Há alguns anos, o estilo de gestão que predominava no mundo corporativo era o modelo vertical. As decisões eram tomadas por um grupo restrito de líderes, enquanto a maior parte da equipe tinha pouca ou nenhuma voz na estratégia da empresa. Com a chegada das novas gerações no mercado de trabalho, o cenário mudou, e ideias como o empowerment ganharam força.

Você já ouviu falar nesse conceito? Os profissionais de hoje buscam criar seus próprios projetos e trazer sugestões inovadoras sempre que puderem. E o empowerment veio justamente para abrir essa possibilidade nas organizações. Para saber mais sobre o assunto, continue acompanhando o post!

O que é empowerment?

O termo empowerment, em tradução livre, significa empoderamento. Trata-se de uma forma de administração em que a tomada de decisões é descentralizada, garantindo aos colaboradores maior participação na estratégia da empresa.

Assim, é possível utilizar o máximo do potencial do capital humano e distribuir níveis justos de responsabilidade entre os funcionários.

A ideia surgiu por volta dos anos 1990, partindo do conceito de equipes autogerenciáveis e multidisciplinares. Desde então, o modelo vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. Mas quais são as vantagens dessa forma de gestão?

Organizações com diretrizes voltadas para o empowerment ganham mais agilidade nos projetos e aumentam seu poder de inovação. Com mais liberdade para atuar e menos burocracia nos processos, as equipes conseguem desenvolver seu trabalho de forma mais fluída, colocando em prática ideias realmente interessantes e competitivas para o negócio.

Quais são as principais características do empowerment?

Uma gestão com foco em empowerment deve seguir alguns pilares fundamentais. Confira abaixo mais detalhes sobre cada um deles.

 

Autonomia

Para empoderar os colaboradores, é necessário garantir que eles tenham autonomia para fazer o seu trabalho. Permita que eles tomem as próprias decisões a respeito das suas atividades, sem que precisem passar cada etapa pela aprovação do gestor.

O líder deve avaliar apenas os resultados dos projetos, dando orientações sempre que for preciso fazer alguma mudança. A autonomia deve ser guiada pela visão, missão e valores da empresa, então é fundamental que todos os funcionários estejam a par da cultura da organização.

Isso ajuda a criar confiança entre as pessoas dentro da organização, além de estimular o desenvolvimento profissional dos funcionários. Afinal, promover a autonomia faz com que todos na companhia obtenham algum nível de autoridade e responsabilidade.

 

Compartilhamento de informações

Libere informações importantes e faça-as circular em todos os níveis da organização. Elas devem ser comunicadas de maneira clara, transparente e adaptada às necessidades de cada equipe em particular.

Informações gerais para o bom entendimento do negócio devem ser compartilhadas com todos os colaboradores. Outras, mais restritas e sigilosas, podem ser repassadas apenas ao público de interesse.

O importante é que todos tenham acesso ao máximo de conhecimento útil para o andamento das suas tarefas. A informação dá poder às pessoas e ajuda a direcionar suas atitudes, por isso é fundamental para que a tomada de decisões seja precisa e adequada.

 

Gestão horizontal

Para colocar o empowerment em prática, é necessário que haja uma mudança de paradigma na forma de atuação dos líderes do negócio. Isso só pode ser feito com um esforço consciente dos gestores, que devem ter pleno entendimento da importância de empoderar os colaboradores.

A gestão vertical, com hierarquia rígida e excesso de burocracia, predominou por muitos anos no mercado, por isso é difícil se desvencilhar de certos hábitos. Porém, essa forma de pensar não favorece o empoderamento, pois deixa a atuação das equipes lenta e engessada.

Para garantir a autonomia e a agilidade nos processos, a gestão horizontal deve ser predominante na organização. A ideia  aqui é criar equipes colaborativas, com menos gestores e mais pares trabalhando em conjunto.

Sem tantas amarras, com todos os colaboradores trabalhando na mesma página, é possível adotar uma postura mais flexível e alinhada com a ideia do empowerment.

Tudo isso passa pela construção de uma cultura empresarial que valorize as pessoas, estimule a iniciativa e não seja punitiva. Lembre-se: erros devem ser corrigidos, não castigados. Do contrário, a autonomia desejada ficará só no papel, sem ocorrer nunca ser colocada em ação.

 

Desburocratização de processos

A burocracia torna os processos lentos e rígidos, fazendo com que algumas ideias percam o timing certo de implementação.

Imagine, por exemplo, uma campanha de publicidade que usa como mote o meme do momento. Se ela demorar uma semana para passar por todas as aprovações, vai acabar ficando datada e não será colocada no ar. Com isso, todo o tempo e recursos investidos na criação das peças de comunicação serão desperdiçados.

Um dos maiores benefícios do empowerment é reduzir o risco desse tipo de problema. Com mais liberdade para colocar ideias em prática, sem tantas etapas de aprovação, equipes autogerenciadas conseguem atingir alta performance com mais facilidade, trazendo maior nível de excelência para o negócio.

 

Desenvolvimento dos colaboradores

Investir no desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores é essencial para que o empowerment tenha sucesso. De nada servirá toda a liberdade se os funcionários não estiverem devidamente capacitados para se autogerenciar.

Proponha treinamentos, cursos de capacitação e o compartilhamento de novas técnicas, sempre de acordo com as necessidades da equipe e com os interesses da organização. Fique sempre de olho no desempenho do time para avaliar quais capacidades precisam ser melhor trabalhadas em cada funcionário.

Despertar a liderança nos profissionais também é interessante para que o empoderamento tenha mais efeito. Isso implica em orientá-los para que eles desenvolvam essa habilidade, por meio de objetivos, metas, avaliações de desempenho e feedbacks contínuos.

 

Chegamos ao fim dos segredos do empowerment na gestão empresarial. Agora que você já está por dentro do assunto, que tal colocar o que aprendeu em prática no seu dia a dia?

Para empoderar os profissionais, é preciso planejar e implementar o modelo de forma gradativa, acostumando a equipe às novas diretrizes. Assim, os resultados com certeza serão muito melhores!

 

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