Estresse dos funcionários: como superar esse problema?

O estresse dos funcionários é um problema muito comum. Especialmente em empresas ou times que trabalham com metas relacionadas a vendas ou produtividade.

Isso porque, por buscarem constante superação profissional, muitos colaboradores acabam desrespeitando seus próprios limites pessoais. E isso compromete a saúde física e mental.

Mas o estresse no trabalho não é um problema apenas do funcionário: a empresa também sofre as consequências desse mal. Ele se manifesta na forma de baixa produtividade, maior índice de erros em processos e até mesmo no clima organizacional, que é negativamente afetado.

Portanto, é preciso agir para identificar, tratar e prevenir o estresse dos funcionários. Para isso, existem algumas medidas essenciais que o time de Recursos Humanos pode adotar — e é sobre isso que falaremos a seguir:

 

Como identificar o estresse dos funcionários?

Antes de mais nada, é preciso esclarecer alguns mitos sobre o estresse no trabalho. Algumas vezes, podemos classificar aquele colega de equipe mais intolerante ou agressivo como “estressado”.

Porém, é preciso ter cuidado para não generalizar ou diminuir possíveis problemas relacionados ao estresse. Muitas vezes ele é confundido com traços de personalidade.

Portanto, antes de mais nada, é preciso que os profissionais Recursos Humanos saibam observar e identificar os colaboradores que estão em estado de estresse.

Alguns sintomas clássicos de quadros reais de estresse são esgotamento mental, cansaço físico constante, alterações do sono, irritabilidade e ansiedade.

Esses sintomas podem passar despercebidos pelos colegas e pelo RH, mas existem alguns sinais clássicos que podem ser notados em colaboradores que sofrem de estresse no trabalho. Alguns deles são:

  • baixa autoestima profissional;
  • comportamento ansioso;
  • faltas e atrasos constantes;
  • adoecimento frequente;
  • diminuição na socialização;
  • baixa produtividade;
  • apatia;
  • falta de engajamento.

Caso não sejam identificados e devidamente tratados a tempo, o estresse dos funcionários pode desencadear quadros de fragilidade psicológica, como crises de ansiedade, depressão e síndrome de burnout. Outros impactos gerados na empresa, é o aumento da taxa de turnover. O estresse gera desmotivação com o ambiente de trabalho e isso aumenta a rotatividade. 

 

Como o RH pode ajudar?

O time de Recursos Humanos tem a missão de manter o ambiente de trabalho saudável e harmonioso, de forma que todos os colaboradores se sintam confortáveis, motivados e satisfeitos com sua rotina profissional.

Portanto, também cabe ao RH buscar medidas de tratamento e prevenção do estresse no ambiente de trabalho. Abaixo, listamos algumas ações que podem ser tomadas nesse sentido:

 

Conscientização do time

O estresse no trabalho pode ser um vilão tão prejudicial quanto silencioso. Alguns colaboradores só se dão conta de seu estado de estresse quando atingem níveis extremos de esgotamento mental.

Diante dessa situação, compete ao time de RH desenvolver campanhas de conscientização e prevenção do estresse dos funcionários. Isso pode ser feito por meio de palestras sobre saúde do ambiente de trabalho e materiais informativos sobre o assunto.

 

Ambientes de relaxamento

Algumas empresas modernas e que possuem uma cultura organizacional menos tradicional já vêm apostando em medidas preventivas para estresse. Essas estratégias buscam incluir momentos de lazer e relaxamento durante o dia a dia profissional.

Além de ajudar a prevenir o estresse dos funcionários, isso também contribui para um aumento da motivação, da produtividade e do engajamento, visto que os colaboradores passam a se sentir mais à vontade no ambiente de trabalho.

Salas de descanso com sofás e pufes, ambientes descontraídos com jogos e videogames ou até mesmo um jardim são boas opções de ambientes que podem ajudar a trazer momentos de relaxamento para os funcionários.

 

Terapias de prevenção

Outra estratégia eficiente para a prevenção do estresse no trabalho é oferecer terapias alternativas que ajudam no relaxamento. Massoterapia, shiatsu, acupuntura, aulas de yoga e meditação em grupo são opções bastante viáveis.

Essas terapias podem ser oferecidas no próprio ambiente de trabalho, em horários alternativos e flexíveis para que todos possam participar. No entanto, em organizações em que não há espaço físico para tais práticas, os convênios com clínicas e profissionais são boas opções.

O RH pode incluí-los no plano de benefícios da empresa, junto a outras opções de cuidado de saúde, como atendimento médico, academias de ginástica e psicoterapeutas.

 

Diálogo aberto

Muitas vezes, o estresse dos funcionários se deve a questões simples, que poderiam ser solucionadas por meio de uma conversa franca e aberta com os líderes e gestores.

No entanto, a cultura de hierarquia rígida instaurada em algumas empresas faz com que muitos prefiram “engolir sapo” a ter que entrar em conflito com seus superiores. No longo prazo, esse tipo de situação pode se tornar uma fonte de estresse e desmotivação.

Empresas que se preocupam com a qualidade de vida de seus funcionários buscam sempre manter a qualidade da comunicação interna.

É importante que o RH preze por uma cultura de diálogo constante, oferecendo espaços seguros para que os colaboradores se sintam confortáveis para se posicionar e darem feedbacks negativos quando necessário.

 

Valorização do esforços

Um dos motivos mais comuns que levam ao estresse dos funcionários é o excesso de carga de trabalho. Grande parte das vezes, isso não se deve ao volume de tarefas em si, mas ao esforço do próprio colaborador, que busca se destacar em suas funções.

Mas para que a dedicação não se transforme em um problema de saúde, a própria empresa deve estar atenta nesse sentido. Uma ação muito simples e que pode fazer a diferença é a adoção de medidas de valorização dos funcionários.

Isso deve ser feito tanto de forma individual quanto publicamente, lembrando de que os esforços de todos devem ser reconhecidos. Desde simples elogios no dia a dia até eventos comemorativos, é preciso que o colaborador sinta que sua dedicação à empresa é suficiente.

 

Como atuar em casos graves?

As consequências do estresse no trabalho podem ser bastante sérias e, se não foram cuidadas com a devida atenção, levam a estados extremos de fragilidade psicológica.

Vale lembrar que, em casos extremos, em que o colaborador já esteja com seu desempenho profissional e vida pessoal comprometidos, a empresa deve orientá-lo a buscar um tratamento com especialistas em psicoterapia e psiquiatria.

Muitas vezes, o colaborador precisará ficar afastado de suas funções durante um tempo para se recuperar totalmente. Nesse momento, a empresa deve oferecer apoio e respeitar o período de licença necessário para a reabilitação do profissional.

Na maior parte das vezes, o “pedido de socorro” é silencioso e o RH deve saber o momento certo de intervir para evitar quadros mais graves, estando atento aos sinais de estresse dos funcionários e tomar as medidas preventivas o quanto antes.

 

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