Apostar na qualidade de vida dos profissionais é um investimento que a organização faz no próprio crescimento. Afinal, funcionários saudáveis e engajados são essenciais para a boa produtividade e para o alcance das metas. O que ajuda a empresa a alcançar outro patamar.

Alguns exemplos de programas de qualidade de vida nas empresas podem ser seguidos para promover melhores condições de trabalho e assim, desenvolver uma equipe engajada e saudável.

Neste post, vamos dar algumas sugestões sobre programas que podem ser implantados pelo RH. Acompanhe!

O que é qualidade de vida nas empresas?

O conceito de qualidade de vida na empresa diz respeito às condições dentro do ambiente corporativo, levando em consideração as satisfações pessoais dos funcionários.

O colaborador deve ser valorizado e visto como um fator importante para a organização, tanto quanto os clientes.

Essa preocupação que aumenta os níveis de qualidade de vida relacionados ao trabalho, leva em consideração diferentes fatores:

  • ambiente psicológico;
  • condições ergonômicas;
  • desenvolvimento pessoal;
  • oportunidades de crescimento na carreira;
  • remuneração justa;
  • benefícios;
  • feedback sobre as tarefas;
  • igualdade de oportunidades;
  • motivação;
  • limpeza e segurança.

A realização pessoal é uma das realizações mais difíceis de serem alcançadas. Especialmente em ambientes que praticam um modelo de gestão ultrapassado.

Por isso é tão importante reforçar que uma liderança empática é indispensável para melhorar a qualidade de vida nas organizações.

Exemplos de programas de qualidade de vida nas empresas

Entendendo melhor o que é qualidade de vida, é possível pensar em como promover esse conceito.

Reunimos aqui algumas abordagens e exemplos de programas de qualidade de vida nas empresas que vão auxiliar na proposta de melhorias dentro do seu ambiente corporativo.

 

1. Desenvolvimento e educação

Um funcionário com possibilidades de crescimento na carreira é um funcionário mais engajado, motivado e criativo.

A organização pode (e deve) investir em programas que promovam o desenvolvimento dessas pessoas.

Uma das alternativas é oferecer treinamentos internos, levando em consideração as habilidades que esses colaboradores possuem e as que precisam ser desenvolvidas.

Outra opção é fechar parcerias com universidades e instituições de ensino, com descontos para que os funcionários possam fazer cursos de extensão ou de especialização.

 

2. Educação financeira

Um funcionário que enfrenta problemas financeiros tem sua produtividade prejudicada. Afinal, esse tipo de preocupação diminui a capacidade de concentração no trabalho e pode levar a problemas físicos e emocionais.

Para evitar essas questões, vale a pena apostar em programas de educação financeira para os funcionários, que ajude na organização pessoal de cada um e oriente quanto ao risco de empréstimos e juros do cartão de crédito.

A educação brasileira não tem essa disciplina no currículo escolar, e muitos chegam à idade adulta sem saber como administrar o próprio dinheiro. Desta forma, enfrentam sérios problemas decorrentes dessa falta de conhecimento.

Conscientizar os colaboradores sobre educação financeira vai não só poupá-los de problemas graves, como ajudar que os mesmos tenham condições de trabalharem com mais dedicação e foco. O que leva-os ao crescimento na carreira e expansão da empresa.

 

3. Salário sob demanda

A pesquisa CareerBuilder, conduzida em 2017, atestou que 78% dos entrevistados mal conseguem liquidar as contas com o seu ordenado.

Além disso, dos mais de 3 mil entrevistados, cerca de ¾ deles também atestaram que estão com uma ou mais dívidas acumuladas. Sinal claro de que algo precisa ser mudado, concorda?

O salário sob demanda é uma modalidade que vem ganhando força no mercado e visa agregar a flexibilidade para que os colaboradores recebam pelas horas trabalhadas, mas ainda não pagas. Algo que alivia muitos dos problemas financeiros — e aqueles gerados pelos desafios em fechar as contas.

Vamos analisar um exemplo simples: se a empresa tem o costume de fazer os pagamentos dos seus recursos humanos apenas no dia 30, ou no quinto dia útil de cada mês, os profissionais estão limitados a isso.

Se uma conta pendente vai vencer os juros nesse período em que já não há mais dinheiro em conta, as dívidas se acumulam. Porém, com a oferta do salário sob demanda o profissional pode receber o pagamento dos dias já trabalhados quando quiser. E o melhor, ele tem flexibilidade para planejar o seu mês.

Recomendamos que você leia esse artigo para entender melhor sobre o salário sob demanda. Nele você entenderá as funcionalidades do Xerpay, um benefício corporativo de pagamentos sob demanda.

 

4. Saúde física e mental

Dados da OMS apontam que que o Brasil lidera o ranking mundial de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo. O país ocupa o quinto lugar no índice de casos de depressão.

A organização também lembra da importância das empresas e gestores adotarem iniciativas que combatam o problema. Visto que, um ambiente de trabalho negativo contribui muito para o desenvolvimento da doença.

Um bom exemplo de programa de qualidade de vida voltado à saúde inclui conhecimento e ações para melhoria do ambiente, treinamento para que a liderança e os colegas tenham uma convivência mais respeitosa, incentivo à prática de exercícios e alimentação saudável, entre outros.

Essas intervenções devem ser parte de uma estratégia integrada que vise a prevenção de problemas, com identificação precoce, apoio e reabilitação dos funcionários.

5. Flexibilização de horário

Dar liberdade para que o funcionário escolha qual o melhor horário para trabalhar é um benefício simples, mas que impacta profundamente na qualidade de vida dos profissionais.

Com poder de decisão sobre quando sair de casa, além de evitar o trânsito intenso (um forte fator de estresse), o colaborador consegue aproveitar seu horário de maior produtividade, que varia de uma pessoa para outra.

Além disso, é interessante a empresa se questionar até que ponto a presença física do funcionário é realmente necessária.

Liberar o trabalho home office pode fazer com que o colaborador fique mais produtivo, motivado e tenha maior convívio com a família.

Como o RH pode construir programas de qualidade de vida nas empresas

O Recursos Humanos pode ter uma participação totalmente ativa na empresa, com ações que garantam a prática de programas que priorizem a qualidade de vida.

Uma primeira iniciativa é fazer uma avaliação atual do ambiente. Para fazer isso, o RH pode aplicar pesquisas de clima organizacional, que mensuram o nível de satisfação dos funcionários e como as políticas da empresa estão influenciando nesses resultados.

Com esses dados em mãos, é possível pensar em planejamentos estratégicos que possam resolver os problemas internos e oferecer melhores condições de trabalho, de acordo com o perfil e necessidade dos seus colaboradores.

É importante que a empresa priorize essas práticas, tornando a qualidade de vida parte de seus valores e missões.

Além dos benefícios que um ambiente mais agradável traz, priorizar esse aspecto vai aumentar muito o valor do employer branding, ajudando a atrair os melhores talentos.

Agora que você já conhece os melhores exemplos de programas de qualidade de vida nas empresas, que tal começar a conversar com os funcionários e entender como está o ambiente na sua organização?

Se você já tem alguma prática voltada para essa questão onde trabalha, deixe um comentário no post sobre o assunto. Conte também, em sua opinião, qual benefício traria aumento na sua qualidade de vida.