Estresse financeiro do trabalhador: conheça as suas principais causas

Estresse financeiro do trabalhador

Atualmente, a maior preocupação dos brasileiros é com as finanças. Um indicador divulgado em 2019 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito revelou que cerca de 67% dos entrevistados não conseguiam poupar o salário e nem planejar o futuro.

Apesar da pesquisa ter sido realizada há dois anos, a situação não é muito diferente nos dias de hoje, o que acaba resultando no estresse financeiro do trabalhador

Mesmo sendo algo que se tornou comum, o estresse em excesso traz uma série de consequências negativas, como a dificuldade na tomada de decisão, ou até mesmo riscos para a saúde.

E quais as causas desse desconforto financeiro e como solucioná-lo? Para responder a essas perguntas, preparamos esse conteúdo exclusivo.

Através de um relatório completo sobre o estresse financeiro do trabalho, produzido pela Onze, foi possível concluir o quanto é danoso o estresse financeiro para os indivíduos e para as empresas. Confira os principais temas que serão abordados neste artigo.

  • O que causa o estresse financeiro do trabalhador?;
  • Quais são os custos do estresse financeiro?;
  • Como aplicar a educação financeira?;
  • O que conta na hora de aceitar um emprego?

Para compreender mais a respeito, aprender como diminuir esse estresse e com isso aumentar a sua produtividade e os seus lucros, confira as nossas dicas! Boa leitura!

O que causa o estresse financeiro do trabalhador?

O estresse financeiro do trabalhador impacta diretamente no desempenho da empresa, já que diminui o foco do profissional, reduzindo também a sua produtividade. 

A pesquisa feita pela Onze identificou que cerca de 35% dos entrevistados perdem o foco no trabalho devido às preocupações com as finanças.

Outro ponto avaliado, diz respeito ao desentendimento na vida pessoal. Os dados apontam que o risco de se desentender com o parceiro sobe para 3 vezes mais, quando o indivíduo está passando por estresse financeiro.

O que aumenta também a frequência de mau humor com o círculo familiar, e com a perda de energia, as pessoas tendem a passar pouco tempo com suas famílias. 

Portanto, pessoas que passam por situações de estresse financeiro, além de não produzir de maneira satisfatória no trabalho, também não conseguem conciliar emprego e lazer, o que reflete em danos para saúde mental, física e financeira.

São muitos os prejuízos que acometem os colaboradores e consequentemente a empresa. Veja alguns listados abaixo:

  • Queda na produtividade;
  • Perda de foco;
  • Relacionamento da equipe prejudicado;
  • Prejuízo monetário;
  • Problemas de saúde;
  • Procura por outro emprego;
  • Absenteísmo.

Fatores que levam ao estresse financeiro

Como mencionado anteriormente, o estresse é algo normal e fisiológico, porém pode gerar vícios. O corpo do indivíduo pode se acostumar a manter-se estressado, já que habitualmente está sendo liberado cortisol, hormônio que desencadeado em resposta ao estresse.

Um dos fatores que mais tem ocasionado o problema é a questão financeira do trabalhador, essa preocupação que pode surgir com a má administração das finanças, acarretando em dívidas no cartão de crédito, contas atrasadas, emissão de cheque sem fundos, e muitas outras situações que não foram bem avaliadas.

>>>Para saber mais sobre como utilizar o cartão de crédito de forma consciente, confira algumas dicas nesse texto: 10 dicas para usar o cartão de crédito de forma consciente.<<<

Apesar desse obstáculo frequentemente surgir fora do ambiente da empresa, também pode se manifestar dentro do ambiente corporativo, uma vez que, ao estar diante de trabalhos exaustivos, com prazos curtos e alta complexidade das tarefas, o indivíduo pode acreditar que não conseguirá completar suas obrigações, impactando a sua saúde física, mental e financeira.

Ambas as situações, seja do estresse gerado dentro ou fora da empresa, são prejudiciais, tanto para o empregador como para o colaborador. 

Tudo isso pode gerar uma baixa autoestima, absenteísmo, perda do cliente e não cumprimento de prazos. Sendo assim, muitas vezes a perda monetária é inevitável.

Desafios financeiros 

54% dos colaboradores afirmam que desafios ou questões financeiras são a sua principal causa de estresse. Dentre as razões que tendem a ser mais recorrentes estão, por exemplo, não ter uma reserva financeira e não conseguir se aposentar quando quiser.

A questão da aposentadoria é algo que tem sido crucial para a frustração do trabalhador. Quase metade dos entrevistados pela Onze disseram que a reforma da previdência foi prejudicial, acreditando na possibilidade de não conseguir se aposentar mais.

Além do mais, a maioria das pessoas preferem contribuir com o INSS mesmo com a incerteza de se aposentar futuramente, e menos da metade poupam suas finanças ou investem, o que acaba contribuindo muito para a insegurança dos profissionais. 

Esse fato aponta para um quadro de instabilidade, sendo prejudicial na performance do profissional, bem como na saúde. Isso porque pode aumentar em até 13 vezes os riscos do indivíduo sofrer um infarto

Algumas mudanças comportamentais podem equilibrar as finanças, como listar quais os principais problemas monetários. E também quais bens de consumo e serviços são considerados ou não essenciais.

>>>Para impedir danos na saúde e trabalho, leia esse artigo com passos para evitar o estresse financeiro do trabalhador: 5 passos para garantir o bem-estar financeiro dos seus funcionários . <<<

Custo do estresse financeiro

Hoje, mais da metade dos brasileiros estão endividados. Em alguns casos isso pode acontecer porque a grande maioria das pessoas não teve acesso a uma educação financeira, e muitas empresas ainda não adotaram essas práticas com seus colaboradores. 

Com a pandemia, as pessoas têm percebido o quanto é importante organizar suas finanças, pois se viram em situações complicadas, algumas perdendo seus empregos e sem reserva financeira. 

Isso coloca os profissionais em uma situação complexa, até mesmo na hora de começar  em outro emprego, uma vez que o problema já existe e as pessoas tendem a se preocupar cada vez mais em buscar uma solução. 

Veja abaixo alguns danos que o stress financeiro causa:

Prejuízo monetário

Sabe-se que 49% dos colaboradores que sofrem de estresse financeiro gastam 3 horas, ou até mais por semana, lidando com as finanças pessoais. Quando mensurado, isso equivale a 20 dias perdidos por ano por cada colaborador. E o valor monetário perdido também é exorbitante. 

Uma pesquisa realizada pela American Heart Association and Centers for Disease Control constatou que o estresse financeiro do trabalhador tende a impactar em 17% do salário bruto pago pela empresa

Outro fator considerado é o aumento no gasto com plano de saúde, já que o estresse financeiro do trabalhador pode se manifestar em diversos sintomas. Podendo ocasionar o gasto com medicamentos e com consultas médicas. 

Algumas pessoas tendem a ficar com dificuldades de dormir, o que também prejudica a eficiência durante o horário de trabalho. 

Perda de colaboradores

Em situações de estresse é comum notar que os profissionais apresentam uma baixa performance, somada a perda de energia e aumento da procura por outro emprego

Com frequência os profissionais tentam encontrar um trabalho que proporcione maior estabilidade financeira. Não apenas visando o valor salarial, mas também levando em conta os benefícios que a empresa pode oferecer.

Se uma instituição não tem essa atenção para a segurança financeira dos profissionais, o prejuízo é alto, já que perdem colaboradores e clientes, e com isso também perdem dinheiro. Do mesmo modo, fica mais difícil que novos funcionários achem interessante ingressar nessa empresa.

Por isso, é essencial que a questão monetária dos colaboradores seja preocupação do empregador. 

Uma vez que, dessa forma é possível que a equipe não procure por outro emprego, já que aquela empresa já desempenha a função de ser coerente com sua saúde financeira. Nesse sentido, é favorável também para atrair novos funcionários.

Relacionamento da equipe 

Outra questão crucial é o relacionamento entre os colaboradores. Normalmente torna-se desagradável, quando esses sofrem de estresse financeiro. Os indivíduos estão 120% mais propensos a ficarem mal humorados com seus colegas de trabalho. Acarretando diversos prejuízos para eles próprios e para a empresa.

Nesse sentido, para pensar em como reduzir o estresse financeiro do trabalhador, é interessante que as empresas busquem conhecer suas equipes. Bem como investir na sua educação financeira. Não é necessário que as empresas esperem que os trabalhadores busquem solucionar seus problemas monetários.

Educação financeira

É necessário que as instituições desenvolvam competências financeiras para que os funcionários possam agir de forma mais responsável. Isso pode ser feito através da transmissão de conhecimentos, recursos e habilidades que auxiliem nos métodos que os indivíduos vão utilizar para organizar suas finanças.

>>>Entenda melhor por que é importante que seus colaboradores saibam poupar e organizar suas finanças, confira algumas dicas nesse artigo: Por que você precisa incentivar seus funcionários a poupar?<<<

Com as finanças planejadas, os colaboradores poderão produzir com mais consistência, o ambiente de trabalho torna-se muito mais animador, e sem dúvidas as vantagens financeiras ficam visíveis. 

Por isso, é fundamental visar o bem-estar financeiro dos funcionários. Ter essa preocupação é pensar na satisfação da empresa como um todo, já que impacta no aumento da lucratividade. 

Como aplicar educação financeira nas empresas?

Ao educar os trabalhadores sobre finanças individuais a empresa diminui os riscos de prejuízos. 

Ainda, segundo os dados da pesquisa da Onze, 35% dos colaboradores apontam que problemas com as finanças pessoais impactam na distração durante a jornada de trabalho

Isso significa que diminuir essas preocupações com instrução de como organizar as finanças individuais implicará em aumento do foco e eficiência na realização das tarefas.

É possível reduzir os impactos do estresse financeiro do trabalhador adotando boas práticas no ambiente corporativos, confira algumas condutas:

  • Aplicar educação financeira;
  • Conhecer as necessidades da equipe;
  • Traçar um plano de bem-estar financeiro;
  • Descobrir quem está com salário acometido etc.

Tudo isso vai ser útil para construir um ambiente mais preocupado com a saúde financeira da equipe. Reduzindo os riscos de estresse financeiro e consequentemente aumentando rendimento seja de tempo ou de dinheiro.

Os estudos na área mostram que 7 em cada 10 funcionários que estiveram expostos aos conteúdos de educação financeira conseguiram obter mais confiança na administração do seu dinheiro

E muitos deles conseguiram ver, na prática, uma melhora do quadro financeiro. Bem como, aumento da eficácia nas tarefas e diminuição dos custos empresariais. 

O que conta na hora de aceitar um emprego?

Atualmente não é apenas o valor monetário que conta na hora de procurar um emprego. Várias outras questões, que buscam aprimorar o bem-estar dos colaboradores, já são discutidas pelas empresas e funcionários. 

Dentre os benefícios mais requisitados para aqueles que ganham acima de R$3 mil estão, bônus salarial e desconto em cursos e previdência corporativa. Essas vantagens são consideradas mais importantes que plano de saúde e academia, por exemplo. 

Já para aqueles que recebem mais de R$6 mil, a previdência corporativa e um local de trabalho flexível ganham maior destaque. 

O trabalho remoto passou a ser mais valorizado durante a quarentena, pois foi possível visualizar sua versatilidade na realização de tarefas diárias, o que também pode contribuir para a diminuição do estresse. 

Fatores decisivos para aceitar um emprego 

É visível que existem muitos fatores que contam na hora de um profissional escolher a empresa que pretende trabalhar. Segundo dados levantados pela Evolution of Pay, ADP Reserch Institute, em 2019, dentre as circunstâncias decisivas, estão o poder de escolha sobre a frequência do seu salário. 36% dos colaboradores afirmam que isso faz a diferença. 

Enquanto 29% afirmam que a capacidade de ter acesso ao pagamento do salário dos dias já performados é crucial, 26% informam que receber no mesmo dia faria a diferença. Fica claro entender que a falta de clareza e organização com os salários compromete a saúde mental e performance dos colaboradores.

Além disso, 90% dos colaboradores disseram concordar em compartilhar informações pessoais com um provedor de folha para obter assessoria na gestão financeira. Essa medida tornaria muito mais simples a organização das finanças pelos funcionários, sendo assim, uma preocupação a menos para eles. 

Saúde financeira 

Grande parte dos funcionários de empresas tecnológicas têm a saúde afetada pelas finanças. A maior parte das pessoas gastam uma grande parcela do dinheiro, e muitas vezes as contas ultrapassam o valor que é recebido por mês.

Além disso, pode-se pensar que com a mudança de cargo dentro da empresa, e consequentemente com a elevação do salário, o estresse financeiro deveria diminuir. Porém isso muitas vezes não ocorre, já que a raiz do problema é a falta de educação financeira.

35% millennials afirmam que ferramentas de controle e economia ofertadas pelo empregador fariam a diferença. Por isso, é tão importante criar um ambiente corporativo que ofereça os benefícios requisitados pelos funcionários,  e que empregue a educação financeira a fim de melhorar o bem-estar dos colaboradores.

 

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