Distúrbios Financeiros

Distúrbios Financeiros: entenda o que são e como identificá-los?

Distúrbios financeiros vão além da falta de planejamento com a sua renda. Em geral, são atitudes autodestrutivas que causam efeitos físicos e psicológicos nas pessoas, como o estresse, o sofrimento emocional ou mesmo os conflitos com entes queridos por qualquer coisa.

Daí, a importância em compreender quais são os efeitos dessas atitudes impensadas e que necessitam de mais atenção do que um simples cuidado com gastos supérfluos.

Ao longo deste artigo, vamos explicar melhor o que significa o conceito de distúrbios financeiros, como você pode aprender a identificar seus sintomas e, principalmente, como espantá-lo de vez da sua rotina. Confira, logo abaixo!

O que são distúrbios financeiros?

Decisões ruins acontecem todos os dias. Isso, por si só, não se caracteriza como os distúrbios financeiros — eles são retratados como padrões consistentes e autodestrutivos com relação ao dinheiro e que não conseguimos evitar (como se caminhássemos sem mapa através de um labirinto).

Assim, nessas situações, as pessoas costumam repetir caminhos sem saída, que não ajudam a desenvolvê-las e que podem prejudicar todo o seu âmbito particular no dia a dia — inclusive, na rotina corporativa.

No geral, os distúrbios financeiros se revelam diante de circunstâncias variadas, como:

  • desequilíbrio familiar;
  • fragilidade emocional;
  • empreitadas financeiras frustradas;
  • experiências traumáticas na infância;
  • uma combinação dos fatores acima citados.

E outras questões que também podem influenciar no desenvolvimento desse tipo de distúrbio. Isso porque, a presença de um fator não exclui a relevância de outro no surgimento dessas ações danosas.

Daí, inclusive, o autoconhecimento é tão recomendado. Por meio dele, as pessoas entendem melhor as suas ações e reações, o que influencia também em mais clareza para absorver as atitudes e decisões tomadas.

Quais são os sintomas mais comuns dos distúrbios financeiros?

É importante observar quando estamos diante de um problema de controle financeiro ou quando os distúrbios financeiros são mais evidentes.

Algo que pode ser percebido a partir das características e sinais que destacaremos logo abaixo!

Mudanças repentinas e significativas de peso corporal

Pessoas que emagrecem ou engordam súbita e rapidamente, sem nenhum motivo esclarecido, podem ter esses distúrbios associados às suas respectivas rotinas.

Transformação nos hábitos financeiros

Vale destacar, aqui, os extremos: é importante observar se a pessoa começou a gastar compulsivamente, em um passado recente e de maneira inexplicável, ou se começou a reter os gastos até mesmo para questões essenciais — como, por exemplo, pagar as contas.

Depressão

Ansiedade e depressão podem não ser sintomas, em si, mas distúrbios que já despertaram sinais de alerta na Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas os distúrbios financeiros podem se alimentar a partir desses quadros psicológicos, manifestando-se com mais facilidade.

Consequentemente, quem convive com esse problema financeiro tende a degringolar para uma série de atitudes impensadas, como:

Soma-se a isso a realidade nacional, com pouco mais de 60 milhões de pessoas endividadas, e o cenário pode se mostrar ainda mais perturbador. Os distúrbios financeiros podem estar mais presentes do que imaginávamos.

Quais são os tipos de distúrbios financeiros?

Além das origens variadas, os distúrbios financeiros podem se manifestar de maneiras distintas em nossas rotinas. Confira, abaixo, algumas delas!

Gasto compulsivo

A compra por compulsão, em si, pode ser observada com cuidado a fim de avaliar a dificuldade em contornar esse hábito. Mas é comum que a pessoa com distúrbios financeiros sinta prazer ou satisfação em gastar. A compra é até irrelevante, muitas vezes; o ato é o mais satisfatório.

No entanto, o arrependimento vem tão logo a fatura é descontada ou a compra efetuada em um estabelecimento. O problema é o ciclo que mencionamos anteriormente, podendo revelar-se tão logo o lamento chegue ao fim.

Acumulação de renda

Na contramão do tópico acima, as pessoas acumuladoras economizam tanto, mas tanto, que não usam o dinheiro nem para compras básicas. Ainda mais: uma poupança sem objetivo, só pelo ato de acumular.

E não estamos falando só de dinheiro, embora isso possa transparecer nas economias, mas em objetos no geral com o acúmulo de itens quebrados, inúteis e sem valor.

Trabalho

Distúrbios financeiros também dão as caras no dia a dia profissional. Uma pessoa workaholic trabalha mais porque acha que a sua renda nunca é suficiente. O que gera um desequilíbrio entre a sua vida pessoal e de trabalho, bem como nubla os seus objetivos e prazeres além das atividades corporativas.

Jogo

A compulsão por jogo é um dos principais distúrbios financeiros, uma vez que a consciência de custos é diretamente prejudicada pelo prazer de estar à mesa, apostando e com as estatísticas jogando a favor e contra a própria sorte.

Infidelidade financeira

Atenção, também, aos problemas financeiros que são negligenciados entre os próprios familiares. Isso acontece, por exemplo, quando dívidas são ocultadas para que o cônjuge não saiba. E isso só tem a prejudicar o relacionamento em curto, médio e longo prazo.

Dependência financeira

Quando temos um aporte financeiro constante – digamos, por exemplo, dos pais — e desejamos independência financeira, estamos vivendo um ciclo irreal.

Afinal de contas, essa pessoa não sabe qual é a sua real renda e o quanto ela gasta, mensalmente, uma vez que ela não tem que lidar com as contas. E pode ser um choque de realidade quando esse dinheiro para de entrar na conta e, da noite para o dia, a pessoa tem que lidar com a desilusão do novo cotidiano.

Negação financeira

Por fim, a negação faz parte dos distúrbios financeiros. O problema surge quando o enfrentamento sobre a situação financeira é evitado a todo custo.

Como resultado, as dívidas aparecem, aumentam e agravam continuamente. E aí a pessoa costuma deixar de consultar seu extrato bancário, ignora os credores e foge de conversar sobre o assunto com amigos e parentes.

Atenção, também, ao grupo de pessoas que costuma rejeitar o dinheiro, como se o acúmulo de renda fosse algo ilegal ou imoral. Assim, a pessoa crê não merecer dinheiro ou, até mesmo, que tê-lo é um caminho sem volta para a corrupção das pessoas. 

Como resolver o problema?

Para a solução do problema, muitas pessoas têm destacado o bem-estar financeiro. E se você ainda não sabe do que se trata, dê uma olhadinha em nosso artigo completíssimo sobre o assunto!

Mas, resumidamente, a ideia consiste em admitir o problema financeiro e a sua relação danosa com o dinheiro. Em seguida, fica mais fácil avaliar os caminhos mais frutíferos para enterrar de vez os distúrbios financeiros dos seus comportamentos e atitudes.

Em seguida, invista em planejamento financeiro. E o que isso significa? Equilibrar as despesas e a sua renda mensal; que é importante ter um objetivo, ao menos, financeiro para poupar recursos; que a reserva financeira é fundamental para evitar que os imprevistos derrubem a sua condição financeiro ao endividamento; e que a compulsão não deve existir nos seus hábitos financeiros.

Com isso, ocorre uma transformação em seus hábitos, de maneira que o bem-estar financeiro ganhe espaço em sua vida e não saia mais.

E, o melhor disso tudo, é que a sua organização não vai se limitar aos pontos acima citados, mas ser complementado por novos objetivos, desejos e necessidades que vão surgir no percurso. 

Os benefícios disso são:

  • fim dos conflito com entes queridos sobre dinheiro;
  • maior controle sobre suas finanças;
  • definição de um orçamento para evitar os gastos compulsivos;
  • fim do estresse financeiro;
  • conquistas gradualmente alcançadas.

Com o tempo, os distúrbios financeiros são substituídos por boas práticas que valorizam mais a sua relação com outras pessoas e também com o seu futuro. Uma maneira de focar, exclusivamente, em garantir um presente e um amanhã mais prósperos e livres de imprevistos.

Para tanto, o bem-estar financeiro pode ser um trabalho extenso e constante que deve ser exercitado tanto de maneira individualizada quanto com o auxílio profissional. 

É comum, por exemplo, que as pessoas com distúrbios financeiros recorram ao acompanhamento psicológico, ao trabalho de coachs ou mesmo de programas de bem-estar financeiro oferecido pelas empresas. Isso, inclusive, dá um ânimo extra para todo o quadro de funcionários.

 

E então, agora que você já sabe tudo sobre o assunto e pode dar um primeiro passo na direção certa, que tal compartilhar este post nas suas redes sociais? Quem sabe, talvez um colega, amigo ou parente pode estar vivendo as mesmas questões que você, e ainda não tem o amparo necessário para escapar dos distúrbios financeiros!

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