

Portanto, é importante reconhecê-los e principalmente tecer estratégias para que eles sejam minimizados e não impactem negativamente e constantemente nos investimentos. Entre os principais riscos dos fundos de investimento podemos destacar:

  • Risco de Liquidez: a liquidez no mercado financeiro se explica pela facilidade de transformar ativos em dinheiro. Contudo, nos fundos de investimento nem sempre isso acontece e o trabalho pode ser árduo e arriscado nesse sentido. Afinal, não há garantias de resultado.  
  • Risco de Mercado: é comum que o mercado oscile por vários motivos, seja por influências relacionadas a questões políticas, econômicas ou internacionais. Por isso, quem aplica em fundos de investimento está sempre suscetível a sofrer com esses riscos de mercado.
  • Risco de Crédito: existe também a possibilidade de que os envolvidos pelo fundo não cumpram com suas obrigações no pagamento de juros. Isso ocorre principalmente com quem opta pela gestão ativa e quer estar com uma rentabilidade que supera o benchmark.

Defina o seu perfil e assuma os riscos do mercado financeiro

Investir em fundos de investimentos depende não só de um desejo de ser atuante no mercado financeiro, mas de uma estratégia sobre qual o modelo que mais se adequa ao seu perfil. 

Neste cenário temos àqueles investidores que são mais arrojados e os mais conservadores.

Eles se dividem entre a gestão ativa e passiva como pudemos ver ao longo desse conteúdo. Enquanto um está o tempo todo tentando superar os benchmarks outro tenta se igualar e replicar esse índice de referência.

Como sabemos não existe mercado financeiro sem riscos, portanto, a gestão ativa e passiva possuem vantagens e desvantagens. Cada um desses pontos precisa ser avaliado e estudado pelos investidores para que qualquer ação seja assertiva.

Já que erros no mercado financeiro podem fazer com que o investidor perca muito dinheiro.

Antes de investir é essencial ter uma clareza sobre as metas e objetivos, até porque é normal que o mercado financeiro tenha oscilações e o fundo de investimento não é uma garantia de créditos. Em qual perfil você se adapta arrojado ou conservador? 

 

Se esse artigo te ajudou a tomar uma decisão sobre como se comportar diante dos fundos de investimento, convidamos você a seguir a Xerpa nas redes sociais Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn para se tornar um expert no mercado financeiro.

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