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Férias ilimitadas: o que é, vantagens e desvantagens de adotar

Férias ilimitadas (paid time off, ou PTO, em inglês) é um novo modelo de flexibilidade para os colaboradores. Por meio dessa prática, as próprios colaboradores decidem quantos dias eles tiram de folga, ao longo do ano, desde que as suas responsabilidades estejam em dia e isso não acarrete em problemas para a empresa e, tampouco, para os colegas de trabalho do colaborador.

 

As férias ilimitadas — cujo conceito, em inglês, responde pelo nome de PTO (paid time off) — estão em alta, mundo afora. Empresas como a Netflix e a Evernote já adotam o modelo e têm elogios múltiplos à sua prática.

Entretanto, toda tendência ou novidade costuma exalar incredulidade, para algumas pessoas, e uma completa interrogação para outras. E se a sua empresa está sempre em busca de inovação, as férias ilimitadas devem estar, ao menos, devidamente absorvidas no seu conhecimento.

Foi por isso que, neste post, reunimos tudo o que você precisa saber a respeito do PTO, e o que essa ideia tem agregado de positivo nas empresas. Além dos cuidados que devem ser observados para que as vantagens não se convertam em prejuízos. 

Boa leitura!

O que são as férias ilimitadas?

O modelo emprega mais flexibilidade, na relação entre a empresa e o funcionário, para que o mesmo possa planejar-se para tirar dias de folga quando melhor lhe convém. Desde que, é claro, isso não interfira nas suas atividades — por exemplo: viajar na mesma semana em que haviam compromissos agendados.

Com isso, a intenção é fazer com que as férias ilimitadas tirem o peso dos ombros de quem acredita, cegamente, na qualidade de longas horas trabalhadas para obter bons resultados. E isso não é verdade.

Por sua vez, quando o colaborador tem melhores condições para oferecer um trabalho de qualidade, essa filosofia prega que o próprio funcionário vai construir a sua produtividade de maneira equilibrada. E assim, ele pode produzir o mesmo (ou ainda melhor) do que um colaborador que fica até tarde todos os dias.

Aquele workaholic clássico, portanto, pode perder espaço nas empresas por meio das férias ilimitadas — e isso é uma excelente notícia, já que o excesso causa uma série de desgastes físicos e mentais na pessoa.

Entretanto, justificar o uso das férias ilimitadas sem planejamento pode causar um problema em todo o fluxo de trabalho. E é essa construção pensada estrategicamente que vamos começar a esmiuçar a seguir.

Por que conceder as férias ilimitadas?

Empresas que iniciam essa filosofia podem defendê-la com unhas e dentes devido aos resultados obtidos. Mas, assim como é fácil observar um jogador de futebol profissional e dizer “eu também faria isso se quisesse”, é importante saber que essas organizações planejaram extensamente o assunto.

No entanto, os benefícios são palpáveis uma vez que as férias ilimitadas saem do papel e ganham volume e forma no dia a dia corporativo. Abaixo, os principais pontos positivos observados:

  • mais produtividade, porque o colaborador assume um senso de pertencimento maior com a flexibilidade proporcionada pela empresa;
  • menos estresse, pois isso qualifica a gestão de pessoas, e faz com que os indivíduos equilibrem suas vidas profissional e pessoal em um nível personalizado — cada um tem os seus limites de tolerância, afinal de contas;
  • desenvolvimento mais rápido, pois existe mais confiança no trabalho e, consequentemente, responsabilidades em fazê-lo bem;
  • retenção e atração de talentos por mostrar um diferencial competitivo, para a organização.

Vale destacar, inclusive, que os níveis de satisfação das pessoas tende a ser maior, com as férias ilimitadas na cultura organizacional da empresa. 

 

E os riscos de investir nessa ideia?

Como havíamos destacado, não basta implementar as férias ilimitadas: o modelo deve ser pensado, testado e só então enraizado na rotina.

Do contrário, alguns problemas podem ocorrer na organização. Entre os principais, podemos citar:

  • o desejo de maximizar esse benefício, ao ponto de desestabilizar o fluxo de trabalho;
  • dificuldade em considerar um período de férias por conta da dificuldade em entregar as tarefas no prazo, ou com medo em sobrecarregar a equipe;
  • temor em perder lugar na equipe — ou na empresa — caso o benefício seja utilizado.

Ou seja: o problema pode partir tanto da mente pouco informada do colaborador quanto em decorrência de uma mentalidade arcaica da própria organização.

Como adotar as férias ilimitadas na empresa?

Se a implementação desse modelo é um trabalho que funciona em duas frentes (empregador e empregado), o setor de RH da empresa tem um trabalho de grande responsabilidade à frente.

E a seguir, destacamos as principais atividades para garantir que esse conceito se transforme em uma grande vantagem, e não um pesadelo, para a organização!

 

1. Gerencie as expectativas

Novidades podem causar furor e, principalmente, exageros quando não existem regras ou orientações para que todos desfrutem do benefício. E, com as férias flexíveis, isso significa um trabalho de construção da cultura de responsabilidade coletiva.

A empresa dá o voto de confiança de entrega e engajamento dos colaboradores, e eles respondem com os prazos cumpridos, as metas atingidas e o uso consciente das suas férias ilimitadas.

Com isso, vale ter em mente algumas regrinhas básicas. Por exemplo: setores que dependem, periodicamente, de outras áreas para dar prosseguimento ao trabalho, devem pensar como um time ao tirar um período de repouso. 

Convém, então, avaliar o que as outras empresas têm praticado nesse sentido, e conciliar tais orientações com a política, cultura e perfil da empresa.

 

2. Abra os canais de comunicação

Assim como em todo novo projeto, as férias ilimitadas devem ser discutidas entre todos. Frustrações, expectativas, temores e considerações devem ser reunidos e debatidos, para que um resultado final agrade à maioria.

Por isso, crie pesquisas, faça reuniões menores e envolva os colaboradores no processo decisório. Isso pode agregar mais do que desagradar, no fim das contas.

 

3. Experimente

Faça pequenos testes e avalie, por meio de métricas e indicadores previamente definidas, os impactos positivos e negativos ao término de cada experiência. Acredite: isso faz toda a diferença!

Quais empresas podem servir de inspiração?

Algumas organizações já estão com as férias ilimitadas enraizadas em seus respectivos DNAs. E, se você vinha buscando inspirações sobre como o modelo é implementado, a seguir vamos discuti-las brevemente:

  • a Netflix tem um sistema completamente aberto quanto a isso. A teoria é simples: entregue aquilo que você deve, no tempo que conseguir para obter um impacto efetivo. O que importa é a qualidade do trabalho, e não as horas trabalhadas;
  • a Virgin Group (do biolionário Richard Branson) também aderiu à ideia. Os colaboradores podem tirar o período desejado sem aprovação prévia de gestores ou do RH, desde que os mesmos tenham controle de suas atividades, compromissos e responsabilidades;
  • a Evernote foi outra que optou pelas férias ilimitadas — a empresa vai além, e ainda agracia o colaborador com US$ 1.000 para aproveitar o período de repouso (ideia que surgiu porque os funcionários se recusavam a fazer uso desse benefício);
  • a produtora de games Valve abriu mão do controle de férias também. A gestão confia nos seus profissionais e abdica da necessidade de controlar e/ou aprovar o período de férias de suas equipes.

 

Viu como é possível pensar nas férias ilimitadas, de acordo com o perfil da empresa, e sem que a rotina seja atrapalhada nesse processo?

Agora, se você estiver em busca de outras tendências de RH para qualificar ainda mais o fluxo de trabalho e o clima organizacional, curta a nossa página no Facebook e siga-nos no Instagram, Twitter e LinkedIn! Lá, você vai saber em primeira mão todas as nossas dicas e novidades!

 

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