diversidade etária no trabalho

Diversidade etária no trabalho: desafio ou oportunidade?

Quando o assunto é lucros organizacionais, pensar em novas metodologias de venda, novos produtos, novas parcerias estratégicas logo vem a mente. Mas para que tudo isso funcione efetivamente, é preciso que o instrumento de valor máximo da empresa, os colaboradores, estejam integralmente envolvidos e comprometidos.

E é aí que entra o setor de Recursos Humanos (RH). Encontrar uma forma de equilibrar os interesses, condutas e preferências, das diversas gerações que trabalham juntas, é um desafio, por isso separamos algumas dicas para ajudar o RH a gerenciá-las.

Para fomentar a gestão da diversidade etária no trabalho, o setor de RH deve:

  1. criar atividades de conscientização;
  2. encontrar os motivadores;
  3. estipular canais de comunicação;
  4. encontrar o lugar certo.

A união dessa pluralidade de profissionais pode trazer grandes melhoras no rendimento da empresa, pois conta com capacitações e experiências das mais diversas naturezas. Em outras palavras, a diversidade etária no trabalho é fator estratégico de crescimento organizacional. Acompanhe o post e saiba tudo!

Qual o impacto dessa diversidade etária no trabalho?

As empresas costumavam ser bem polarizadas, com as lideranças ocupadas por gestores mais experientes e os mais jovens com cargos de aprendizes. Mas as últimas décadas trouxeram mudanças ao ecossistema organizacional

Atualmente, todo e qualquer posto pode ser ocupado por profissionais de qualquer idade. Você pode ter 51 anos e o seu chefe 24, e vice-versa. Por isso, a diversidade etária no trabalho se tornou um desafio cultural.

O que gera conflitos entre as gerações?

As pressuposições! A tradição diz que quem ensina é sempre o mais velho, e quem obedece, sem questionar, é o mais jovem. Porém, as mudanças na realidade mercadológica tornaram o inverso realidade.

Com a chegada da tecnologia e os avanços da era on-line, as demandas por transformações foram indispensáveis. E isso permitiu que os jovens modernos e altamente antenados na realidade digital chegassem ao mercado de trabalho com novas propostas, inclusive para o sistema organizacional.

Mas isso não é ruim! Muito pelo contrário, é uma ótima oportunidade para diversificar o cenário profissional e integrar conhecimentos, experiências e objetivos de forma edificante. É uma maneira de unir o melhor de cada geração pela otimização do rendimento da empresa. 

O segredo para fazer essa conexão funcionar está nas estratégias do setor de RH, que vamos abordar mais adiante.

Quem é quem?

Para facilitar a compreensão da identificação de gerações, vamos apresentá-las resumidamente. Acompanhe!

  • Baby boomers: nascidos entre 1946 e 1964;
  • Geração X: nascidos entre 1960 e 1980;
  • Geração Y: nascidos entre 1981 e meados da década de 1990;
  • Geração Z: nascidos a partir do fim dos anos 1990.

Além da idade, as gerações possuem diferenças características como:

  • Baby boomers: eles estão próximos da aposentadoria, e possuem dificuldade em usar aparatos tecnológicos;
  • Geração X: eles ainda buscam a estabilidade que os Baby boomers tinham, por isso possuem dificuldade em lidar com a impulsividade multidisciplinar, principalmente da Geração Z;
  • Geração Y: eles são mais individualistas, ligados aos seus próprios valores pessoais, mesmo estando em um cenário bem conectado;
  • Geração Z: eles possuem dificuldade em lidar com o tempo, são impulsivos, imediatistas, por isso mudam de emprego constantemente.

Como a diferença etária no trabalho pode trazer benefícios?

Um ambiente profissional com grande diversidade permite que seja feita uma troca de múltiplas perspectivas, contribuindo para o prosperidade dos resultados. Já que, sem essa variedade, a visão da empresa é parcial e imaleável.

Além disso, o aprendizado gerado com a convivência entre gerações distintas faz com que o profissional se torne mais paciente, aberto, flexível e tolerante. Consequentemente, o ambiente e o clima organizacional se tornam mais agradáveis.

A tomada de decisão também se torna mais assertiva, porque é fruto da discussão de pontos de vista diversos, que contam com experiências significativas para consolidar ideias em resultados. As qualidades de cada geração são trabalhadas em conjunto, buscando soluções extraordinárias. 

Com esse fluxo de melhorias contínuas, a retenção de talentos se torna outra vantagem. O gerenciamento da diversidade etária no trabalho pode significar a permanência dos profissionais mais qualificados, uma reforma no fluxo de trabalho e a otimização da produtividade.

O que o RH pode fazer para gerir essa diversidade etária no trabalho?

Para fazer essa integração de experiências e capacitações gerar resultados, separamos algumas dicas para o setor de RH. Confira!

 

1. Criar atividades de conscientização

O primeiro passo é criar atividades de conscientização. Nesta etapa, as principais mudanças que a era tecnológica trouxe para o cenário profissional são apresentadas, e as suas definições de geração de profissionais são explicadas uma a uma a toda empresa. 

O nome que o mercado dá popularmente para cada uma, as características mais marcantes, os comportamentos mais prováveis, dentre outras, devem ser exploradas. O setor de RH deve transformar o possível conflito de interesses entre as gerações em encontros, permitindo que o estereótipo do pré-conceito seja eliminado. E os profissionais se conheçam e se identifiquem pela capacitação, e não pela idade.

 

2. Encontrar os motivadores

Depois de conhecer a fundo as características gerais de cada geração e entender o porquê cada profissional age de uma certa maneira, é hora de colocar essa empatia na prática

É preciso considerar o motivadores de cada geração. Bonificações, períodos de descanso, estabilidade, o benefício mais adequado e importante para cada tipo de profissional devem ser determinados.

Desta forma, o RH tem controle dos tipos de estratégias que podem usar para atingir assertivamente cada colaborador, e estimular o seu rendimento individual.

 

3. Estipular canais de comunicação

Outra medida importante é determinar os canais de comunicação para cada geração. Seja por meio de e-mails, notificações virtuais, quadro de informações, redes sociais, o importante é que a mesma mensagem chegue a todo colaborador. O que muda é a linguagem e o canal.

Assim, o setor de RH garante que todos os colaboradores estejam alinhados e buscando o mesmo objetivo organizacional.

 

4. Encontrar o lugar certo

Com mais conhecimento do perfil de cada profissional, esteja ele em qualquer geração, o RH deve identificar o local certo para cada um.

Independente da idade, os cargos devem ser ocupados pela qualificação, habilidades e aptidão. Além de características pessoais, como liderança, trabalho em equipe, controle emocional, dentre outros. 

As qualidades naturais de cada geração devem ser combinadas com as características pessoais de cada profissional. Desta forma, a definição dos cargos ganha mais propriedade

 

A diversidade etária no trabalho pode ser uma oportunidade de reafirmar os valores da cultura organizacional da instituição, alinhar a comunicação interna e conhecer de perto os talentos que compõem a força de trabalho. E assim, unir o melhor de cada geração para potencializar a produtividade da organização. 

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