A edtech tem mostrado o quanto a tecnologia pode invadir, também, o setor educacional para explorar o aprendizado (e a absorção de novos conhecimentos) de novas maneiras. Para isso, muitas empresas têm investido pesado em novas ideias e soluções para gerar uma verdadeira revolução no setor — tecnologia e salas de aula, enfim, têm tudo a ver.

 

Tudo bem: as salas de aula são insubstituíveis — por enquanto —, mas não quer dizer que a tecnologia não possa ser aplicada dentro desse ambiente inteiramente focado em aprendizado

Ao menos, é o que propõe o conceito de edtech.

Caso você ainda não tenha ouvido falar nisso, siga com esta leitura! Nos tópicos abaixo, vamos entender como o setor educacional tem crescido (e tem potencial para crescer) com o auxílio de novas técnicas e tecnologias. Boa leitura!

O que é uma edtech?

Resumidamente, estamos falando da fusão de duas palavrinhas: educação e tecnologia. Então, vale tudo para conceitualizar a edtech no atual panorama da educação — desde aplicativos aos cursos on-line e plataformas de ensino que têm agregado novas ramificações ao setor.

E trata-se, inclusive, de uma evolução natural para o setor. Afinal, que aluno não utiliza os mecanismos de busca para a realização de tarefas ou para estudar para uma prova, hoje em dia?

Percebendo isso, empresas como o Google já investiram em produtos específicos para o ramo educacional, como é o caso do Google for Education. Sem falar que, nos EUA, o setor de edtech cresceu em torno de 45% nos últimos 5 anos.

Como as edtechs estão atuando no mercado?

A aprendizagem tem sido abordada de muitas formas. Abaixo, resgatamos alguns dos principais serviços e produtos que as edtechs têm ocupado toda a sua dedicação!

 

Recursos didáticos

Por meio da tecnologia aplicada na sala de aula, uma edtech pode oferecer aos professores e alunos a oportunidade de imersão profunda nos conteúdos abordados.

Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA) são apenas dois exemplos de oportunidades que uma edtech pode investir para aproximar os alunos de questões, até então, acessíveis somente por meio da leitura.

 

Formação

Uma edtech pode proporcionar crescimento gradual e contínuo aos professores também. Com podcasts, webinários e mais uma série de conteúdos relevantes, a formação profissional permanece em crescimento.

Vale apenas ficar de olho nas empresas que têm se tornado referência no assunto, para que os professores do país consigam acompanhar as grandes tendências do mercado, e assim, replicá-las em suas salas de aula.

 

Progresso pedagógico

Existem plataformas que podem registrar o desempenho dos alunos, com base em testes e avaliações, e assim facilitar o acompanhamento do seu progresso pedagógico.

Dessa maneira, fica fácil identificar as dificuldades individuais e coletivas dos alunos, a fim de tornar as aulas melhores e mais focadas naquilo que os jovens têm enfrentado mais adversidades para aprender.

 

Individualização do ensino

Como um complemento ao tópico acima, vale destacar que já existe edtech focada na adaptação individual dos alunos. Assim, ao saber quais são as suas dificuldades, os professores e/ou tutores podem se ocupar mais e mais de mitigar esses problemas que o seu aluno tem enfrentado.

Por que investir em edtech no Brasil?

Podemos começar este tópico apontando o motivo mais evidente: a educação no Brasil ainda sofre para desenvolver-se significativamente

No ranking da Unesco, por exemplo, o país ocupa apenas a 88ª posição. Em um território tão vasto e populoso quanto o nosso, ter mais de 50 milhões de alunos é um desafio por si só. E isso já deve ser um estímulo e tanto para focar em ferramentas e soluções novas para promover a melhoria qualitativa no ensino.

Dentro do setor corporativo, os benefícios se acumulam também. Pense, por exemplo, na facilidade com a qual os seus colaboradores podem absorver novas ideias e conteúdos, ou mesmo reciclar os seus conhecimentos?

Isso, por consequência, pode estabelecer mais produtividade, engajamento, menos turnover e novas qualidades para a retenção e atração de talentos no mercado. E claro, mais lucratividade para a empresa, como retorno.

 

Quais são os desafios em implementar a edtech no país?

O primeiro passo para que a edtech se torne não uma tendência, mas um novo capítulo na educação do país, consiste em aceitar a tecnologia como parte elementar dessa transição.

Do contrário, vamos nos manter presos às mesmas soluções e ideias para desenvolver o setor. O mesmo pode ser percebido, por exemplo, com as resistências iniciais que muitas gerações tinha com a chegada dos computadores, da internet e agora com algumas soluções de automação de processos, por exemplo.

Na verdade, essas dúvidas podem ser facilmente reduzidas quando os benefícios da chegada de uma ou mais edtechs no país se apresentarem. Só que, para isso, os representantes desse mercado emergente ainda estão presos aos laços rígidos e inflexíveis da burocracia brasileira.

Dessa maneira, a consolidação da edtech permanece morosa à burocracia pouco ágil do Brasil. E por falar em nosso país, a própria infraestrutura é algo a ser considerado. Tudo porque o uso de tecnologia na educação deve ser impecável.

Ou seja: estável, veloz e acessível. Para tanto, é importante que os empreendedores e os poderes públicos entrem em um consenso para que as plataformas digitais sejam tão fáceis de implementar quanto um livro sendo aberto em sala de aula.

Além, é claro, da facilidade para inserir essas plataformas dentro dos ambientes corporativos também. Não à toa, o RH pode investir pesado nisso para qualificar continuamente os treinamentos internos.

Sem falar na importância elementar em garantir que o próprio país siga de olho nas mudanças (sempre tão dinâmicas) do setor. 

Tudo porque as tecnologias atuais, hoje, podem estar obsoletas em curto prazo. Levando isso em consideração, de nada adianta um elevado investimento inicial para, em seguida, abandonar os equipamentos e soluções da mesma maneira, e por muito tempo.

Isso só vai servir como um retrocesso, posteriormente, considerando que a edtech vai permanecer transformando-se e modificando, junto, o mercado e o setor educacional. É importante estar sempre lado a lado com os locais que fizerem uso desse tipo de solução.

Quais empresas atuam no setor de edtech?

Quer saber um pouco mais sobre esse setor que tem dado o que falar na educação do país — e Brasil afora? Então, dê uma olhadinha na lista de empresas que destacamos para você, e que valem uma boa pesquisa a respeito do que elas podem fazer:

  • Descomplica, uma startup que oferece métodos de aprendizado on-line para os interessados em mandar bem nas provas do ENEM;
  • Witseed, uma plataforma focada na produção de conteúdo audiovisual para empresas;
  • Niduu, uma plataforma que faz uso da gamificação para gerar treinamento e o desenvolvimento dos colaboradores da sua empresa;
  • Mundo 4D, uma edtech que tem oferecido meios de aproximar as novas gerações do vasto e interessantíssimo universo da robótica;
  • Brain Academy, que aproxima-se da área de inteligência socioemocional, promovendo a sua solução para crianças;
  • Coursera, uma das principais referências globais em aprendizado on-line;
  • OpenClassrooms, uma edtech especializada em cursos de graduação à distância.

 

E aí, ficou por dentro do que é uma edtech e do impacto revolucionário que ela pode causar na educação brasileira — das mentes mais jovens aos perfis corporativos mais distintos?

Caso tenha ficado com alguma dúvida, ou tenha alguma experiência para compartilhar, deixe a sua opinião e vamos expandir, juntos, a discussão sobre este tema!