ainda vale a pena fazer faculdade

Ainda vale a pena fazer faculdade? Guia completo com vantagens, desvantagens e alternativas

Existem muitos casos de bilionários — como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg, entre outros — cuja biografia acadêmica não é nem um pouco extensa. Eles abandonaram o curso superior e dedicaram-se a outras tarefas e atividades que renderam a eles alta popularidade e dólares na conta bancária. Mas e aí? Ainda vale a pena fazer faculdade?

Essa pergunta tende a levantar uma discussão interessante sobre o assunto.

Observando os três exemplos acima, fica fácil colocar em dúvida a questão. Ainda mais quando se revela que, na lista de bilionários americanos da revista Forbes, pouco mais da metade tem ensino superior.

Mas o Brasil segue a mesma tendência ou o crescimento profissional, por aqui, segue um ritmo e orientação distintos?

Para saber mais a respeito, siga com a leitura deste post em que vamos avaliar se ainda vale a pena fazer faculdade.

Ainda vale a pena fazer faculdade no Brasil?

Estudar não é um investimento fácil e tampouco barato. Nos Estados Unidos, por exemplo, as melhores universidades do país tem custo médio e anual de US$ 70 milhões. Esse é, inclusive, um dos grandes motivos que levam as pessoas ao endividamento.

No Brasil, o recurso destinado à obtenção de um diploma de nível superior é elevado também. Acontece que por aqui ocorre uma distinção maior quanto à oferta de empregos para quem tem ensino superior estampado no seu currículo.

Lembrando também, que as universidades prometem desenvolver profissionais em suas carreiras.

Ater-se ao curso, simplesmente, não revela a formação de especialistas em diferentes níveis de atuação e setores.

O que remete às soluções que muitas pessoas têm preferido em vez de seguir o ensino superior. No tópico a seguir, vamos explorar os prós e contras de perguntar se vale a pena fazer faculdade.

Quais são os benefícios em fazer uma faculdade?

Abaixo, reunimos algumas boas ideias para você considerar ao matricular-se em um curso de nível superior. Veja quais são!

Alta competitividade pelos melhores empregos

O principal ponto, aqui, está na maneira com a qual os recrutadores em geral avaliam os currículos.

Eles buscam a qualificação de ensino superior e, mais, a instituição em que o diploma foi adquirido.

Isso não é regra, mas segue uma tendência há anos no país, o que configura-se na abertura das melhores oportunidades empregatícias.

E, também, na competitividade frente aos outros candidatos que pleiteiam a mesma vaga que você.

Vale destacar, contudo, que a área de recrutamento e seleção (e também os gestores que se encarregam das contratações) está mais atenta aos diferenciais de um currículo — não bastando, então, única e exclusivamente a formação curricular acadêmica.

O conhecimento deve ser constantemente desenvolvido, de diferentes maneiras.

Melhora a renda profissional

No Brasil, profissionais com ensino superior ganham o dobro do que as pessoas com ensino médio. Algo que escancara o que dissemos no tópico anterior: boa parte das oportunidades profissionais mais cobiçadas demandam um diploma universitário dos seus profissionais.

O resultado disso é que, com o tempo, esse aumento de renda quite os investimentos feitos, ao longo da graduação e/ou pós-graduação, e que gere mais possibilidades de crescimento econômico para esses indivíduos.

Facilidade de ascensão na carreira

Outro ponto que pesa a favor de quem se pergunta se ainda vale a pena fazer faculdade: graduandos entram, nas empresas, com um perfil associado ao que as organizações busca para as suas lideranças.

E, como tempo, o destaque dessas pessoas pode ser maior, uma vez que elas podem carregar uma bagagem de experiências, no ramo, que se ressaltam frente aos outros profissionais que não fizeram cursos específicos naquela área de atuação.

Ingresso ao serviço público

Muitas oportunidades de concursos públicos contemplam a exigência de um diploma de curso superior para a aplicação à vaga. E isso se traduz, também, em cargos de maior relevância hierárquica e com os salários mais altos.

Especialização em uma área de conhecimento

Mais que um profissional diplomado, o ensino superior ajuda o indivíduo a construir o seu pensamento analítico e crítico por meio da especialização em sua área de conhecimento.

Por consequência, não apenas as chances de ingressar no mercado de trabalho são melhores, mas tendem a criar pessoas únicas, com pensamentos próprios que são adquiridos pela busca por novas maneiras de fazer aquilo que elas já sabem a teoria. 

Rede de relacionamentos

No geral, sair da faculdade deixa um rastro de memórias, lembranças e contatos estabelecidos.

É, em muitos casos, a base estrutural para o networking que norteia grande parte dos profissionais, dali por diante.

Independência financeira

É inegável que, com base nos pontos abordados acima, os profissionais que fazem faculdade têm acesso a algumas oportunidades com certa facilidade — comparando com os profissionais sem o mesmo diploma —, e isso mostra também que a busca pela independência financeira pode ocorrer antes, paralelamente.

Isso, por si só, não garante a liberdade financeira, mas permite que as pessoas se organizem, planejem e componham uma estrutura que ocasione nesse objetivo em longo prazo, é importante dizer.

Quais são os pontos que não favorecem o ingresso à faculdade?

Assim como as situações acima destacam que ainda vale a pena fazer faculdade, no país e ao redor do mundo, muitos argumentos pesam na contramão, equilibrando a balança e garantindo que você tome a sua decisão com base naquilo que você mais de familiariza!

A falta de escolha sobre o que fazer

Desde cedo, é comum que os adultos digam que fulano vai ser médico e, sicrano, um grande advogado — entre outras profissões. Mas isso está explicitado na maneira com a qual a sociedade se organiza.

Para muita gente, é impensável o jovem sair do ensino médio e dedicar alguns meses ou anos à melhor decisão sobre o seu futuro acadêmico e/ou profissional. E isso influencia a ideia de que só temos uma alternativa para seguir — o que não é verdade. Um profissional pode:

  • recorrer ao ensino técnico, para especializar-se em questões pontuais,
  • ser um artista ou mesmo ingressar cedo em um setor de atuação,
  • fazer o seu plano de carreira internamente dentro de uma empresa, sem o auxílio de um diploma universitário, entre outras infindáveis escolhas que podem ser feitas.

A obrigatoriedade da decisão após os 18 anos

Em paralelo ao que falamos acima, a sociedade também inquire a respeito dos passos que um jovem vai tomar após completados os seus 18 anos de idade.

Vale destacar que muitas pessoas não sabem a resposta, ainda nessa fase. E está tudo bem.

O problema é a pressão em fazer com que essas mentes jovens decidam, o que pode culminar em escolhas equivocadas e cujos diplomas não vão servir para nada, futuramente, quando elas tomarem outros rumos na carreira.

A grade de ensino está obsoleta

Nem precisa dizer o quanto o mundo se transformou nos últimos anos, não é mesmo?

A relação das pessoas com a tecnologia deu um salto tão elevado, que as relações com os próprios meios de ensino ficou em suspense.

O discurso atual é que as metodologias e sistemas de ensino têm que evoluir, também, para não caírem nas predições que especialistas dizem a respeito das empresas ainda enraizadas aos processos do século 20: o esquecimento.

O custo/benefício de fazer uma faculdade

Esse é um grande ponto que afeta a mente de quem se pergunta se ainda vale a pena fazer faculdade.

Afinal de contas, o investimento tende a ser elevado (em custos e tempo disponibilizado):

  • preparação para o vestibular (cursinhos e ENEM),
  • a mensalidade do curso — quando a universidade é particular,
  • os materiais,
  • o deslocamento,
  • as despesas extras.

Isso tudo deve ser avaliado, em tempo, para que o futuro profissional entenda como vai gerar um retorno (financeiro e de satisfação pessoal) e em quanto tempo. E, claro, se o esforço vai valer a pena.

O conhecimento é grátis

Destacamos que, com a transformação digital, as pessoas têm acesso facilitado a todo tipo de conhecimento. A diferença é que, como vimos, muitas empresas no Brasil ainda valorizam o diploma.

Do contrário, as pessoas podem se mostrar mais e mais capacitadas dentro de um sistema de aprendizagem gratuito ou de baixo investimento e tempo de aplicação (como um curso técnico).

A questão é: talvez, um diploma de ensino superior não responda todas as suas perguntas, que podem ser formuladas e solucionadas na internet e sem a mesma pompa social de ir à faculdade por, pelo menos, quatro anos.

Limitação acadêmica

Fazer faculdade vale a pena para quem tem a possibilidade de se desenvolver de muitas outras maneiras simultaneamente. Porque, no mais, um curso é apenas uma área de especialização. E, atualmente, existem cursos (milhões deles) que podem impulsionar a sua carreira de outras formas.

Por que, então, optar por uma área de conhecimento em um investimento mais longo e custoso?

Essa alternativa tem sido considerada por mais pessoas, nos últimos anos, ajudando a moldar um perfil profissional tal qual essa pessoa desejava, e não da maneira rígida e inflexível do ensino superior.

Agora, queremos ouvir de você: de qual lado dessa balança você ficou?

Acha que ainda vale a pena fazer faculdade ou que é melhor direcionar os seus esforços e tempo em outras alternativas para alcançar a maturidade (pessoal e profissional) desejada?

Compartilhe a sua opinião conosco, no campo de comentários deste post, e vamos expandir a discussão sobre o assunto!

Para continuar sua busca por uma luz sobre o futuro, leia  artigo, Renda extra online: 10 maneiras conseguir trabalhando em casa”.