Dicas para construir uma reserva de emergência!

dicas de reserva de emergência

Obter uma determinada quantia guardada para lidar com eventos inesperados é, certamente, um passo importante para quem está organizando suas finanças pessoais. Nesse caso, a estratégia usada é a reserva de emergência.

A reserva de emergência pode ser uma opção inteligente, visto a possibilidade de enfrentar situações ocasionais como, por exemplo, o desemprego, sofrer um acidente ou custear o conserto de um eletrodoméstico.

Assim, entender como poupar e garantir uma determinada quantia é fundamental para um bom planejamento financeiro, afinal, imprevistos acontecem. Porém, muitas pessoas sentem dificuldade na hora de fazer uma reserva de emergência.

Pensando nisso, nós da Empreender Dinheiro em parceria com o blog do Xerpay, preparamos um conteúdo especial, com dicas que vão fazer você entender como  estruturar uma quantia reserva para ser utilizada em casos de emergência. Confira!

O que é a reserva de emergência?

A reserva de emergência é o dinheiro guardado com o intuito de uso da quantia para lidar com eventos emergenciais. 

Esses eventos podem ser, por exemplo, uma demissão inesperada, um acidente que traga despesas hospitalares ou até mesmo a quebra de um eletrodoméstico. 

Tudo isso tem um custo, e ele pode sair caro para quem não tiver uma organização financeira que ensine a agir diante dessas eventualidades. 

Um planejamento financeiro permite que você leve uma vida financeira compatível com sua realidade orçamentária, além de possibilitar a visualização do o que precisa ser feito para atingir suas metas. Assim, é necessário saber como realizá-lo. 

A reserva de emergência pode ser considerada um tipo de planejamento das finanças, pois serve justamente para garantir que despesas inesperadas não causem um prejuízo de grandes proporções nas economias pessoais. 

Como calcular uma reserva de emergência?

Primeiramente, para fazer uma reserva de emergência é preciso conhecer a própria realidade cotidiana. Ou seja, a quantia a ser separada precisa estar alinhada ao seu custo de vida. 

O custo de vida é a quantia de dinheiro necessária para manter um determinado padrão de vida. Esse valor inclui despesas básicas como alimentação, moradia, saúde até gastos com transporte, bem-estar e lazer. 

Assim, monitorar o quanto é gasto no cotidiano é essencial para obter os números que revelam o custo de vida. Essa estratégia pode ser considerada um tipo de planejamento financeiro.

Um método para calcular o custo de vida pode ser por meio da fórmula:

  • Gastos Fixos + Gastos Variáveis: Custo Total

Os gastos fixos ou gastos essenciais são as despesas que precisam ser pagas todos os meses, como por exemplo, contas de luz e água, aluguel, plano de saúde, feira no supermercado, combustível, entre outros tipos de mensalidade.

Já os gastos variáveis ou gastos extras referem-se às despesas que não precisam ser pagas periodicamente, por exemplo, vestuário, viagens a lazer, procedimentos estéticos.

Ou seja, gastar ou não mensalmente com esse tipo de atividade parte de uma decisão que requer mais autonomia individual. Isso porque elas são consideradas como parte de um gasto “extra”, não são necessárias no cotidiano e podem ser dispensáveis a qualquer momento.

Assim, com conhecimento sobre o custo de vida, é possível partir para o segundo passo: planejar um orçamento para ser depositado na reserva de emergência.

A reserva de emergência deve ser feita para quantos meses?

O valor para a reserva de emergência pode ser equivalente a no mínimo três meses do custo de vida. Isso significa que a quantia do custo de vida deve ser multiplicada por 3, sendo o resultado o valor que deve ir compor a reserva. 

Contudo, uma reserva ideal seria em torno de 6 vezes o valor do custo de vida, isto é, uma reserva para 6 meses. 

Entretanto, é importante destacar que o orçamento para essa economia depende das condições financeiras de cada indivíduo, levando em conta fatores como segurança e estabilidade, que não são as mesmas para todos. 

Onde investir o fundo de emergência?

Um passo importante para investir na reserva de emergência é pensar na liquidez dessa aplicação. A liquidez representa a facilidade para resgate do investimento. Ou seja, é necessário escolher investimentos com maior liquidez.

Isso porque, em um caso de urgência, é preciso ter acesso ao dinheiro guardado com rapidez e facilidade. Assim, os investimentos em renda fixa e renda variável podem não ser a melhor opção de onde investir a reserva de emergência. 

Por exemplo, no caso de investimento em fundos de longo prazo com títulos de renda fixa, a quantia aplicada pode ficar travada por um longo período. Esses fundos não possuem liquidez diária. Logo, isso dificulta a retirada do dinheiro num momento emergencial.

Além disso, opções em renda variável podem também não ser uma boa opção para investir na reserva. Isso em razão de outro fator a ser considerado: a volatilidade do ativo. 

Volatilidade, no mundo dos investimentos, trata-se de uma medida de oscilações no preço de um ativo financeiro no curto prazo. Ou seja, quanto maior a volatilidade, maior a variação sofrida nos preços desses ativos.

No caso dos investimentos em renda variável, o investidor não consegue saber exatamente qual será o seu retorno. 

Desse modo, a volatilidade nessas aplicações pode ser alta. Um exemplo disso são as mudanças que ocorrem diariamente nos preços das ações.

Além dessas opções, existe também a poupança. A poupança é um tipo de conta bancária em que é possível guardar uma quantia e receber um percentual sobre o valor aplicado. 

Esse tipo de investimento é muito cogitado entre as pessoas que desejam fazer uma reserva emergencial. Na poupança, a liquidez é elevada, ou seja, ao solicitar um resgate, os recursos irão para a conta corrente imediatamente.

Porém, a poupança apresenta uma rentabilidade baixa quando comparada a outros investimentos. Além disso, a remuneração dessa aplicação é apenas mensal e não diária. 

Portanto, nenhuma dessas opções são consideradas um bom lugar para deixar a quantia emergencial, porém, existem alternativas que são mais apropriadas e eficientes no planejamento das finanças pessoais.

Com isso em mente, podemos abordar algumas maneiras para elaborar uma reserva de emergência com mais segurança.

Dicas para construir uma reserva de emergência

Além de saber onde investir a quantia poupada, também pode ser interessante conhecer algumas dicas comportamentais que, se seguidas com disciplina, garantem as habilidades necessárias para construir uma boa reserva de emergência.

Opções de investimentos 

Alguns dos investimentos ideais para a reserva de emergência são o Tesouro Selic, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), os Fundos DI, a Letra de Crédito Imobiliária (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). 

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um dos títulos públicos à venda do Tesouro Direto. O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional que serve para a venda de títulos públicos federais para pessoas físicas por meio da internet.

O Selic é considerado uma boa opção para compor a reserva emergencial pela sua liquidez diária e baixa volatilidade. Além disso, sua rentabilidade é atrelada à variação de um índice, a Taxa Selic. 

A taxa Selic é a taxa de juros básica da economia brasileira. Ela é o índice usado nas transações interbancárias e serve como instrumento da política monetária.

Já o Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) trata-se de um sistema utilizado pelo banco central que registra todas as transações financeiras envolvendo títulos do tesouro nacional. 

O Tesouro Selic funciona como uma espécie de empréstimo: o investidor compra o título e o governo utiliza esse valor para financiar áreas como saúde e infraestrutura. 

Em troca, o investidor recebe uma taxa de rentabilidade, que é o valor da taxa Selic anual.

Com a característica da liquidez diária, o investidor que aplica no Tesouro Selic tem os rendimentos disponíveis em sua conta todos os dias. Ademais, a baixa volatilidade do título indica que o preço de compra é próximo ao preço de venda.

Ou seja, em caso de necessidade o investidor pode vender o título e resgatar a aplicação. No entanto, o investidor ainda pode perder alguma quantia, mas a perda é menor em comparação com outros títulos do Tesouro Direto.

CDB

O CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário, um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos financeiros. 

Na prática, o CDB funciona como um tipo de empréstimo às instituições financeiras, que devolvem esse valor com a correção de juros. Ele possui liquidez diária, o que permite que o investidor resgate seu dinheiro a qualquer momento.

Além disso, o CDB possui garantia pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) no valor de até R$250 mil por CPF ou CNPJ, por grupo de depósitos ou investimentos. 

Isso significa que caso a instituição quebre, o FGC garante a devolução de até R$250 mil por CPF ou CNPJ.

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliária (LCI) é um investimento de renda fixa com títulos emitidos por instituições bancárias. O LCI promove a captação de recursos para o mercado imobiliário.

Enquanto isso, a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) é um investimento de renda fixa emitido por bancos com finalidade de obter recursos para financiar o setor agrícola.  

O LCA funciona do mesmo modo que o LCI: o investidor empresta capital ao banco e recebe de volta seu dinheiro com acréscimo de juros. 

Esses são rendimentos não tributáveis, ou seja, isentos de Imposto de Renda. Além disso, possuem facilidade para resgate.

Fundos DI

Os Fundos DI, ou fundos de renda fixa referenciados DI, são fundos de investimento que possuem, em média, 95% das aplicações em títulos públicos e privados ligados à Taxa Selic

A finalidade deste fundo é buscar a maior rentabilidade possível atrelada ao baixo risco. Desse modo, a maioria das aplicações é feita em ativos com rentabilidade próxima ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha a taxa básica de juros Selic.

Os fundos DI possuem uma alta liquidez, o que permite o acesso a quantia investida a qualquer momento.

Evite gastos supérfluos 

Um hábito que pode prejudicar o orçamento de uma reserva de emergência é a compra impulsiva. 

Isso porque esse hábito faz com que você considere uma compra desnecessária como algo que deve ser adquirido imediatamente. Desse modo, a compra por impulso é um motor para a desorganização financeira.

Após definir quais são os gastos variáveis ou extras, é importante compreender que para construir uma reserva que será suficiente, pode ser necessário diminuir as compras menos urgentes. 

Saiba quando usar a reserva de emergência 

Por fim, a reserva de emergência deve ser usada apenas em casos de urgência, como por exemplo:  

  • Adoecimento ou falecimento de familiares;
  • Acidentes que demandam despesas médicas;
  • Desastres naturais que podem atingir sua moradia;
  • Desemprego ou mudança de cargo que cause perda econômica.

Assim, é possível reconhecer quais as situações que demandam o uso da renda emergencial. 

Portanto, assim como outras ações, investir de forma correta, evitar a compra por impulso e saber o momento ideal para retirar a quantia reservada são os principais passos para construir uma reserva de emergência com eficiência e segurança.

 

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