discriminação no ambiente de trabalho

Discriminação no ambiente de trabalho: como a empresa deve agir?

Um ambiente de trabalho positivo no dia a dia é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. Porém, toda empresa tem pessoas de diversas origens sociais, raciais e culturais, que não têm muito em comum além do fato de trabalharem juntas. Essas diferenças podem gerar situações de conflito na equipe ou até discriminação no ambiente de trabalho.

Casos assim são muito graves e podem causar sérias consequências para os envolvidos e para a organização. Pensando nisso, explicamos neste artigo como prevenir casos de discriminação no ambiente de trabalho e conduzir essas situações de maneira adequada. Se interessou? Confira tudo a seguir!

Como se caracteriza a discriminação no ambiente de trabalho?

A discriminação no ambiente de trabalho acontece quando há distinção no tratamento ou nas oportunidades dadas a um empregado por motivos não relacionados ao desempenho profissional.

Segundo a Constituição brasileira, todos são iguais perante à Lei, o que garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança.

A discriminação se caracteriza quando essa inviolabilidade é desrespeitada, indo de encontro aos princípios constitucionais.

Os tipos de discriminação no ambiente de trabalho mais comuns são os preconceitos de raça e de gênero. Um bom exemplo é a diferença salarial entre homens e mulheres na mesma posição, ou entre pessoas brancas e negras que fazem o mesmo trabalho.

O preconceito no ambiente de trabalho também é frequentemente praticado contra portadores de deficiências ou patologias, como o HIV.

Infelizmente é comum essas pessoas serem estigmatizadas ou até demitidas, com a justificativa de que trariam prejuízo por faltarem mais vezes por conta dos tratamentos médicos.

A discriminação no ambiente de trabalho também pode se refletir nos preconceitos de:

  • nacionalidade;
  • estado civil;
  • religião;
  • classe social.

Discriminação x assédio

Vale frisar que não se deve confundir discriminação no ambiente de trabalho com assédio, que é um problema diferente, mas igualmente sério.

A discriminação ocorre quando há distinção ou exclusão da vítima. Já o assédio moral ou sexual se caracteriza por condutas abusivas que atinjam a integridade física ou psicológica de um indivíduo.

Leia também: Como evitar assédio moral no trabalho e o impacto financeiro de processos trabalhistas

Como prevenir a discriminação no ambiente de trabalho?

Como diz o ditado: é melhor prevenir do que remediar. Veja o que a sua empresa pode fazer para evitar situações de discriminação e manter o clima organizacional em alta.

#1 Construa uma cultura de respeito às diferenças

O melhor caminho para evitar a discriminação no ambiente de trabalho é transformar o respeito às diferenças em uma prioridade na cultura organizacional.

Promova um tratamento igualitário e inclusivo a todos os colaboradores, seja qual for:

  • o cargo;
  • a cor;
  • a orientação sexual;
  • o gênero;
  • as escolhas pessoais de cada um.

A empatia e o senso de colaboração devem estar presentes em todos os processos da organização, a fim de reforçar e institucionalizar esse comportamento.

Para estabelecer essa cultura, contratar as pessoas certas é essencial. Traga para a equipe pessoas que já estejam alinhadas a esse pensamento. Também procure contratar profissionais de diversas origens e formas de pensar, para que a diversidade não fique só no discurso.

#2 Faça campanhas de diversidade

Use o meios de comunicação da empresa para promover campanhas de conscientização sobre diversidade no ambiente de trabalho, abordando o tema de maneira criativa e relevante.

Uma boa ideia é realizar eventos com rodas de debate e palestras sobre o tema do preconceito no ambiente de trabalho. Essa é uma ótima alternativa para:

  • estimular a reflexão;
  • gerar empatia;
  • discutir as dificuldades enfrentadas nesses ambientes por mulheres, homossexuais e negros, entre outros.

Como lidar com casos de discriminação no ambiente de trabalho?

Por mais que a empresa tome medidas preventivas, muitas vezes não é possível impedir casos de preconceito. Então, o que fazer com a discriminação no trabalho? Como conduzir esse tipo de situação?

Os principais passos são:

  • preserve a identidade dos envolvidos;
  • cheque os fatos;
  • consulte a Lei;
  • dê apoio emocional e legal à vítima;
  • aplique a punição adequada ao agressor.

Confira a seguir mais detalhes sobre esse passo a passo!

Preserve a identidade dos envolvidos

O RH deve propor canais exclusivos para denúncias de discriminação, bem como assédio e outros desvios de conduta corporativa.

Deixar de abrir esse espaço poderá fazer com que pessoas com tendência ao preconceito se sintam à vontade para discriminar colegas, pois sabem que não haverá consequências para seus atos.

O anonimato dos envolvidos deve ser preservado, a fim de evitar que o caso se torne alvo de especulações dos outros funcionários, prejudicando a produtividade da empresa e o clima do ambiente.

Cheque os fatos

Ao receber uma denúncia de discriminação no ambiente de trabalho, é fundamental fazer uma investigação minuciosa dos fatos. O que realmente aconteceu?

Converse com a vítima, com o acusado e com possíveis testemunhas, dependendo do caso descrito.

Quanto mais informação a empresa tiver em mãos, mais fácil será determinar se a situação caracteriza ou não discriminação no ambiente de trabalho.

Consulte a Lei

Antes de decidir qual atitude vai tomar perante os fatos, consulte o que diz a Constituição. A Lei 9.029/1995 veda “qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho, ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação profissional, idade, entre outros”.

O racismo, por exemplo, é considerado crime inafiançável e imprescritível. Já com relação ao preconceito com mulheres no mercado de trabalho, a Lei proíbe a exigência de testes de fertilidade ou gravidez, assim como a indução à esterilização.

Outro ponto de atenção são as demissões realizadas pela empresa. Desligar um funcionário por razões discriminatórias exigem reintegração do profissional com ressarcimento integral dos valores relativos ao tempo em que ele ficou parado. Outra consequência pode ser o pagamento o dobro da remuneração do período de afastamento.

Dê apoio emocional e legal à vítima

A empresa sempre deve ficar ao lado da vítima, não importa qual seja o status do agressor na organização.

O apoio do RH e dos gestores é fundamental para que a pessoa discriminada se sinta acolhida e tenha mais tranquilidade para enfrentar o problema sem medo de retaliações.

Acione o departamento jurídico para prestar consultoria e serviços gratuitos ao colaborador. Além disso, fique atento aos efeitos emocionais e psicológicos que a situação causou à pessoal, tomando as atitudes necessárias para preservar a sua saúde mental.

Aplique a punição adequada ao agressor

Após investigar os fatos, a empresa deve punir o agressor por meio de advertência, suspensão ou, se houver reincidência, demissão por justa causa.

Se nada for feito, a vítima tem o direito de comunicar o caso a uma Delegacia Regional do Trabalho e a polícia, agravando ainda mais o problema.

Ser conivente com a discriminação no ambiente de trabalho aumenta o risco de sofrer prejuízos administrativos e judiciais por parte do empregado e do Poder Público.

Como vimos ao longo do post, discriminação no ambiente de trabalho é assunto sério e merece atenção especial. Evitar esse tipo de situação deve ser prioridade na empresa, a fim de preservar o bom ambiente e a conduta adequada nos relacionamentos interpessoais. Por isso, estimule a diversidade e o respeito ao próximo no dia a dia da sua organização!

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