O que é work-life balance? Esse conceito tão em voga ultimamente, reforça a importância do equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a necessidade de dedicar a devida atenção para todos os setores da sua vida.

Muitos profissionais entendem que a sua qualidade de vida está intimamente ligada ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e priorizam isso.

No entanto, algumas empresas acabam por sobrecarregar seus funcionários. Isso traz uma série de complicações para o seu próprio crescimento.

Neste post, vamos explicar:

  1. o conceito de work-life balance;
  2. listar as consequências que a sobrecarga de trabalho provoca;
  3. o que o RH pode fazer para facilitar que os colaboradores tenham uma vida mais harmoniosa.

Se você tem interesse por work-life balance, continue lendo o post!

O que é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional?

A definição de work-life balance, ou seja, do que é a harmonia entre os setores da vida pode ser totalmente individual e mais do que isso, cultural.

Os países têm concepções diferentes entre si do que pode ser o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Entretanto, podemos afirmar que esse ponto ideal se dá quando o trabalhador tem tempo e disposição para cuidar de outros aspectos de seu dia a dia, como:

  • saúde;
  • família;
  • relacionamentos.

Tudo isso sem sentir que corre risco de demissão.

Atualmente, existe uma métrica chamada de Better Life Index, que compara o equilíbrio entre vida pessoal e profissional no mundo todo.

Esse índice leva diversos fatores em consideração na hora de calcular a qualidade dessa proporção. Dentre eles estão:

  • a quantidade de horas trabalhadas por semana;
  • o número de mães que trabalham;
  • o tempo que as pessoas gastam em atividades pessoais, como lazer e higiene.

Dentro dessa pesquisa, a Holanda apresenta a melhor qualidade de vida, com menos de 0,5% da população tendo que trabalhar por longos períodos.

O Brasil tem 7% da população trabalhando muitas horas. Porém a renda média é menor do que a renda geral apurada nos outros países, sendo que apenas 64% dos brasileiros têm um emprego remunerado.

Consequências da falta de equilíbrio entre os diversos setores da vida do trabalhador

A cada dia, mais pessoas se dedicam ao trabalho e acabam deixando a vida pessoal em segundo plano.

Isso pode ser motivado por desejos e necessidades como:

  • construir segurança financeira;
  • ter realizações que só são possíveis com o dinheiro;
  • a própria paixão pelo trabalho.

Independentemente do motivo, é indispensável encontrar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. O excesso de trabalho pode trazer uma série de consequências negativas, dentre as quais podemos destacar:

Transtornos mentais

Estresse, depressão e síndrome de burnout são doenças decorrentes do excesso de tarefas ou de pressão no local de trabalho. Elas podem incapacitar o profissional, fazendo com que ele não consiga realizar as suas atividades e seja obrigado a se afastar.

Esses problemas têm algumas características em comum, como:

O tratamento envolve terapia e ingestão de medicamentos.

Desgaste das relações familiares e sociais

Com a alta dedicação à vida profissional, as relações amorosas, com familiares e de amizade ficam comprometidas, já que o indivíduo não investe mais tempo nas suas necessidades afetivas.

É comum que essas ligações sejam deterioradas, o que pode agravar um quadro de depressão provocado pelo excesso de trabalho. Em alguns casos, esse exagero é usado justamente para mascarar problemas nesses setores.

Dores em geral

Dor na lombar, tendinite, dores de cabeça e musculares, também são sintomas comuns em pessoas que não possuem equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Esses sintomas podem aparecer em quem atua em escritórios, ou em trabalhadores que exercem funções mais braçais e repetitivas.

Queda na produtividade

O excesso de trabalho pode levar à queda nos resultados dos indicadores de produtividade.

O estado de extremo cansaço e apatia afeta a capacidade de realizar as tarefas com dedicação e excelência. Tudo isso tem efeitos negativos como:

  • limitação das habilidades criativas;
  • dificuldade de raciocínio em questões que o profissional resolveria com facilidade se estivesse em plenas condições.

Como o RH pode resolver o problema e propor um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional?

O setor de RH deve ficar atento à saúde dos colaboradores da sua empresa.

O departamento precisa prestar atenção nas pessoas que costumavam ter um bom rendimento e de repente demonstram:

  • queda na produtividade;
  • apatia;
  • passam a ter maiores níveis de atrasos e faltas.

Algumas ações podem ser propostas para aumentar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, promovendo um maior bem-estar no trabalho.

Conheça todas elas logo abaixo!

1. Mais flexibilidade

O uso da tecnologia para o trabalho faz com que muitas funções possam ser exercidas de maneira remota, bastando apenas que o profissional tenha um bom computador com acesso à internet.

Vale a pena a empresa pensar em quais funções podem ser liberadas e são beneficiadas com o home office, o que vai ajudar a o profissional a passar mais tempo com a família.

A importância do horário flexível de trabalho não deve ser ignorava e também é uma excelente alternativa, assim é possível que o profissional evite o horário de rush e descanse um pouco mais.

Leia mais sobre esses aspectos no artigo: “As melhores práticas para gerenciar trabalhadores remotos

2. Limite de horas-extras

Estabeleça um limite de horas-extras para os colaboradores.

Os gestores também devem ter em mente a importância da qualidade de vida para os colaboradores e evitar prazos muito apertados ou cobranças excessivas.

Se possível, estude também a possibilidade do expediente não ocupar os finais de semana. Assim os trabalhadores terão um pouco mais de tempo para cuidar de suas questões pessoais.

3. Programas voltados para o bem-estar financeiro

A preocupação com as contas para pagar é um dos fatores que mais provocam estresse nos funcionários.

Procure promover programas de educação financeira na empresa, para que os seus colaboradores consigam administrar bem o que ganham e não precisem trabalhar a mais.

Isso também vai evitar que esse tipo de preocupação afete o rendimento e exija que o trabalho seja levado além do horário de expediente para ser concluído.

Leia também: Conheça os benefícios do bem-estar financeiro aos funcionários

4. Promova benefícios que agreguem na qualidade de vida

As empresas podem promover ações que auxiliem na qualidade de vida dos seus funcionários, ajudando a mantê-los saudáveis e dispostos.

Você pode pensar em incluir no pacote de benefícios da sua organização algumas facilidades. Como por exemplo, descontos em academias ou planos de saúde, para que o trabalhador tenha atendimento especializado se começar a desenvolver algum sintoma. Outras iniciativas são:

  • sessões de quick massage na empresa;
  • ginástica laboral;
  • programas de alimentação saudável;
  • salas de descompressão, entre outros.

A empresa pode, e deve, fornecer meios para que o funcionário consiga encontrar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Por mais que o foco em resultados seja importante para o desenvolvimento da organização, vale lembrar que um trabalhador exausto ou infeliz vai produzir menos e com pouca qualidade. 

Ficou curioso? Lei também; Funcionário feliz produz mais? Descubra aqui!”. 

Antes de encerrarmos, é importante que o departamento de Recursos Humanos tenha tempo para se concentrar na análise e identificação de problemas com seus funcionários. Para isso é importante que algumas tarefas do setor sejam otimizadas com a ajuda da tecnologia.

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